Hoje, dia 3 de Outubro, a 83 dias de 25 de Dezembro, a loja de pronto a vestir da Diesel na Praça de Camões, em Lisboa, já tem as suas montras com decoração de Natal. Viva o espírito natalício!
Arquivos da Categoria: Sociedade
Associação de Comerciantes do Bairro Alto

Tomou hoje posse a nova equipa dos corpos sociais da Associação de Comerciantes do Bairro Alto. Após algum tempo (demasiado) de inoperancia, espera-se que esta nova direcção consiga atingir os objectivos a que se propõe, trazendo vantagens a todos os níveis para todos os interessados: comerciantes, residentes e visitantes do Bairro.
O Bairro Alto, sendo um dos maiores ícones da Lisboa turística, reclama com urgência algumas medidas que apenas pecam por tardias. O empenho de todos os supracitados é indispensável para fazer do Bairro Alto um modelo que, pelas suas características únicas, seja uma referência nacional e internacional do que deve ser animação turística de qualidade.
Boa Sorte!
A Europa e o Criacionismo na Educação
Há dias felizes em que parece que, afinal, ainda existem políticos razoáveis.
Alguns membros da Assembleia Parlamentar do Concelho Europeu avançaram com uma moção para recomendação intitulada “The dangers of creationism in education”. Fica aqui a sua transcrição:
1. The Assembly asserts the standard setting role of the Council of Europe and is aware of its own responsibility in re-assessing the basis on which our societies are to be built. It recognises science as part of this basis.
2. The advance of scientific knowledge through the process of rational enquiry is thousands of years old. Ancient civilisations around the World made valuable contributions. Modern science started in Europe with the scientific revolution of the 15th and 16th centuries. This was followed by the Age of Enlightenment in the 18th and has continued to the present. New theories were seldom easily accepted by the establishment, as was the case for instance with Lamarck and Darwin’s work on evolution in the 19th century.
3. However, in recent years we have witnessed attempts to reconcile the biblical account of creation with modern science and outlaw the theory of evolution. “Creationists†pretend that “intelligent design†by a supreme entity is the scientific explanation for the universe.
4. Such an approach has no credibility among the scientific community but has succeeded in raising doubts in less informed minds, including persons with high political responsibilities, mainly in the USA but also in Europe. Some schools are now forced to teach creationism. The middle path of providing equal time for both merely offers a middle way between truth and falsehood.
5. Support for the scientific theory of evolution is almost universal among those with religious beliefs in Europe and nothing in this motion is intended as disrespect for any religion.
6. However, the Assembly is concerned at the possible negative consequences of the promotion of creationism through education and recommends that the Committee of Ministers assess the situation in the Council of Europe member countries and propose adequate counter-measures.
(Publicação simultânea: Diário Ateísta / Penso, logo, sou ateu)
Olha a “camisinha” cristã!

Prometeus — The Media Revolution
Dedicado ao Ludwig Krippahl pelo facto de incluir a frase “… and declares copyright illegal”!
[video]http://www.youtube.com/watch?v=xj8ZadKgdC0[/video]
A Ética dos Costumes Antigos
Muito a propósito de ética e alvos dignos de consideração ética, fica aqui esta provocação fantástica da Acção Animal.
Obrigado ao Luis Pestana pela divulgação.
[video]http://www.youtube.com/watch?v=EzQ_NBV5Z4g[/video]
Gráfico da Consideração Ética

