O limite é a falta de luz

Como em todas as artes, tam­bém na foto­gra­fia exis­tem aque­les que con­si­de­ram foto­gra­fia tudo o que acon­te­ce den­tro de uns deter­mi­na­dos limi­tes esté­ti­cos, enquan­to que outros con­si­de­ram que tudo é plau­sí­vel de se con­si­de­rar arte des­de que o autor o tenha pro­du­zi­do enquan­to tal, como for­ma de uma inter­pre­ta­ção ou expo­si­ção esté­ti­ca, inde­pen­den­te­men­te do seu grau de inte­li­gi­bi­li­da­de para quem obser­va a obra.

Por mim, em rela­ção à foto­gra­fia, con­si­de­ro que des­de que haja luz sufi­ci­en­te para cap­tar uma ima­gem, temos arte. Contudo, admi­to que nem todas as opções esté­ti­cas daí vin­das pos­sam ser inte­res­san­tes e reco­nhe­ço a sub­jec­ti­vi­da­de do que é ou não é con­si­de­ra­do inte­res­san­te, con­so­an­te o obser­va­dor, o esta­do de espí­ri­to ou a épo­ca. É essa mara­vi­lho­sa sub­jec­ti­vi­da­de que nos per­mi­te encon­trar o belo em tan­tas for­mas dife­ren­tes de expres­são. E, depois, sem­pre exis­ti­rão erros feli­zes que, mais a uns que a outros, mais nuns que nou­tros, se trans­for­mam ora em belo, ora em estra­nhos mons­tros.

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