YouTube censura Ateísmo

Ao que tudo indica, o You­Tube, empresa con­tro­lada pela Goo­gle, tal como a Gmail e o Blog­ger (pen­sa­vam que era só a Micro­soft a ten­tar mono­po­li­zar isto tudo?), come­çou a enve­re­dar por um cami­nho algo estra­nho de censura.

Nick Gis­burne é um ateu que tem uti­li­zado fre­quen­te­mente o You­Tube para divul­ga­ção dos seus vídeos em que pro­move o ateísmo e cri­tica o fenó­meno reli­gi­oso em geral. Nick pro­du­ziu um vídeo com pas­sa­gens do Corão que com­pi­lou a par­tir deste site. As pas­sa­gens em causa expu­nham a vio­lên­cia explí­cita do Corão.

Nick viu o vídeo em causa ser banido e, por último, após várias ten­ta­ti­vas de novo “uplo­ad” do vídeo, aca­bou por ser ele pró­prio sus­penso do You­Tube. Curi­o­sa­mente, durante o pro­cesso, Nick criou um vídeo seme­lhante mas com pas­sa­gens vio­len­tas da Bíblia que foi, tam­bém ele, apagado.

Será este mais um exem­plo de como na soci­e­dade norte-americana o ateísmo se encon­tra na base da cadeia ali­men­tar? Ou estará o You­Tube, agora que é con­tro­lado pela Goo­gle, a ter que se pre­o­cu­par com a pres­são de gru­pos eco­nó­mi­cos influentes?

O que é lamen­tá­vel é o bran­que­a­mento que, ao abrigo da defesa de algu­mas sen­si­bi­li­da­des, se tenta fazer aos aspec­tos mais obs­cu­ros das reli­giões. Será que para a You­Tube é assim tão poli­ti­ca­mente incor­recto ser-se ateu?

É impres­cin­dí­vel estar atento a este tipo de fenó­me­nos pois, se a moda pega, a liber­dade de expres­são será posta em causa não ape­nas nas cari­ca­tu­ras mas no humor em geral.

Está a ser cri­ada uma cam­pa­nha de soli­da­ri­e­dade em todos estes sites de forma a levar este assunto à pri­meira página do motor de busca da Goo­gle. Mais ou menos como guer­ri­lhar nas trin­chei­ras do ini­migo! O Nick explica tudo aqui.

(Diá­rio Ateísta/Penso, logo, Sou Ateu)

Ainda os Cartoons

Charlie HebdoOs edi­to­res do sema­ná­rio satí­rico Char­lie Hebdo (França) estão a res­pon­der em tri­bu­nal pela publi­ca­ção dos já famo­sos car­to­ons de Maomé. O pro­cesso foi ins­tau­rado ao sema­ná­rio pela União das Orga­ni­za­ções Islâ­mi­cas Fran­ce­sas e pela Grande Mes­quita de Paris devido à publi­ca­ção dos 12 car­to­ons e da ilus­tra­ção da capa (ver foto), onde se pode ler “É difí­cil ser amado por tan­tos idiotas…”!

Espero que este pro­cesso che­gue ao fim dei­xando bem claro aos fun­da­men­ta­lis­tas de todas as áreas que a liber­dade de expres­são não está à venda na Europa, nem sequer cede ao preço da chan­ta­gem terrorista.

Já tinha publi­cado a tota­li­dade dos car­to­ons neste blog. Fica aqui o link.

Dawkins: “A execução de Saddam foi um acto de vandalismo”

Richard DawkinsNeste artigo, Richard Daw­kins invoca um novo argu­mento de opo­si­ção à exe­cu­ção de Sad­dam Hus­sein. Para além dos argu­men­tos gerais de cen­sura à pena de morte e, neste caso em par­ti­cu­lar, das con­sequên­cias drás­ti­cas que a exe­cu­ção de Sad­dam cer­ta­mente trará para o povo ira­qui­ano, Daw­kins sali­enta que se per­deu uma exce­lente opor­tu­ni­dade para estu­dar pro­fun­da­mente de que é feito, afi­nal, um dita­dor do cali­bre de Sad­dam do ponto de vista psicológico.