Neste artigo, eu e o João Vasco temos vindo a debruçar-nos sobre quem é merecedor de consideração ética. Este gráfico serve para me ajudar a visualizar as diferenças e as consequências das nossas opiniões. Se o João não estiver de acordo com a minha interpretação gráfica alterarei o gráfico em conformidade.
Basicamente, o João entende que merecem consideração ética todos aqueles que se insiram exclusivamente na mancha vermelha com a legenda “Seres Sencientes”, sejam seres vivos ou não. Eu defendo que merecem consideração ética todos os seres vivos, sencientes ou não.
A leitura da Declaração Universal dos Direitos do Animal pode confirmar que as preocupações éticas são transversais a todo o reino animal, não fazendo distinção entre animais sencientes ou não sencientes.
A argumentação segue dentro de momentos.
Ética com estética
A propósito das touradas, iniciou-se um interessante debate entre o Ludwig Krippahl e o Ricardo Alves sobre ética. No seu último post, o Ludwig defende dois princípios com os quais eu discordo (e não o faço por uma questão de crença
).
Primeiro, o Ludwig defende que merece consideração ética todo aquele que sente, tendo como premissa um sistema nervoso baseado no córtex cerebral dos vertebrados. Ora, esse princípio parece-me tão válido como qualquer outro. Porque não basear-nos num princípio que exclui, por exemplo, as espécies não sociais, uma vez que as consequências da morte de um indivíduo se repercutiriam menos na vida dos outros da mesma espécie? Nesse caso, a formiga teria direito a muito mais consideração ética que um urso polar, por exemplo.
Este princípio do sentir torna-se claramente mais duvidoso quando o Ludwig responde que o doente comatoso irreversível não merece qualquer consideração ética! Quero acreditar que o Ludwig após uma mais ponderada análise irá mudar de opinião. A humanidade é composta por um elevado número de factores, não apenas pela eficiência do seu sistema nervoso. Pelos princípios éticos do Ludwig, um rato de esgoto mereceria mais consideração ética que o tal doente comatoso irreversível. Definitivamente, pouco sustentável.
O Ludwig cai ainda na sua própria argumentação quando aponta as falhas aos métodos que permitem ir “restringindo arbitrariamente «os outros» até dar o resultado certo†quando cita o caso do polvo. Ora, no caso do polvo, o Ludwig está a inclui-lo, ainda que apenas através do beneficio da dúvida, para obter o tal resultado certo que lhe parece mais correcto!
Em segundo lugar, o Ludwig defende que o erro é usar a tal regra de ouro de não fazer aos outros o que não queremos que nos façam e que, em vez dessa regra, o correcto é não lhes fazer aquilo que eles não gostam. Estou completamente de acordo até aqui. O problema é quando o Ludwig se acha no direito de saber o que os outros gostam ou deixam de gostar. Com ou sem um córtex cerebral evoluído, qualquer ser vivo lutará até à última instância pela sua sobrevivência, enquanto individuo ou enquanto espécie.
A vida tem toda o mesmo valor intrínseco. Parece-me uma grande falta de ética valorizar a vida consoante as suas características evolutivas.
Basicamente, diria que é ético poder matar qualquer espécie (com o mínimo sofrimento possível) nas seguintes situações:
- Subsistência (alimentação)
- Sobrevivência (auto-defesa)
- Saúde e Higiene (pública ou pessoal)
Estas situações são válidas para qualquer espécie em causa e a morte deverá ser o menos dolorosa possível quer se trate de formigas, vacas ou ratos de esgoto. Obviamente, implicam a repulsa por qualquer tipo de tortura tanto de ursos, de moscas da fruta ou touros de lide. Plagiando alguém conhecido, o resto é treta!
Madeleine McCann em Fátima
Como pai e como alguém que adora crianças, lamento profundamente os acontecimentos à volta do desaparecimento da pequena Madeleine McCann. Como lamento o desaparecimento de todas as crianças portuguesas que, todas juntas, nunca fizeram gastar tanta tinta e tanta concentração de meios para a resolução dos seus casos. Sinceramente, ainda bem para a pequena Madeleine que esses meios estejam disponíveis para ela. Esperemos que este seja um novo padrão a que a nossa policia nos venha a habituar. O ideal seria que tais meios nunca voltassem a ser necessários; mas isso só aconteceria se o mundo, de repente, passasse a ser perfeito.
O que eu não suporto mesmo é a ignorância mascarada de fé saloia. Então, não é que em Fátima, nas celebrações dos 90 anos do embuste-mor nacional, proliferavam as imagens da pequena Maddie com preces para que a pequena fosse encontrada sã e salva!?!
Mas, afinal, onde estava o deus desta gente quando a pequenita desapareceu? Porque é que não se viram cartazes a perguntar ao tal deus ou à sua virgem concubina porque deixaram que a pequena e inocente Maddie desaparecesse, assim, sem mais nem menos? Não é suposto esse tal omni-tudo olhar pelas criancinhas e pelos inocentes? Afinal, ou esse ser que gosta de ser bajulado não sabia o que estava a acontecer e não é omnisciente ou sabia e não fez nada. Pergunto eu: não fez porque não quis ou porque não pôde? Se foi porque não pôde, não é omnipotente. Se foi porque não quis, de facto, não me surpreende; é o que se pode esperar de quem condena um filho à morte por pura vaidade e necessidade de afirmação, num autêntico frenesim de egocentrismo!
(Publicação simultânea: Diário Ateísta / Penso, logo, sou ateu)
A Passividade…
…pode levar a isto. Cuidado!
(Publicação simultânea: Diário Ateísta / Penso, logo, sou ateu)