Novidades?

Já lá vai o tempo em que não se conseguiam acompanhar as novidades na informática e na internet… De há 4 ou 5 anos para cá, a única “novidade” digna desse nome foi a explosão do Facebook e a alteração dos hábitos de navegação de uma grande parte de utilizadores da internet. E o balanço, afinal, qual é? Bem, cada um fará o seu, mas parece-me que o Facebook contribuiu mais com quantidade do que com qualidade. Diria mais, o Facebook ( e o Twitter também, já agora), privilegiam o post fácil ao artigo pensado, o comentário inconsequente ao debate construtivo, etc, etc…

Portanto, pela minha parte, o Facebook salda-se por ser um excelente e prático organizador de eventos e um razoável organizador de contactos. Para tudo o mais, tu, querido blog, és muito mais interessante.

Como melhor divulgar o ateísmo

Para qualquer ateísta, o mundo ideal seria aquele em que a sociedade e o espaço público estariam isentos de simbologia, influências, pressões e actividades religiosas. Para qualquer ateísta, o mundo ideal seria aquele em que uma visão naturalista e humanista do mundo fosse norma, o estado laico e as instituições seculares respeitadas e valorizadas. Contudo, estamos ainda muito longe desse mundo ideal. Sem o contributo de todos, essa distância entre o estado das coisas e o estado ideal das coisas irá manter-se durante muito tempo.

Esse contributo, no entanto, pode ser feito por todos nós, diariamente, sem esforço; basta boa vontade e um pouco de gratitude. Senão, vejamos: todos nós temos acesso gratuito a uma quantidade de conteúdos online sobre ateísmo. Felizmente, muito desse conteúdo disponibilizado para todos nós tem uma qualidade considerável e faz-nos pensar, rir, aprofundar e discutir o nosso ateísmo e o ateísmo dos outros. Ora, se há tanta matéria online da qual nós gostamos, por que não contribuir para a causa ateísta com o simples acto de ajudar a divulgar esses conteúdos? Através do simples acto de divulgação dos conteúdos ateístas a que diariamente acedemos estaremos a contribuir de uma forma decisiva para a divulgação do ateísmo.

A internet hoje em dia funciona muito à base de estatísticas e de referências. Se artigos sobre ateísmo começarem a ser mais divulgados através das diversas redes sociais disponíveis, os motores de busca não ficarão alheios a esse facto e esses artigos passarão a ter maior exposição. Assim, da próxima vez que se cruzarem com um artigo sobre ateísmo não se esqueçam de o partilhar em redes sociais como o Facebook, Twitter, Reddit e por aí fora.

Este blog permite há já bastante tempo a referência automática dos artigos em diversos sites sociais (ver ícones no final de cada artigo, antes dos comentários), portanto se essa vontade de colaborar para a causa ateísta for genuína não há desculpas para que não sejam adquiridas estas boas práticas.

(adaptado de artigo originalmente publicado no Portal Ateu:  Promover o ateísmo sem fazer nenhum)

DsA 1 — A Religião como produto da Evolução (I)

Esta é a minha primeira resposta a algumas das participações deste primeiro debate a ocorrer no grupo do Facebook denominado Debates sobre Ateísmo. Optei por dar as respostas aqui no blog por uma questão de salvaguarda dos textos que escrevo.

Tentarei responder às participações do Jorge Capelo, Rui Rodrigues e Paulo Sanches.

O Jorge Capelo remete-nos para as estatísticas de uma forma simplicista e numa perspetiva de futurologia, como se as inevitabilidades que a estatística, no seu entender, nos reserva para o futuro não fossem válidas no passado. Segundo o Jorge Capelo, “um dia os liberais com poucos filhos extinguir-se-ão como classe e os conservadores religiosos serão a maioria”. Ora, se assim fosse, já não existirão existiriam ateus há muitas gerações; chego mesmo a equacionar se algumas vez teriam existido! Por outro lado, o Jorge Capelo esqueceu-se das estatísticas no que diz respeito à proporcionalidade entre vários outros aspetos, nomeadamente, número de filhos/qualidade de vida/esperança de vida/desenvolvimento económico. As estatísticas mais recentes, pelo menos nas sociedades ocidentais, não suportam a conclusão do Jorge Capelo. E ainda não tomámos em consideração o aspeto referido pelo Rui Rodrigues de que “haverão sempre conservadores com filhos progressistas”, nem um outro aspeto importantíssimo da evolução humana como é a promiscuidade genética.

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Debates sobre ateísmo

Em meados de 2007 tive oportunidade de promover alguns debates online sobre alguns aspetos do ateísmo. Na altura, a participação era estimulada essencialmente por alguns blogs que se dedicavam ao tema e cujos autores comentavam entre si nas respetivas caixas de comentários. Mesmo assim, aconteceram debates muito interessantes e, curiosamente, um dos debates contribuiu de alguma forma para um abandono do cristianismo em relação ao ateísmo. Registo esse facto apenas como mera curiosidade.

Ultimamente, com o domínio avassalador das redes sociais, muita da ação está a passar para aqueles meios. Contudo, os conteúdos ganham uma tendência para a superficialidade, talvez adquirindo energia nos aspetos mais fúteis das redes sociais. Não tem que ser assim!

