Esta é a minha primeira resposta a algumas das participações deste primeiro debate a ocorrer no grupo do Facebook denominado Debates sobre Ateísmo. Optei por dar as respostas aqui no blog por uma questão de salvaguarda dos textos que escrevo.
Tentarei responder às participações do Jorge Capelo, Rui Rodrigues e Paulo Sanches.
O Jorge Capelo remete-nos para as estatísticas de uma forma simplicista e numa perspetiva de futurologia, como se as inevitabilidades que a estatística, no seu entender, nos reserva para o futuro não fossem válidas no passado. Segundo o Jorge Capelo, “um dia os liberais com poucos filhos extinguir-se-ão como classe e os conservadores religiosos serão a maioria”. Ora, se assim fosse, já não existirão existiriam ateus há muitas gerações; chego mesmo a equacionar se algumas vez teriam existido! Por outro lado, o Jorge Capelo esqueceu-se das estatísticas no que diz respeito à proporcionalidade entre vários outros aspetos, nomeadamente, número de filhos/qualidade de vida/esperança de vida/desenvolvimento económico. As estatísticas mais recentes, pelo menos nas sociedades ocidentais, não suportam a conclusão do Jorge Capelo. E ainda não tomámos em consideração o aspeto referido pelo Rui Rodrigues de que “haverão sempre conservadores com filhos progressistas”, nem um outro aspeto importantíssimo da evolução humana como é a promiscuidade genética.