Excerto:

But perhaps the most impor­tant rese­arch in which a living Sad­dam Hus­sein could have hel­ped is psy­cho­lo­gi­cal. Most peo­ple can’t even come close to unders­tan­ding how any man could be so cruel as Hitler or Sad­dam Hus­sein, or how such trans­pa­ren­tly evil mons­ters could secure suf­fi­ci­ent sup­port to take over an entire coun­try. What were the for­ma­tive influ­en­ces on these men? Was it something in their childhood that tur­ned them bad? In their genes? In their tes­tos­te­rone levels? Could the dan­ger have been nip­ped in the bud by an alert psy­chi­a­trist before it was too late? How would Hitler, or Sad­dam Hus­sein have res­pon­ded to a dif­fe­rent style of edu­ca­tion? We don’t have a clear answer to these ques­ti­ons. We need to do the research.

Claro que as reac­ções não se fize­ram espe­rar. Daw­kins é muito habi­li­doso quando pre­tende pro­vo­car uma boa polé­mica. Feliz­mente, tem tam­bém o con­dão de por as pes­soas a pensar.

Noé, o Grand Canyon e um pouco de chinês

Grand Canyon

Ao longo da his­tó­ria, várias civi­li­za­ções con­tri­buí­ram para a evo­lu­ção do conhe­ci­mento e pro­gresso da ciên­cia. Dos Sumé­rios aos Árabes, pas­sando pelos Gre­gos, é cons­tante um para­le­lismo entre o inves­ti­mento feito na ciên­cia e a influên­cia civi­li­za­ci­o­nal de um deter­mi­nado povo. Já na his­tó­ria mais recente, con­forme a Europa medi­e­val se foi liber­tando das gui­lho­ti­nas da influên­cia do Clero, sucederam-se os êxitos de deter­mi­na­dos paí­ses nas mais diver­sas áreas: Por­tu­gal, Espa­nha, Itá­lia, França, Holanda ou Ingla­terra, entre outros, todos con­tri­buí­ram para o desen­vol­vi­mento nos últi­mos sécu­los do cha­mado Mundo Ocidental.

O século XX foi domi­nado pela influên­cia civi­li­za­ci­o­nal dos Esta­dos Uni­dos, influên­cia essa que che­gou a todos os can­tos do mundo nas mais diver­sas áreas. Tam­bém neste caso não será alheio o facto de os Esta­dos Uni­dos terem sido o país que mais inves­tiu em pes­quisa e desen­vol­vi­mento científico-tecnológico, pro­mo­ção das artes e, para­le­la­mente, pode­rio e domí­nio mili­tar. Sin­to­má­tico de todo esse pro­cesso foi a “impor­ta­ção” de cien­tis­tas das mais diver­sas áreas a par­tir da década de 30.

No entanto, os esta­dos Uni­dos nunca se liber­ta­ram do lema “One Nation Under God”! A cons­ti­tui­ção ame­ri­cana ofe­rece dema­si­ado o flanco ao mito cris­tão e, mais tarde ou mais cedo, have­ria de sur­gir uma opor­tu­ni­dade, quer sob um pre­texto eco­nó­mico, poli­tico ou mili­tar, de o mito se apo­de­rar das rédeas do progresso.

É nesse ponto que se encon­tra a soci­e­dade ame­ri­cana; sucedem-se os casos de cen­sura à infor­ma­ção cien­tí­fica, dá-se cré­dito aos desíg­nios cri­a­ci­o­nis­tas referendando-se o ensino do “Inte­li­gent Design” nas esco­las públi­cas de alguns Esta­dos (como se a ver­dade esti­vesse sujeita a refe­rendo), acaba-se com a liber­dade de expres­são de alguns cien­tis­tas das pró­prias agên­cias gover­na­men­tais que se dedi­cam ao estudo do aque­ci­mento glo­bal e, final­mente, no caso mais recente a che­gar a público, decide-se que, de modo a evi­tar ofen­der a opi­nião dos fun­da­men­ta­lis­tas reli­gi­o­sos, o Grand Canyon, afi­nal, tem ape­nas uns milha­res de anos e, de acordo com um livro à venda no pró­prio Par­que Natu­ral, terá sido cri­ado pelo dilú­vio bíblico de Noé!!!

