Testamento Vital
A propósito desta afirmação do Rui Rodrigues (Esta discussão [testamento vital] só não se faz, porque a Igreja Católica não quer) no seu mural do Facebook, recordei-me de algo que eu disse uma vez acerca dos crentes, das crenças e das religiões. Já não me recordo exatamente do contexto, mas a afirmação era mais ou menos a seguinte:
Há duas coisas que não se podem dar às religiões: nem demasiada importância, nem demasiada confiança! Se conseguirmos um equilíbrio entre estas premissas, seremos capazes de ter uma sociedade verdadeiramente laica e secular sem sermos persecutórios em relação às liberdades religiosas de todos os cidadãos.
Isto, claro, abordado no contexto nacional, ou até mesmo ao nível da Europa ocidental, grosso modo.
Acordo Ortográfico — sigamos em frente
Embora não esteja de acordo, vou assumir a partir de hoje o novo Acordo Ortográfico. Não vale a pena o esforço de batalhar por uma causa perdida. A causa ficou perdida a partir do momento em que os corretores ortográficos para as principais aplicações passaram a prever a ortografia de acordo com as novas normas!
Portanto: um, dois, três… Ação!
Ateocentrismo ou os dogmas (de alguns) ateus
Tenho visto, ao longo de todos estes anos em que me tenho debruçado sobre as questões do ateísmo, muita gente a misturar conceitos e a utilizar argumentos de uma forma promíscua quando se assumem como ateus, livre-pensadores, céticos, humanistas, etc.
Alguns ateus querem fazer crer outros ateus que o seu ateísmo impõe, obriga, condiciona ou implica uma série de decisões que estão “relacionadas”, como se estivessem a jusante do ateísmo e dele derivassem numa lógica cósmica. Para esses ateus, está completamente fora de questão que outros ateus possam ser contra a liberalização da IVG, contra o casamento entre pessoas do mesmo sexo, contra as políticas de esquerda ou pura e simplesmente que não sejam anti-religião, por exemplo, apenas para citar alguns casos. Continue Reading →
Top 25 Female Songs — II
Depois da lista de anteontem fiquei com a sensação que estava muita coisa em falta. Devo dizer que depois de fazer uma nova lista com outros 25 temas continuo ainda a achar que faltam alguns temas. Por exemplo, “Bette Davis Eyes”, de Kim Carnes, ou a iconográfica “Kids in America”, de Kim Wilde, entre muitas outras! Provavelmente, terei que ir à terceira lista…
Top 25 Female Songs
Por mero exercício, brincadeira ou o que lhe queiram chamar, aqui ficam 25 das músicas interpretadas por vozes femininas que eu mais gosto, independentemente de estilo, época ou reconhecimento nacional ou internacional.
Uma nova PAMAP
Realizou-se este sábado a Assembleia Geral da PAMAP que elegeu a nova Direcção e o novo Conselho Fiscal, repondo, assim, a legalidade de todos os órgãos daquela associação.
Quero publicamente desejar o maior sucesso à nova Direcção na implementação do seu programa. Penso que não vai ser fácil, até porque inclui alguns projectos de elevada complexidade, quer logística, quer financeira, mas se a Direcção conseguir distribuir responsabilidades, traçando objectivos claros e metas temporais razoáveis e, para além disso, as pessoas que se dispuserem a assumi-las as assumirem de facto, podem acontecer algumas coisas muito engraçadas para o ateísmo em Portugal.
Gostava de ter visto um programa mais realista, menos megalómano, eventualmente… Receio que a PAMAP ainda não tenha condições para abraçar alguns dos projectos propostos; infelizmente, não é com o trabalho de apenas duas ou três pessoas que se conseguem atingir determinados objectivos, por muito boa vontade que se tenha. Mas, pode ser que as pequenas alterações na equipa surtam um efeito positivo para a dinâmica do grupo. Desejo, sinceramente, que sim!
Pela minha parte, espero continuar a ser útil, agora mais amiúde e sem compromissos aos quais não possa responder. Tenho consciência que o associativismo voluntário depende da disponibilidade de cada um, mas também sei que não se devem assumir compromissos que, não se cumprindo, atrasam o trabalho voluntário dos outros.
Boa sorte, PAMAP! Boa sorte para o ateísmo em português!
Susto Informático
Ufa! O meu disco de dados comportou-se durante alguns minutos como se tivesse sido totalmente apagado!!! Parece que já recuperou!
So Long, 25 anos
Decorria o Verão de 1986 quando compus uma das músicas que mais me reflecte musicalmente. Se não estou em erro, foi dedicada a uma ex qualquer, mas já não me lembro bem a qual, o que é perfeitamente razoável passados 25 anos!
Esta música foi gravada a primeira vez num Fostex X-30 ainda nos anos 80, numa versão em que contava com segundas vozes, e depois, mais tarde, num sistema Triple DAT da Creamware, já no final dos anos 90. É essa a versão que podem ouvir mais abaixo. Em ambos os casos contou sempre com a preciosa participação do António Barbosa, no primeiro caso nas vozes e no violino e no segundo caso com o violino apenas. O contributo da musicalidade do António Barbosa a esta música é enorme e muita da personalidade que a música ganhou deve-se exactamente ao seu trabalho de violino. Obrigado, Tó!
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