A convicção e o dogma

Quem ainda tem cer­te­zas sobre o que quer que seja, corre o risco de se trans­for­mar, sem dar por isso, em alguém ilu­dido. Isso não sig­ni­fica que não pos­sa­mos — e deva­mos, até — ter e defen­der as nos­sas con­vic­ções, base­a­das naquilo que a vida, a expe­ri­ên­cia e a cul­tura social e cien­tí­fica nos trans­mi­tem. No entanto, na época de extre­mis­mos em que vive­mos, é fre­quente mui­tas des­sas con­vic­ções ganha­rem raí­zes dema­si­ado infle­xí­veis. A faci­li­dade com que uma con­vic­ção se trans­forma em dogma é inver­sa­mente pro­por­ci­o­nal à qua­li­dade dos argu­men­tos que a sustentam.