Portal Ateu Off

Desde mea­dos da semana que o Por­tal Ateu se encon­tra offline devido à conta onde este se encon­trava alo­jado ter sido sus­pensa por excesso de con­sumo de recur­sos do ser­vi­dor, ao que per­cebi. Não sei que tipo de conta estava con­tra­tada, mas é extre­ma­mente desa­gra­dá­vel a ati­tude de alguns ser­vice pro­vi­ders che­ga­rem ao ridí­culo de cor­ta­rem o ser­viço sem pré-aviso, não dando sequer tempo aos res­pon­sá­veis dos sites para pen­sa­rem em alter­na­ti­vas. Já tinha acon­te­cido ante­ri­or­mente, vol­tou a acon­te­cer agora…

Espero que a situ­a­ção seja ultra­pas­sada com a maior bre­vi­dade possível.

Como melhor divulgar o ateísmo

Para qual­quer ateísta, o mundo ideal seria aquele em que a soci­e­dade e o espaço público esta­riam isen­tos de sim­bo­lo­gia, influên­cias, pres­sões e acti­vi­da­des reli­gi­o­sas. Para qual­quer ateísta, o mundo ideal seria aquele em que uma visão natu­ra­lista e huma­nista do mundo fosse norma, o estado laico e as ins­ti­tui­ções secu­la­res res­pei­ta­das e valo­ri­za­das. Con­tudo, esta­mos ainda muito longe desse mundo ideal. Sem o con­tri­buto de todos, essa dis­tân­cia entre o estado das coi­sas e o estado ideal das coi­sas irá manter-se durante muito tempo.

Esse con­tri­buto, no entanto, pode ser feito por todos nós, dia­ri­a­mente, sem esforço; basta boa von­tade e um pouco de gra­ti­tude. Senão, veja­mos: todos nós temos acesso gra­tuito a uma quan­ti­dade de con­teú­dos online sobre ateísmo. Feliz­mente, muito desse con­teúdo dis­po­ni­bi­li­zado para todos nós tem uma qua­li­dade con­si­de­rá­vel e faz-nos pen­sar, rir, apro­fun­dar e dis­cu­tir o nosso ateísmo e o ateísmo dos outros. Ora, se há tanta maté­ria online da qual nós gos­ta­mos, por que não con­tri­buir para a causa ateísta com o sim­ples acto de aju­dar a divul­gar esses con­teú­dos? Atra­vés do sim­ples acto de divul­ga­ção dos con­teú­dos ateís­tas a que dia­ri­a­mente ace­de­mos esta­re­mos a con­tri­buir de uma forma deci­siva para a divul­ga­ção do ateísmo.

A inter­net hoje em dia fun­ci­ona muito à base de esta­tís­ti­cas e de refe­rên­cias. Se arti­gos sobre ateísmo come­ça­rem a ser mais divul­ga­dos atra­vés das diver­sas redes soci­ais dis­po­ní­veis, os moto­res de busca não fica­rão alheios a esse facto e esses arti­gos pas­sa­rão a ter maior expo­si­ção. Assim, da pró­xima vez que se cru­za­rem com um artigo sobre ateísmo não se esque­çam de o par­ti­lhar em redes soci­ais como o Face­book, Twit­ter, Red­dit e por aí fora.

Este blog per­mite há já bas­tante tempo a refe­rên­cia auto­má­tica dos arti­gos em diver­sos sites soci­ais (ver ícones no final de cada artigo, antes dos comen­tá­rios), por­tanto se essa von­tade de cola­bo­rar para a causa ateísta for genuína não há des­cul­pas para que não sejam adqui­ri­das estas boas práticas.

(adap­tado de artigo ori­gi­nal­mente publi­cado no Por­tal Ateu:  Pro­mo­ver o ateísmo sem fazer nenhum)

Um blog é um blog

Eis que renasce em mim a von­tade de escre­ver neste blog outrora movi­men­tado e dinâ­mico. Um blog é um blog e não neces­sita de gran­des flo­re­a­dos para que as ideias fluam e as dis­cus­sões se mul­ti­pli­quem. Feita a neces­sá­ria tra­du­ção para o por­tu­guês, eis que o “Penso, logo, sou ateu” se rea­nima. Cui­dado, tenham muito cuidado…

Anomalias ou o ateu embrionário

Hoje, a pro­pó­sito de qual­quer coisa sem impor­tân­cia, recordei-me de que há uns anos atrás escrevi pela pri­meira vez publi­ca­mente sobre o meu ateísmo no fórum do site Ano­ma­lies Network. Tinha-me sido reco­men­dado aquele fórum por causa de uma suposta polé­mica que decor­ria então (2003) online sobre um via­jante do tempo, um tal de John Titor. Recordo-me que na altura dei uma “vol­ti­nha” pelo fórum e fiquei de tal forma cho­cado com os dis­pa­ra­tes na sec­ção de reli­gião (está­va­mos ainda no res­caldo do 11 de Setem­bro com tudo o que isso impli­cava) que resolvi intervir.

Con­ti­nue reading…

Internet: velocidade ou profundidade no acesso à informação?