A ideia base por detrás destes debates sobre ateísmo é conseguir criar uma rede de pessoas que, quer através do Facebook, quer através dos seus blogs pessoais, debatam temas que são lançados para a discussão regularmente. As participações poderão depois ser debatidas/comentadas por todos os utilizadores da página no Facebook ou pelos visitantes de cada um dos respetivos blogs.

Fica lançado o isco… O grupo onde tudo irá estar centralizado denomina-se “Debates sobre Ateísmo” e é um grupo aberto, o que significa que qualquer pessoa pode aderir.

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Integração do blog com Facebook e Twitter

Nota: Após testar as funcionalidades apresentadas neste artigo, tive que chegar à conclusão que a integração de comentários ainda causava mais problemas do que resolvia. Assim, lamento informar que optei por abdicar da integração dos comentários.

Até ontem, a integração automática deste blog com as aplicações sociais Facebook e Twitter era assegurada pelo registo do blog nos Networked Blogs que, posteriormente, fazia a distribuição dos conteúdos para ambos os ambientes sociais.

Em relação ao Twitter, esta solução era suficiente. Pouco depois de um artigo ser publicado aqui no blog aparecia o seu título e o respetivo link no meu mural do Twitter e todos (os poucos) que me seguem por lá podiam ver essa notificação. Nada de muito complicado e, se excluirmos o pequeno problema de não ser uma ação imediata, podemos afirmar que a solução era perfeita.

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Blog versus Facebook e Twitter

Por diversas razões, este ano tem sido marcado pelo meu afastamento tanto deste blogue como do Portal Ateu. Razões de índole pessoal e profissional estiveram na origem desse processo mas, talvez como alternativas para preencher esse impulso de escrever inconscientemente criadas, os sites sociais – primeiro o Twitter e depois o Facebook – ocuparam a maior parte do meu tempo online. Lamentavelmente, diga-se…

Ao longo dos últimos anos tenho escrito sobre diversas matérias, com diversos graus de seriedade e interesse, quer neste blogue, quer no Portal Ateu. Qualquer desses textos estará sempre disponível ao alcance de uma pesquisa ou de uma consulta aos arquivos, desde que as bases de dados se mantenham online.

Com os sites sociais não é assim. Embora as entradas possam lá estar (confesso desconhecer durante quanto tempo são guardadas as informações nos sites sociais), a questão é que o tipo de participação que se tem nos sites sociais raramente merecerá uma pesquisa à posteriori, pois tratam-se, normalmente, de participações pouco profundas, indignas de grande atenção para além do imediato.

Não quero com isto dizer que os sites sociais sejam inúteis ou desinteressantes; o que quero dizer é que não devem substituir os blogues. Seria como tentar substituir uma tese de Física por uma fórmula grafitada numa parede de subúrbio! Ou como tentar resumir “Os Maias” a um SMS de 3 linhas em “portukês”. Não se pode dizer que sejam exactamente a mesma coisa…

Basicamente, pode-se colocar a situação desta forma: o Facebook é para os amigos, o blogue é para as ideias. É que, ao contrário do que aconteceria num mundo ideal, eles nem sempre se cruzam!

Maomé, Paquistão e Facebook

A página original que promovia o “Everybody Draw Mohammed” Day foi banida pelo próprio Facebook na sequência dos movimentos levados a cabo no Paquistão e que levaram ao boicote naquele país, por ordem judicial, de sites como o Facebook e o YouTube.

Claro que, entretanto, já surgiram outras páginas alternativas no Facebook.

O que não deixa de ser curiosa é que a administração do Facebook não baniu a página de oposição à página promotora do “Everybody Draw Mohammed” Day, bem como nunca baniu muitas outras bastante mais susceptíveis como, por exemplo, uma página que apela à morte de Barack Obama! Que raio de critérios estes…

Fica aqui a minha “colagem” para o evento de ontem.

Grupo do Facebook dedica foto de perfil ao Papa

Pela primeira vez criei um grupo no Facebook:

Enquanto o Papa estiver em Portugal, a minha foto de perfil é-lhe totalmente dedicada

Este é um grupo de protesto contra as mordomias com que os órgãos de soberania nacionais brindam aquele que, para além do chefe de estado do Vaticano, também é:

– Chefe máximo de uma organização obscurantista
– Um dos principais responsáveis nas últimas décadas pelo encapotamento de crimes de pedofilia na Igreja Católica em todo o mundo
– Responsável máximo pela continuação de politicas de desinformação contra o uso do preservativo em África, contribuindo para a disseminação da SIDA naquele continente
– Representante de uma mentalidade anti-cientifica que tanto tem contribuído para a estagnação civilizacional ao longo da história

Os nosso governantes, lamentavelmente, não conseguem resistir ao populismo de não separarem a recepção ao chefe de estado do Vaticano da submissão saloia e terceiro mundista a um homem que representa muito do pior da humanidade.

Como forma de protesto, até o Papa abandonar o território português, a minha foto de perfil é um preservativo.