Símbolos religiosos é o que não falta por esse mundo fora. Nesta página podem descobrir muitos deles.
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A lata de deus (ou deus enlatado)
Realmente, para algumas coisas é preciso ter lata. De início até pensei que se tratasse apenas de uma brincadeira do Friendly Atheist. Mas não.
God Can é um produto à venda online que faz… nada! Uma lata com uma ranhura — tipo mealheiro — para colocar preces, rezas e orações, enfim, tudo aquilo que se queira dizer “para o boneco”. Por $2.75 ($3.75 na versão deluxe, pois claro), obtem-se uma lata de feijão sem feijões e com um rótulo de um péssimo mau gosto.
I Want You

Mórmon Cartoon
Muito ao estilo de Scooby Doo, aqui fica uma pequena animação que resume a crença mórmon. São também notórias algumas outras influências como Astérix, Flash Gordon ou Hulk.
[video]http://youtube.com/watch?v=D7v_V8qSIIo[/video]
The new wars of religion
A edição de 3 de Novembro da revista “The Economist” incluía um caderno de 18 páginas com o título “The new wars of religion”. Os artigos inclusos já estão disponíveis online (ver artigos com data de 1 de Novembro). Trata-se de um excelente trabalho jornalístico para nos ajudar a entender o papel da religião no mundo moderno.
A capa reflectia a qualidade do artigo, pelo que se reproduz aqui o essencial da mesma.
Quem é mais ateu?
Na Theosfera do padre João António pode-se ler o seguinte texto:
QUEM É MAIS ATEU?
A superfície dá um tipo de resposta. A profundidade oferece outro.
Quem é mais ateu? O descrente que se assume? Ou o crente que se presume?
Não será que o ateísmo dos ateus, no fundo, é mais uma denúncia de muitos crentes em Deus do que uma negação do Deus dos crentes?
A leitura dos livros de Richard Dawkins e Michel Onfray tem-me feito pensar deveras e interrogar bastante.
Quando se contesta a presença pública da fé será que há um incómodo perante Deus ou um desencanto diante do contra-testemunho dos crentes?
E, desse modo, não poderá ser o ateísmo uma busca de autenticidade? Não poderão estar, portanto, muitos ateus mais próximos de Deus?
Não serão as suas perguntas mais consistentes que as nossas respostas?
Acho todo o texto muito interessante, embora a ideia de poder estar mais próximo de deus me deixe um bocado perplexo! Em relação à última questão acho fenomenal; Sempre achei que a resposta é um claro “Sim”.
Jesus, Gadget culinário
Causou alguma celeuma o meu anúncio de que iria oferecer isto a um amigo meu!
Se as pessoas ofendidas gostarem de panquecas, estou disposto a oferecer-lhes esta espécie de gadget culinário… assim em jeito de pedido de tréguas!

Práticas de boa gente
Já por diversas vezes fui surpreendido nas caixas de comentários pela visita de velhos amigos e conhecidos com quem, devido às voltas da vida, havia perdido o contacto. O episódio mais recente aconteceu com o Nuno Azevedo que eu já não vejo há algum tempo. Gostei que ele aparecesse e comentasse. Gostei, também, de saber que ele encontrou o seu lugar e descobriu nele lugar para as suas convicções.
O Nuno termina um dos seus comentários com a seguinte ideia que penso resumirem, de alguma forma, a sua postura:
Mais importante para mim do que acreditar ou não acreditar é fazer o Bem, ser Humilde e ser Sério…basta isso para, acreditando ou não, viver em comunhão com a mensagem que me é transmitida pelo “meu†Deus.
Bem, não sei onde é que o Nuno encontra esses atributos no “seu” deus. Não será certamente na Bíblia. O Antigo Testamento é fértil em práticas do Mal, Arrogância e Injustiças, onde a falta de respeito pela vida humana é levada a extremismos doentios…
Note-se que eu concordo com a afirmação do Nuno; fazer o Bem, ser Humilde (q.b.) e ser Sério são virtudes recomendáveis. Agora, não é preciso nenhum deus no processo para se alcançarem esses valores. Basta ser bem formado, respeitar o próximo e ter noção dos limites. Enfim, práticas de boa gente.
Chamem os bombeiros
Estão-se a passar. O homem tem que ser rapidamente dado como santo e, então, há que fabricar uns milagres quanto antes!
Está a fazer furor em determinados meios católicos que, aparentemente, incluem a TV do Vaticano, a foto de uma fogueira que, nas mentes permeáveis e facilmente sugestionáveis de alguns católicos, dizem tratar-se da imagem de João Paulo II!

Porque é que o anterior Papa haveria de aparecer numa fogueira e não numa sandes de torresmos é um assunto sobre o qual não me quero debruçar. Mas, pergunto-me, o que terá visto um observador da mesma fogueira desviado 45º para a esquerda?
Por outro lado, não seria esta uma mensagem de deus a sugerir um maior apoio à Palestina? Cada um vê o que lhe parece mais conveniente… mas, não passa de ilusão.

 Bill Maher dá outras sugestões neste vídeo:
[video]http://www.youtube.com/watch?v=shKnZqh7eTU&eurl=http://www.ateismo.net/diario/[/video]
O que fazer aos outros?
“Não faças aos outros aquilo que não gostarias que te fizessem a ti”.
Esta é uma máxima que parece ser basilar, pelos menos em teoria, para grande parte dos seguidores da doutrina cristã. Parece-me que este princípio, por mais justo e saudável que pareça, encerra em si próprio todo o potencial para o desenvolvimento de uma cultura egoísta e intolerante. Não fazermos aos outros o que não gostaríamos que nos fizessem é uma forma de querermos impor os nossos critérios morais a terceiros.
Parece-me muito mais justo, correcto, saudável, tolerante e democrático o seguinte raciocínio: “Não faças aos outros aquilo que eles não quiserem que lhes façam”.
Tudo isto a propósito deste artigo, onde o comentador António se acha no direito de avaliar o que é ou deixa de ser moralmente aceitável para terceiros. Porque o António se choca com determinada matéria, não só entende que os outros também se devem chocar como, indo mais longe, se questiona, inclusivamente, sobre a legalidade do produto e da sua exposição (pelo menos entendi assim, o António que me corrija se eu estiver equivocado).
Não vejo como poderei contribuir para a felicidade alheia limitando terceiros aos meus valores morais. O limite será sempre a lei em vigor e, nos casos em que esta já não se adequar à realidade e ao evoluir dos tempos, há que fazer tudo para a mudar. Claro está que não estou a falar da lei de qualquer deus; quem se quiser limitar por essa é livre para o fazer sem a tentar impor aos outros.