Como é nor­mal, chega-se ao final de um ano civil e arranjam-se sem­pre mil e um argu­men­tos para fazer balan­ços e estra­nhas con­ta­bi­li­za­ções sobre os mais, os melho­res ou os tops do ano que finda. Pela minha parte — olhando para trás agora que 2010 se apro­xima do fim — tenho que fazer um esforço muito grande para não dei­xar ques­tões pes­so­ais inter­fe­ri­rem nessa minha aná­lise, uma vez que este foi, segu­ra­mente, um daque­les anos de que me irei recor­dar como sendo bas­tante maus.

Feito esse esforço, diria que o que mais dei­xará mar­cas no mundo em que vive­mos, ou melhor, na soci­e­dade em que vive­mos, será o caso Wiki­le­aks. Este fenó­meno que tem vindo a cres­cer gra­du­al­mente nos últi­mos anos vem con­fir­mar algo que ape­nas os mais cép­ti­cos sabiam ser ver­dade e que tem a ver com a noção de infor­ma­ção que temos atra­vés desta mara­vi­lhosa fer­ra­menta que é a inter­net. De facto, até que outros fenó­me­nos como a Wiki­le­aks des­pon­tem — se des­pon­ta­rem -, por mais pro­pa­ganda que os gover­nos de todas as fac­ções poli­ti­cas pro­du­zam sobre o acesso à infor­ma­ção que a inter­net per­mite, Con­ti­nue reading…

Remoinho

O Remoi­nho nunca che­gou a ser o que era para ter sido: uma espé­cie de blo­gue colec­tivo para falar de tudo para todos. Pelas mais diver­sas razões — que são as razões de sem­pre — a “coisa” não desenvolveu.

Como não pode haver pior uti­li­za­ção para um domí­nio já regis­tado que a sua não uti­li­za­ção, resolvi uti­li­zar o domí­nio remoinho.com para algo que já há muito tempo andava a ger­mi­nar: um site em que as ima­gens e as pala­vras se com­ple­men­tas­sem entre si mais do que é norma, dei­xando que umas ilus­tras­sem as outras e vice-versa.

Dêem lá um sal­ti­nho.

Maomé, Paquistão e Facebook

A página ori­gi­nal que pro­mo­via o “Every­body Draw Moham­med” Day foi banida pelo pró­prio Face­book na sequên­cia dos movi­men­tos leva­dos a cabo no Paquis­tão e que leva­ram ao boi­cote naquele país, por ordem judi­cial, de sites como o Face­book e o YouTube.

Claro que, entre­tanto, já sur­gi­ram outras pági­nas alter­na­ti­vas no Facebook.

O que não deixa de ser curi­osa é que a admi­nis­tra­ção do Face­book não baniu a página de opo­si­ção à página pro­mo­tora do “Every­body Draw Moham­med” Day, bem como nunca baniu mui­tas outras bas­tante mais sus­cep­tí­veis como, por exem­plo, uma página que apela à morte de Barack Obama! Que raio de cri­té­rios estes…

Fica aqui a minha “cola­gem” para o evento de ontem.

Jamendo — boa música grátis, quer dizer, de borla

Jamendo

Jamendo — toda a música que pre­cisa, de borla

Uma das gran­des van­ta­gens das novas tec­no­lo­gias é que não per­mi­tem que alguns mono­pó­lios se eter­ni­zem. Ao dis­po­ni­bi­li­za­rem novas fer­ra­men­tas, pro­vo­cam dina­mis­mos no mer­cado ante­ri­or­mente ine­xis­ten­tes. A inter­net, as redes peer-to-peer e o mp3 por um lado e as fer­ra­men­tas digi­tais para cri­a­ção e pro­du­ção de música por outro, revo­lu­ci­o­na­ram com­ple­ta­mente o pro­cesso cri­a­tivo e de dis­tri­bui­ção do pro­duto final musical.

Mais do que isso, alte­ra­ram o con­ceito de pro­duto final. Só que algu­mas pes­soas ainda não repa­ra­ram ou sim­ples­mente estão dema­si­ado assus­ta­das para o admi­tir. Até há algum tempo atrás, o pro­duto final da música era a cópia do registo fono­grá­fico da obra, vulgo disco, cas­sete, etc. Hoje em dia, já não é assim. A livre dis­tri­bui­ção de música pela net, embora ile­gal segundo os para­me­tros “medi­e­vais” de alguns, pro­vo­cou uma alte­ra­ção rele­vante no con­ceito de pro­duto final; já não é o disco que se pre­tende ven­der, mas sim o espec­tá­culo ao vivo e, em alguns casos, ape­nas a publi­ci­dade no web­site de pro­mo­ção musical.

Por outro lado, existe uma nova opor­tu­ni­dade para à “caro­lice” ser dado o esta­tuto artís­tico. Fazer música por pra­zer, mesmo que essa não seja a prin­ci­pal fonte de ren­di­mento, e ver o tra­ba­lho reco­nhe­cido, não pelo número de com­pra­do­res de um disco ou CD, mas pelo número de visi­tas a um web­site ou pelo número de down­lo­ads de um mp3. Afi­nal, sem­pre foi essa a prin­ci­pal moti­va­ção de qual­quer artista que se preze.

Isto e muito mais pode ser facil­mente cons­ta­tado no Jamendo. Vari­e­dade, quan­ti­dade e qua­li­dade, tudo de borla. Vale bem a pena uma visita.

Algu­mas reco­men­da­ções de esti­los diversificados: