Momento publicitário ao tinto da região centro

Senho­ras e senho­res, esta semana apresento-vos um filme publi­ci­tá­rio. A qua­li­dade do vídeo é pro­por­ci­o­nal à qua­li­dade da história.

Fiquei a saber que, afi­nal, o Fran­cisco (que não é o Xiqui­nho que comenta neste blo­gue) pre­ci­sava de óculos. Ou terá sido o que bebeu menos tinto?

[video]http://youtube.com/watch?v=x8NDvCChCFY[/video]

Oh p’ra mim na radiotelevisão!

No pas­sado dia 2 de Maio, quando da dis­cus­são no par­la­mento da nova Lei do Tabaco, fui apa­nhado por uma repor­ta­gem da SIC que que­ria saber a opi­nião dos pro­fis­si­o­nais de hote­la­ria sobre a maté­ria. A peça pas­sou no Jor­nal da Noite da SIC no mesmo dia e diver­sas vezes nos noti­ciá­rios do dia seguinte da SIC Noticias.

Esta é uma lei que, a ser apro­vada tal como pro­posta, anula toda a liber­dade de esco­lha quer dos cli­en­tes, quer dos pro­pri­e­tá­rios dos espaços.

Pena que nesse dia não tivesse ves­tida nenhuma das minhas t-shirts ateias!

[video]http://youtube.com/watch?v=912qBXRIP1U[/video]

Ainda a Questão dos Feriados

A jul­gar pelos últi­mos comen­tá­rios aos meus arti­gos “Os Feri­a­dos Naci­o­nais” e “O Dia do Ateísmo”, pelo facto de ser ateu, não tenho os mes­mos direi­tos que os demais bea­tís­si­mos cida­dãos portugueses.

Deve ser da gripe que me atinge, mas ando com pouca paci­ên­cia para expli­car o meu raci­o­cí­nio. Mesmo assim, vou reca­pi­tu­lar mais uma vez:

- Não faz sen­tido um estado dito laico cele­brar 7 ou 8 feri­a­dos cató­li­cos por ano

- Quer o país pro­duza muito ou pro­duza pouco a per­cen­ta­gem de decrés­cimo na pro­du­ti­vi­dade é sem­pre a mesma pelo facto de exis­ti­rem x feri­a­dos por ano (acho que há mui­tas pes­soas que ainda não sabem o que quer dizer percentagem)

- Pelo facto de ser ateu não tenho menos direi­tos que os outros por­tu­gue­ses bea­tos, logo, gozo os feri­a­dos cató­li­cos como muito bem entender

- Como é que eu — que quero menos feri­a­dos por ano — é que não quero fazer nenhum e os bea­tos defen­so­res dos 7 ou 8 feri­a­dos reli­gi­o­sos por ano é que se far­tam de tra­ba­lhar? Isto deve ser alguma arte bíblica de des­co­brir reve­la­ções nas entrelinhas!

- Não existe actu­al­mente qual­quer feri­ado que não seja reli­gi­oso ou poli­tico. Mesmo o Car­na­val, hipo­cri­ta­mente facul­ta­tivo, varia a sua data con­so­ante a data da Pás­coa (como, aliás, a maior parte das cele­bra­ções católicas).

O Dia do Ateísmo

Ao ana­li­sar as esta­tís­ti­cas do blog, apercebi-me que chega muito trá­fego atra­vés de moto­res de busca como o Goo­gle e o Sapo. Curi­o­sa­mente, as fra­ses e expres­sões mais pro­cu­ra­das que resul­tam em visi­tas não têm nada a ver com o tema prin­ci­pal deste blog.

Pensar-se-ia que pala­vras e expres­sões como “ateísmo”, “blog ateu” ou “reli­gião” fos­sem as que trou­xes­sem mais trá­fego a par­tir dos moto­res de busca mas, de facto, não é assim. “Feri­a­dos” e “Naci­o­nais”, em con­junto ou em sepa­rado, estão no topo dos aces­sos a par­tir de moto­res de busca! Tudo isto por causa deste artigo.

Esta curi­o­si­dade levou-me a ques­ti­o­nar se alguém tem conhe­ci­mento de alguma cele­bra­ção ofi­cial do ateísmo. Afi­nal, exis­tem dias mun­di­ais e dias inter­na­ci­o­nais de tanta coisa, por que não do ateísmo? Se é óbvio que isto não tem qual­quer impor­tân­cia tam­bém é óbvio que não cau­sa­ria nenhum mal a cri­a­ção do Dia Naci­o­nal (ou Inter­na­ci­o­nal) do Ateísmo. Com tan­tos feri­a­dos reli­gi­o­sos a poluí­rem o calen­dá­rio de um país laico, eu já me satis­fa­ria com um só dia dedi­cado ao ateísmo.

A Poupança

Carmona RodriguesNão se demi­tiu! Aca­bou de pou­par aos por­tu­gue­ses uns milhões de euros em pro­pa­ganda e umas sema­nas de polui­ção e ruído nos media. Pela minha parte, fiquei satisfeito.