Se a his­tó­ria nos ensina alguma coisa, então é hora de reco­men­dar as minhas filhas a estu­da­rem chinês.

Outras refe­rên­cias:

- Time, Faith-Based Parks?
PEER, PARK SERVICE STICKS WITH BIBLICAL EXPLANATION FOR GRAND CANYON

Crenças à la Infinito

Esteban Mirol, moderador do Existe um canal na TV Cabo que se intro­mete cons­tan­te­mente nos meus momen­tos de zap­ping. Nada a pro­pó­sito, a TV Cabo, na sua gre­lha actual, coloca o canal Infi­nito na mesma sec­ção dos outros canais de docu­men­tá­rios, ou seja, entre o canal 40 e 49.

O canal Infi­nito parece um des­file de pro­gra­mas pre­pa­ra­dos espe­ci­fi­ca­mente para ofen­der a inte­li­gên­cia de qual­quer ser pen­sante; astro­lo­gia, apa­ri­ções, car­to­man­cia, anjos, mila­gres, ovnis, devo­ções, bru­xa­rias, etc, etc, etc…

No entanto, existe uma espé­cie de pérola ali pelo meio, muito dis­far­çada, na qual eu tro­pe­cei num dos meus mui­tos zap­pings. O pro­grama dá pelo nome de “Cren­ças” e do des­cri­tivo no site do canal Infi­nito consta o seguinte:

Como é que a reli­gião define espi­ri­tu­al­mente uma cri­a­tura clonada?

Já que a reli­gião pensa sobre­tudo no bem da famí­lia… não é mais sau­dá­vel um bom divór­cio que um mau casamento?

É pos­sí­vel pen­sar numa reli­gião que aco­lha todas as pes­soas, incluindo as que são con­si­de­ra­das dife­ren­tes, como os homossexuais?

Não é hipó­crita con­de­nar a infi­de­li­dade numa soci­e­dade como a de hoje?

Estes temas, e mui­tos mais, serão ana­li­sa­dos neste novo espaço que Infi­nito apre­senta em exclu­sivo, pela mão do reco­nhe­cido jor­na­lista argen­tino Este­ban Mirol.
Um pai­nel de cinco repre­sen­tan­tes das reli­giões mais impor­tan­tes do mundo –cato­li­cismo, judaísmo, hin­duísmo, isla­mismo e agnos­ti­cismo– jun­ta­mente com espe­ci­a­lis­tas e com Este­ban Mirol, deba­tem todas as sema­nas um tema da nossa rea­li­dade social.

Por outro lado, um audi­tó­rio de estu­dan­tes uni­ver­si­tá­rios poderá ques­ti­o­nar as dis­tin­tas posi­ções reli­gi­o­sas face a fac­tos como a SIDA, o divór­cio, a infi­de­li­dade, a homos­se­xu­a­li­dade, entre outros. Par­ti­cipe desta aná­lise semana a semana e debata junto dos que mais sabem do tema.

Não vou abor­dar, por agora, o facto de con­si­de­ra­rem o agnos­ti­cismo uma reli­gião. Dei­xa­rei a minha opi­nião para outro artigo sobre essa ques­tão. Fica, no entanto, a referência.

Cren­ças” vai para o ar à quinta-feira pelas 20.00 horas e repete aos domin­gos pelas 19.00 horas.

God is a concept

John LennonGod is a con­cept,
By which we can mea­sure,
Our pain”

O autor desta frase foi John Len­non. Faz hoje 26 anos que John Len­non foi assas­si­nado à porta do edi­fí­cio onde morava em Nova Iorque.

