Helder Sanches

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2º Almoço Ateísta do Vox

Irá realizar-se no pró­ximo dia 13 de Julho o segundo almoço ateísta do Vox Café. O evento está a ser orga­ni­zado atra­vés do Face­book.

Após o almoço, os par­ti­ci­pan­tes que assim o dese­ja­rem pode­rão fazer comu­ni­ca­ções para discussão.

Novidades?

Já lá vai o tempo em que não se con­se­guiam acom­pa­nhar as novi­da­des na infor­má­tica e na inter­net… De há 4 ou 5 anos para cá, a única “novi­dade” digna desse nome foi a explo­são do Face­book e a alte­ra­ção dos hábi­tos de nave­ga­ção de uma grande parte de uti­li­za­do­res da inter­net. E o balanço, afi­nal, qual é? Bem, cada um fará o seu, mas parece-me que o Face­book con­tri­buiu mais com quan­ti­dade do que com qua­li­dade. Diria mais, o Face­book ( e o Twit­ter tam­bém, já agora), pri­vi­le­giam o post fácil ao artigo pen­sado, o comen­tá­rio incon­se­quente ao debate cons­tru­tivo, etc, etc…

Por­tanto, pela minha parte, o Face­book salda-se por ser um exce­lente e prá­tico orga­ni­za­dor de even­tos e um razoá­vel orga­ni­za­dor de con­tac­tos. Para tudo o mais, tu, que­rido blog, és muito mais interessante.

Como melhor divulgar o ateísmo

Para qual­quer ateísta, o mundo ideal seria aquele em que a soci­e­dade e o espaço público esta­riam isen­tos de sim­bo­lo­gia, influên­cias, pres­sões e acti­vi­da­des reli­gi­o­sas. Para qual­quer ateísta, o mundo ideal seria aquele em que uma visão natu­ra­lista e huma­nista do mundo fosse norma, o estado laico e as ins­ti­tui­ções secu­la­res res­pei­ta­das e valo­ri­za­das. Con­tudo, esta­mos ainda muito longe desse mundo ideal. Sem o con­tri­buto de todos, essa dis­tân­cia entre o estado das coi­sas e o estado ideal das coi­sas irá manter-se durante muito tempo.

Esse con­tri­buto, no entanto, pode ser feito por todos nós, dia­ri­a­mente, sem esforço; basta boa von­tade e um pouco de gra­ti­tude. Senão, veja­mos: todos nós temos acesso gra­tuito a uma quan­ti­dade de con­teú­dos online sobre ateísmo. Feliz­mente, muito desse con­teúdo dis­po­ni­bi­li­zado para todos nós tem uma qua­li­dade con­si­de­rá­vel e faz-nos pen­sar, rir, apro­fun­dar e dis­cu­tir o nosso ateísmo e o ateísmo dos outros. Ora, se há tanta maté­ria online da qual nós gos­ta­mos, por que não con­tri­buir para a causa ateísta com o sim­ples acto de aju­dar a divul­gar esses con­teú­dos? Atra­vés do sim­ples acto de divul­ga­ção dos con­teú­dos ateís­tas a que dia­ri­a­mente ace­de­mos esta­re­mos a con­tri­buir de uma forma deci­siva para a divul­ga­ção do ateísmo.

A inter­net hoje em dia fun­ci­ona muito à base de esta­tís­ti­cas e de refe­rên­cias. Se arti­gos sobre ateísmo come­ça­rem a ser mais divul­ga­dos atra­vés das diver­sas redes soci­ais dis­po­ní­veis, os moto­res de busca não fica­rão alheios a esse facto e esses arti­gos pas­sa­rão a ter maior expo­si­ção. Assim, da pró­xima vez que se cru­za­rem com um artigo sobre ateísmo não se esque­çam de o par­ti­lhar em redes soci­ais como o Face­book, Twit­ter, Red­dit e por aí fora.

Este blog per­mite há já bas­tante tempo a refe­rên­cia auto­má­tica dos arti­gos em diver­sos sites soci­ais (ver ícones no final de cada artigo, antes dos comen­tá­rios), por­tanto se essa von­tade de cola­bo­rar para a causa ateísta for genuína não há des­cul­pas para que não sejam adqui­ri­das estas boas práticas.

(adap­tado de artigo ori­gi­nal­mente publi­cado no Por­tal Ateu:  Pro­mo­ver o ateísmo sem fazer nenhum)

DsA 1 — A Religião como produto da Evolução (I)

Esta é a minha pri­meira res­posta a algu­mas das par­ti­ci­pa­ções deste pri­meiro debate a ocor­rer no grupo do Face­book deno­mi­nado Deba­tes sobre Ateísmo. Optei por dar as res­pos­tas aqui no blog por uma ques­tão de sal­va­guarda dos tex­tos que escrevo.

Ten­ta­rei res­pon­der às par­ti­ci­pa­ções do Jorge Capelo, Rui Rodri­gues e Paulo San­ches.

O Jorge Capelo remete-nos para as esta­tís­ti­cas de uma forma sim­pli­cista e numa pers­pe­tiva de futu­ro­lo­gia, como se as ine­vi­ta­bi­li­da­des que a esta­tís­tica, no seu enten­der, nos reserva para o futuro não fos­sem váli­das no pas­sado. Segundo o Jorge Capelo, “um dia os libe­rais com pou­cos filhos extinguir-se-ão como classe e os con­ser­va­do­res reli­gi­o­sos serão a mai­o­ria”. Ora, se assim fosse, já não exis­ti­rão exis­ti­riam ateus há mui­tas gera­ções; chego mesmo a equa­ci­o­nar se algu­mas vez teriam exis­tido! Por outro lado, o Jorge Capelo esqueceu-se das esta­tís­ti­cas no que diz res­peito à pro­por­ci­o­na­li­dade entre vários outros aspe­tos, nome­a­da­mente, número de filhos/qualidade de vida/esperança de vida/desenvolvimento eco­nó­mico. As esta­tís­ti­cas mais recen­tes, pelo menos nas soci­e­da­des oci­den­tais, não supor­tam a con­clu­são do Jorge Capelo. E ainda não tomá­mos em con­si­de­ra­ção o aspeto refe­rido pelo Rui Rodri­gues de que “have­rão sem­pre con­ser­va­do­res com filhos pro­gres­sis­tas”, nem um outro aspeto impor­tan­tís­simo da evo­lu­ção humana como é a pro­mis­cui­dade genética.

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Debates sobre ateísmo

Em mea­dos de 2007 tive opor­tu­ni­dade de pro­mo­ver alguns deba­tes online sobre alguns aspe­tos do ateísmo. Na altura, a par­ti­ci­pa­ção era esti­mu­lada essen­ci­al­mente por alguns blogs que se dedi­ca­vam ao tema e cujos auto­res comen­ta­vam entre si nas res­pe­ti­vas cai­xas de comen­tá­rios. Mesmo assim, acon­te­ce­ram deba­tes muito inte­res­san­tes e, curi­o­sa­mente, um dos deba­tes con­tri­buiu de alguma forma para um aban­dono do cris­ti­a­nismo em rela­ção ao ateísmo. Registo esse facto ape­nas como mera curiosidade.

Ulti­ma­mente, com o domí­nio avas­sa­la­dor das redes soci­ais, muita da ação está a pas­sar para aque­les meios. Con­tudo, os con­teú­dos ganham uma ten­dên­cia para a super­fi­ci­a­li­dade, tal­vez adqui­rindo ener­gia nos aspe­tos mais fúteis das redes soci­ais. Não tem que ser assim!

A ideia base por detrás des­tes deba­tes sobre ateísmo é con­se­guir criar uma rede de pes­soas que, quer atra­vés do Face­book, quer atra­vés dos seus blogs pes­so­ais, deba­tam temas que são lan­ça­dos para a dis­cus­são regu­lar­mente. As par­ti­ci­pa­ções pode­rão depois ser debatidas/comentadas por todos os uti­li­za­do­res da página no Face­book ou pelos visi­tan­tes de cada um dos res­pe­ti­vos blogs.

Fica lan­çado o isco… O grupo onde tudo irá estar cen­tra­li­zado denomina-se “Deba­tes sobre Ateísmo” e é um grupo aberto, o que sig­ni­fica que qual­quer pes­soa pode aderir.

Integração do blog com Facebook e Twitter

Nota: Após tes­tar as fun­ci­o­na­li­da­des apre­sen­ta­das neste artigo, tive que che­gar à con­clu­são que a inte­gra­ção de comen­tá­rios ainda cau­sava mais pro­ble­mas do que resol­via. Assim, lamento infor­mar que optei por abdi­car da inte­gra­ção dos comentários.

Até ontem, a inte­gra­ção auto­má­tica deste blog com as apli­ca­ções soci­ais Face­book e Twit­ter era asse­gu­rada pelo registo do blog nos Networ­ked Blogs que, pos­te­ri­or­mente, fazia a dis­tri­bui­ção dos con­teú­dos para ambos os ambi­en­tes sociais.

Em rela­ção ao Twit­ter, esta solu­ção era sufi­ci­ente. Pouco depois de um artigo ser publi­cado aqui no blog apa­re­cia o seu título e o res­pe­tivo link no meu mural do Twit­ter e todos (os pou­cos) que me seguem por lá podiam ver essa noti­fi­ca­ção. Nada de muito com­pli­cado e, se excluir­mos o pequeno pro­blema de não ser uma ação ime­di­ata, pode­mos afir­mar que a solu­ção era perfeita.

