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	<title>Helder Sanches &#187; Karl Popper</title>
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	<description>Penso, logo, sou ateu</description>
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		<title>Verdades, Popper e propaganda</title>
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		<pubDate>Tue, 19 Feb 2008 12:06:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Helder Sanches</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ateísmo]]></category>
		<category><![CDATA[Ciência]]></category>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.heldersanches.com/wp-content/uploads/2008/02/truth.jpg" alt="truth.jpg" align="right" />Sem dúvida que está a ser muito interessante a discussão entre o Daniel Silvestre e o comentador Bernardo no artigo â€œ<a href="http://www.portalateu.com/2008/02/15/o-dialogo-que-deve-ser-promovido/" target="_blank">O diálogo que deve ser promovido</a>â€œ.</p>
<p>Concordo plenamente que os diálogos devem ser sempre promovidos. No entanto, quero chamar aqui a atenção para a urgência que existe de , em circunstâncias deste tipo, se definirem os pressupostos antes de se desenvolverem teorias e se defenderem posições. Refiro-me, claro está, à definição de deus; de que adianta um diálogo se se debaterem conceitos diferentes ou se se utilizarem diferentes graus de especificidade sobre o objecto da discussão? Dessa forma, corre-se o risco de mantermos um diálogo sobre abstracções conceituais inválidas para o nosso interlocutor.</p>
<p>Por outro lado, gostaria de afirmar peremptoriamente que discordo do Bernardo na questão da falseabilidade de deus. Não discuto, obviamente, a sua infalseabilidade à data; discuto a presunção de que será sempre assim. Ou seja, afirmar que deus será sempre uma hipótese não falseável é, em si mesmo, uma afirmação não falseável! Em que ficamos, então?</p>
<p><span id="more-524"></span><br />
O Bernardo recorre ainda ao racionalismo crítico de Karl Popper e às suas teses na área da filosofia da ciência. Muito resumidamente, o que Karl Popper propõe é que todas as teorias para serem consideradas científicas terão que ser refutáveis. Pergunto-me: onde está a refutabilidade desta afirmação? Uma vez mais, em que ficamos?</p>
<p>Finalmente,  não resisto a comentar uma afirmação do Bernardo num dos comentários. Passo a citar:</p>
<blockquote><p>Sabe o que sucede quando falamos sobre assuntos que não conhecemos em primeira mão? Sabe o que fazem todas as pessoas, como o Daniel (ou como eu mesmo, quando em tempos falei também assim sobre o caso Galileu), que falam sobre Galileu sem conhecerem os processos e os argumentos? Fazem PROPAGANDA.</p>
<p>É verdade: sempre que falamos sobre temas que não conhecemos em primeira mão (ou às vezes nem em segunda), estamos a veicular opiniões de outras pessoas. Isso é propaganda.</p></blockquote>
<p>Aqui concordo inteiramente com o Bernardo! É exactamente pelos motivos que ele indica que considero as histórias do Novo Testamento um elaborado panfleto propagandista. O Bernardo, sem se dar conta, utilizou os argumentos que muitos usam para <a href="http://www.portalateu.com/2008/01/22/jesus-e-a-frequencia-do-dialogo/" target="_blank">questionar a veracidade histórica de Jesus</a>. Mas o Bernardo, nesse caso, já descarta a possibilidade da propaganda. A este estranho contra-senso chama-se fé.</p>
<p>Publicado a 19 de Fevereiro no <a href="http://www.portalateu.com/2008/02/19/verdades-popper-e-propaganda/" target="_blank">Portal Ateu </a></p>
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