Ainda durante a sua car­reira enquanto mem­bro mais caris­má­tico dos Bea­tles, John Len­non dedicou-se à sen­si­bi­li­za­ção e ao apelo à paz. Can­ções como “All you need is love” ou “Ima­gine” são um exem­plo da obra de Len­non enquanto Bea­tle e a solo.

Em 1966, John Len­non afir­mou que os Bea­tles eram mais popu­la­res que Jesus Cristo para as novas gera­ções no mundo oci­den­tal. Essa afir­ma­ção foi logo uti­li­zada pelos mais radi­cais cris­tãos norte ame­ri­ca­nos e valeu aos Bea­tles terem sido bani­dos de mui­tas rádios por toda a Amé­rica do Norte. Foram ainda orga­ni­za­das “quei­mas” públi­cas de dis­cos, revis­tas, livros e mate­rial indi­fe­ren­ci­ado alu­sivo aos Beatles.

John LennonEm finais dos anos 60 e prin­cí­pios da década de 70, John Len­non, já a resi­dir nos Esta­dos Uni­dos, foi per­se­guido pelo FBI devido ao seu envol­vi­mento em cam­pa­nhas con­tra a guerra do Viet­nam. Recen­te­mente, foi estre­ado um docu­men­tá­rio -The US vs. John Len­non — sobre todo esse processo.

Foi assas­si­nado aos 40 anos. Aquela velha máxima de que não há pes­soas insubs­ti­tuí­veis parece não fun­ci­o­nar com o John…

Na ordem do dia…

Turquia e a adesão à União Europeia…está, claro, a Tur­quia e a inter­mi­ná­vel angús­tia euro­peia sobre a sua ade­são à União.

Tenho, devo dizê-lo, mui­tas dúvi­das em rela­ção a este assunto. Se por um lado a União Euro­peia já dei­xou há muito tempo de ser ape­nas uma união eco­nó­mica, não nos pode­mos ilu­dir e pen­sar que as ques­tões de ordem eco­nó­mica dei­xa­ram de ser a força motriz da mesma. Quanto a isso, penso que não exis­ti­rão dúvi­das. Tendo isso em conta, a Tur­quia é, sem dúvida, o melhor inves­ti­mento que se apre­senta no qua­dro actual.

No entanto, a União Euro­peia pauta-se — ou tenta pautar-se — tam­bém por um certo con­ceito de jus­tiça social onde se incluem, entre outros aspec­tos, o res­peito pelos direi­tos huma­nos. E, aí, existe um pro­blema. A rea­li­dade turca em ter­mos de res­peito pelos direi­tos huma­nos está longe sequer de se apro­xi­mar dos padrões exis­ten­tes nos res­tan­tes esta­dos mem­bros da União. Existe um con­flito de inte­res­ses óbvio. Por outro lado, ostra­ci­zar a Tur­quia pode ser um con­vite à expan­são do isla­mismo mais radi­cal den­tro das fron­tei­ras tur­cas que, ape­sar de tudo, é, cons­ti­tu­ci­o­nal­mente, um estado laico, embora sejam ainda evi­den­tes algu­mas pro­mis­cui­da­des entre o poder poli­tico e o poder religioso.

Depois, claro, exis­tem os “con­tras” pro­fis­si­o­nais; aque­les que pas­sam a vida a aler­tar para as defi­ci­ên­cias dos sis­te­mas polí­ti­cos oci­den­tais mas que estão dis­pos­tos a fechar os olhos às defi­ci­ên­cias poli­ti­cas tur­cas ao abrigo, tal­vez, de alguma agenda poli­tica bara­lhada e inconsequente.

Estou con­ven­cido que na Europa os únicos ver­da­dei­ros inte­res­sa­dos na inte­gra­ção da Tur­quia são as gran­des empre­sas, cobi­çando a entrada de mais umas deze­nas de milhões de cli­en­tes. Aque­les que estão coe­ren­te­mente do lado da defesa dos direi­tos huma­nos pre­fe­rem aguar­dar que a Tur­quia, DE FACTO, pro­ceda às refor­mas neces­sá­rias na sua cons­ti­tui­ção para se nive­lar com os actu­ais esta­dos mem­bros em ter­mos de res­peito pela carta dos direi­tos humanos.