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Ainda bem que o blog já está ope­ra­ci­o­nal… Acho que o Face­book vai ficar intra­gá­vel durante estes pró­xi­mos dias

Blog versus Facebook e Twitter

Por diver­sas razões, este ano tem sido mar­cado pelo meu afas­ta­mento tanto deste blo­gue como do Por­tal Ateu. Razões de índole pes­soal e pro­fis­si­o­nal esti­ve­ram na ori­gem desse pro­cesso mas, tal­vez como alter­na­ti­vas para pre­en­cher esse impulso de escre­ver incons­ci­en­te­mente cri­a­das, os sites soci­ais — pri­meiro o Twit­ter e depois o Face­book — ocu­pa­ram a maior parte do meu tempo online. Lamen­ta­vel­mente, diga-se…

Ao longo dos últi­mos anos tenho escrito sobre diver­sas maté­rias, com diver­sos graus de seri­e­dade e inte­resse, quer neste blo­gue, quer no Por­tal Ateu. Qual­quer des­ses tex­tos estará sem­pre dis­po­ní­vel ao alcance de uma pes­quisa ou de uma con­sulta aos arqui­vos, desde que as bases de dados se man­te­nham online.

Com os sites soci­ais não é assim. Embora as entra­das pos­sam lá estar (con­fesso des­co­nhe­cer durante quanto tempo são guar­da­das as infor­ma­ções nos sites soci­ais), a ques­tão é que o tipo de par­ti­ci­pa­ção que se tem nos sites soci­ais rara­mente mere­cerá uma pes­quisa à pos­te­ri­ori, pois tratam-se, nor­mal­mente, de par­ti­ci­pa­ções pouco pro­fun­das, indig­nas de grande aten­ção para além do imediato.

Não quero com isto dizer que os sites soci­ais sejam inú­teis ou desin­te­res­san­tes; o que quero dizer é que não devem subs­ti­tuir os blo­gues. Seria como ten­tar subs­ti­tuir uma tese de Física por uma fór­mula gra­fi­tada numa parede de subúr­bio! Ou como ten­tar resu­mir “Os Maias” a um SMS de 3 linhas em “por­tu­kês”. Não se pode dizer que sejam exac­ta­mente a mesma coisa…

Basi­ca­mente, pode-se colo­car a situ­a­ção desta forma: o Face­book é para os ami­gos, o blo­gue é para as ideias. É que, ao con­trá­rio do que acon­te­ce­ria num mundo ideal, eles nem sem­pre se cruzam!

Maomé, Paquistão e Facebook

A página ori­gi­nal que pro­mo­via o “Every­body Draw Moham­med” Day foi banida pelo pró­prio Face­book na sequên­cia dos movi­men­tos leva­dos a cabo no Paquis­tão e que leva­ram ao boi­cote naquele país, por ordem judi­cial, de sites como o Face­book e o YouTube.

Claro que, entre­tanto, já sur­gi­ram outras pági­nas alter­na­ti­vas no Facebook.

O que não deixa de ser curi­osa é que a admi­nis­tra­ção do Face­book não baniu a página de opo­si­ção à página pro­mo­tora do “Every­body Draw Moham­med” Day, bem como nunca baniu mui­tas outras bas­tante mais sus­cep­tí­veis como, por exem­plo, uma página que apela à morte de Barack Obama! Que raio de cri­té­rios estes…

Fica aqui a minha “cola­gem” para o evento de ontem.

Grupo do Facebook dedica foto de perfil ao Papa

Pela pri­meira vez criei um grupo no Facebook:

Enquanto o Papa esti­ver em Por­tu­gal, a minha foto de per­fil é-lhe total­mente dedicada

Este é um grupo de pro­testo con­tra as mor­do­mias com que os órgãos de sobe­ra­nia naci­o­nais brin­dam aquele que, para além do chefe de estado do Vati­cano, também é:

- Chefe máximo de uma orga­ni­za­ção obs­cu­ran­tista
– Um dos prin­ci­pais res­pon­sá­veis nas últi­mas déca­das pelo enca­po­ta­mento de cri­mes de pedo­fi­lia na Igreja Cató­lica em todo o mundo
– Res­pon­sá­vel máximo pela con­ti­nu­a­ção de poli­ti­cas de desin­for­ma­ção con­tra o uso do pre­ser­va­tivo em África, con­tri­buindo para a dis­se­mi­na­ção da SIDA naquele con­ti­nente
– Repre­sen­tante de uma men­ta­li­dade anti-cientifica que tanto tem con­tri­buído para a estag­na­ção civi­li­za­ci­o­nal ao longo da história

Os nosso gover­nan­tes, lamen­ta­vel­mente, não con­se­guem resis­tir ao popu­lismo de não sepa­ra­rem a recep­ção ao chefe de estado do Vati­cano da sub­mis­são saloia e ter­ceiro mun­dista a um homem que repre­senta muito do pior da humanidade.

Como forma de pro­testo, até o Papa aban­do­nar o ter­ri­tó­rio por­tu­guês, a minha foto de per­fil é um preservativo.

Copyright © 2014 Helder Sanches

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