O Mar­ques Men­des que se cuide. Esqueceu-se do sig­ni­fi­cado de inde­pen­dente e, mais uma vez, saiu-lhe o tiro pela culatra.

Números do Ateísmo

Top 50 dos paí­ses não crentesNeste estudo inter­na­ci­o­nal sobre a per­cen­ta­gem de cren­tes e não cren­tes em cada país, Por­tu­gal encontra-se num assus­ta­dor 43º lugar, com núme­ros muito seme­lhan­tes aos Esta­dos Uni­dos e atrás de todos os seus par­cei­ros europeus.

Mais impor­tante do que enten­der as cau­sas para tais resul­ta­dos — embora tam­bém seja impor­tante — é ganhar­mos cons­ci­ên­cia de que vive­mos num dos paí­ses mais con­ser­va­do­res da Europa no que res­peita à impor­tân­cia do papel que a reli­gião desem­pe­nha na nossa soci­e­dade. É por isso urgente pro­vo­car e espi­ca­çar a soci­e­dade de modo a con­tri­buir para a alte­ra­ção desta realidade.

Embora eu não seja um defen­sor da “evan­ge­li­za­ção ateísta”, a des­mis­ti­fi­ca­ção da fé atra­vés da pro­mo­ção da ciên­cia e da divul­ga­ção do ideal secu­lar deverá ganhar novos impul­sos e per­der a ver­go­nha de ir à luta con­tra a igno­rân­cia e o ridículo.

A opo­si­ção clara a qual­quer infrac­ção à lai­ci­dade do Estado não é sufi­ci­ente. Mui­tos aspec­tos da nossa vida não estão depen­den­tes do Estado. Em cada um de nós, na nossa famí­lia, no nosso grupo de ami­gos, nos nos­sos cole­gas de tra­ba­lho, há sem­pre algo mais que pode ser feito. Fazer nada é con­tri­buir para que tam­bém nesta maté­ria nos man­te­nha­mos na tão fami­liar cauda da Europa.

(Diá­rio Ateísta / Penso, logo, sou ateu)

33 anos

25 de Abril - Cartaz alusivoEntre mui­tas coi­sas boas e alguns sobres­sal­tos, é hoje ine­gá­vel a impor­tân­cia do 25 de Abril de 1974.

Ter medo de falar é uma sen­sa­ção que, feliz­mente, só a con­sigo defi­nir no abs­tracto, uma vez que as memó­rias de cri­ança não me dei­xa­ram esse azedo gra­vado na minha personalidade.

O pra­zer de usu­fruir do direito de falar não me per­mite sequer equa­ci­o­nar outra rea­li­dade que não aquela em que vive­mos hoje em Por­tu­gal. Sou livre de dizer o que penso e penso livre­mente sobre o que os outros dizem.

Que nunca nos esque­ça­mos que hou­ve­ram tem­pos em que tal não era possível…

Allgarve, segundo Bro El Pine

ALLgarveNos comen­tá­rios ao meu último post, o Kota fez refe­rên­cia ao uma noti­cia refe­rente à nova poli­tica de ima­gem para o Algarve. Dei­xou a reco­men­da­ção para eu não vomi­tar e ainda bem que o fez. Precavi-me e tomei um Apton 40 para con­tro­lar o minha dis­fun­ção do refluxo gastro-esofágico antes de cli­car no link por ele deixado!

Nem que­ria acre­di­tar! Pri­meiro, pen­sei tratar-se de uma brin­ca­deira do 1 de Abril; recordando-me que ainda esta­mos a 19 de Março vi-me for­çado, com muito custo, a acre­di­tar no que estava a ver. Por deci­são gover­na­men­tal, toda a comu­ni­ca­ção de pro­mo­ção turís­tica do Algarve irá uti­li­zar a marca ALL­garve! Ridí­culo, não é? Este contra-senso de que­rer pro­mo­ver o que é nosso uti­li­zando angli­cis­mos bara­tos é tão carac­te­rís­tico que até chateia.

Veja­mos como seria o pano­rama inter­na­ci­o­nal se todo o mundo uti­li­zasse a mesma politica:

Bro El PineAlfama — Allfame

Rio de Janeiro — Janu­ary River

Al Jaze­era — ALL Jazz Ira

Al Pacino — All Patchino

Alco­en­tre — All Ass Between

Final­mente, a essên­cia da coisa: Manuel Pinho — Bro El Pine
São ape­nas alguns exem­plos. Fica, aqui o con­vite para me envi­a­rem mais exem­plos da apli­ca­ção deste prin­cí­pio. Serão acres­cen­ta­dos aos exem­plos deste post.

Con­tudo, resta-me uma dúvida: Ao pes­qui­sar o You­Tube para ver se encon­trava algo sobre a expres­são “All­garve” ape­nas encon­trei este vídeo; será que Bro El Pine se entu­si­as­mou por causa deste vídeo?

A IVG e o Sismo

Estou con­ven­cido de que o sismo regis­tado esta manhã tem qual­quer coisa a ver com o resul­tado do refe­rendo de ontem! Deve de haver para aí muito pes­soal pouco demo­crá­tico que enco­men­dou este fenó­meno geo­ló­gico ao Todo-Poderoso!