Estra­nho esta urgên­cia e esta apa­rente ten­ta­tiva de bran­que­a­mento de um aspecto ao qual, nou­tras cir­cuns­tan­cias, se daria, e muito bem, tanto relevo! Será que é “cool” ser “do contra”?

Saddam Hussein condenado à morte por enforcamento

Saddam HusseinSou, por prin­cí­pio, con­tra a pena de morte. Acho que a ques­tão da pena de morte tem que ser sem­pre ava­li­ada no abs­tracto, sem envol­vi­mento emo­ci­o­nal por quais­quer casos particulares.

Daniel Oli­veira, no seu Arras­tão, afirma no seu tom carac­te­rís­tico: “Nada como uma forca para mobi­li­zar o elei­to­rado republicano.”

Sin­ce­ra­mente, acho que já não há for­cas que lhes valham. Den­tro de algu­mas horas, quando encer­ra­rem as mesas de voto, sabe­re­mos se lhes valeu de algo.

Preocupo-me mais que tipo de for­ças é que esta forca mobi­li­zará den­tro do Ira­que e nos paí­ses vizi­nhos. Aí, sim, vere­mos se Sad­dam será capaz de matar mais em morto do que matou enquanto vivo. Espe­re­mos que não…
Numa altura em que o país pode­ria bene­fi­ciar de um exem­plo real de supe­ri­o­ri­dade ética e res­peito por valo­res huma­nos, o tri­bu­nal optou pela con­de­na­ção à morte!
Parece, de facto, que a enco­menda che­gou mesmo a tempo. Poderá é ser um pre­sente envenenado.

Calan Gaeaf

Tal­vez por estar­mos em dia de jogo do Ben­fica con­tra os esco­ce­ses do Cel­tic, a expres­são “Calan Gaeaf” acaba por me soar melhor que “Halloween”.

Calan Gaeaf ” é o nome dado às fes­tas de “Hal­loween” na Escó­cia, uma das regiões de onde é ori­gi­ná­ria a cele­bra­ção pagã, oriunda dos povos cel­tas das ilhas britânicas.

Trans­por­tada para os Esta­dos Uni­dos da Amé­rica pelos emi­gran­tes irlan­de­ses, esco­ce­ses, gale­ses e ingle­ses durante o século XIX, esta festa tem tido, nas últi­mas déca­das, uma grande divul­ga­ção na Europa Oci­den­tal em geral e, nos últi­mos anos, em Portugal.

Mas que rica abóbora! Só lhe falta a vela...Há trinta e pou­cos anos, quando eu andava na pri­má­ria, não se falava em Hal­loween e nin­guém ia mas­ca­rado de bru­xi­nha para a rua. Nem, em Lis­boa, se viam cri­an­ças de porta em porta a pedir doces aos vizi­nhos, embora nal­gu­mas regiões do país já hou­ves­sem vari­an­tes desse abuso de pedinchice.

Hal­loween, ou All-hallow-even na sua forma ori­gi­nal, não tem, pelo menos no for­mato ame­ri­cano, nada a ver com as tra­di­ções por­tu­gue­sas. Por­que será que só imi­ta­mos o supér­fluo e o ridículo?

Será que quem ganha com isto são só as lojas chi­ne­sas que ven­dem as abó­bo­ras insu­flá­veis? Ou haverá muito mais gente a ganhar?

De qual­quer forma, preocupa-me mais o que pos­sa­mos per­der… Ao ritmo a que deter­mi­na­dos fenó­me­nos são “impor­ta­dos” por meio mundo, daqui a algu­mas déca­das não nos dis­tin­gui­re­mos no meio de todos os outros. Será esse um dos pre­ços da globalização?