A morte de Jon Lord e um “a propósito” para os ateus

Fale­ceu hoje, em Lon­dres, Jon Lord, fun­da­dor e teclista dos Deep Pur­ple, res­pon­sá­vel pela co-autoria de mui­tos dos hits da banda, nome­a­da­mente “Smoke on the Water”.

Estava eu a ler uma das notí­cias sobre a sua morte num site inglês quando me cru­zei com a pre­vi­sí­vel expres­são R.I.P. (Rest in Peace) e me inter­ro­guei sobre a mais que pro­vá­vel ori­gem da expres­são. Numa pes­quisa rápida, eis a res­posta na Wikipedia:

The phrase or ini­ti­a­lism is com­monly found on the grave of Catholics,[1] as it is deri­ved from the burial ser­vice of the Catho­lic Church, in which the fol­lowing prayer is said at its com­men­ce­ment and conclusion:

Anima eius et animæ omnium fide­lium defunc­to­rum per Dei mise­ri­cor­diam requi­es­cant in pace. ”

In English:[3]

May his soul and the souls of all the depar­ted faith­ful by God’s mercy rest in peace. ”

Assim sendo, evi­tem lá de colo­car o tão cató­lico RIP quando pre­ten­dem home­na­gear dis­tin­tos ateus. É deve­ras despropositado.

Rezar de olhos fechados

Hoje foi-me dada a conhe­cer uma frase do pri­meiro 1º minis­tro e Pre­si­dente do Qué­nia, Jomo Kenyatta. Antes que me venham com a cha­mada da aten­ção, já sei que o senhor depois se trans­for­mou num daque­les líde­res afri­ca­nos inca­pa­zes de levan­tar as náde­gas do banco do poder. Só que, tal como no enten­der dos cató­li­cos os atos de pedo­fi­lia de alguns padres em nada dimi­nuem o valor das homi­lias de que estes pro­fe­rem, tam­bém neste caso a ati­tude polí­tica deve ser afas­tada da aná­lise histórica:

Quando os Bran­cos che­ga­ram a África, nós tínha­mos ter­ras e eles tinham a Bíblia. Eles ensinaram-nos a rezar com os olhos fecha­dos: no momento em que abri­mos os olhos, os Bran­cos tinham as ter­ras e nós a Bíblia.”

Internet: velocidade ou profundidade no acesso à informação?

Como é nor­mal, chega-se ao final de um ano civil e arranjam-se sem­pre mil e um argu­men­tos para fazer balan­ços e estra­nhas con­ta­bi­li­za­ções sobre os mais, os melho­res ou os tops do ano que finda. Pela minha parte — olhando para trás agora que 2010 se apro­xima do fim — tenho que fazer um esforço muito grande para não dei­xar ques­tões pes­so­ais inter­fe­ri­rem nessa minha aná­lise, uma vez que este foi, segu­ra­mente, um daque­les anos de que me irei recor­dar como sendo bas­tante maus.

Feito esse esforço, diria que o que mais dei­xará mar­cas no mundo em que vive­mos, ou melhor, na soci­e­dade em que vive­mos, será o caso Wiki­le­aks. Este fenó­meno que tem vindo a cres­cer gra­du­al­mente nos últi­mos anos vem con­fir­mar algo que ape­nas os mais cép­ti­cos sabiam ser ver­dade e que tem a ver com a noção de infor­ma­ção que temos atra­vés desta mara­vi­lhosa fer­ra­menta que é a inter­net. De facto, até que outros fenó­me­nos como a Wiki­le­aks des­pon­tem — se des­pon­ta­rem -, por mais pro­pa­ganda que os gover­nos de todas as fac­ções poli­ti­cas pro­du­zam sobre o acesso à infor­ma­ção que a inter­net per­mite, Ler mais…

26 de Junho — Dia Internacional do Apoio às Vítimas de Tortura

Dia Internacional do Apoio às Vítimas de Tortura

Dia Inter­na­ci­o­nal do Apoio às Víti­mas de Tortura

Comemora-se hoje, 26 de Junho de 2010,  o Dia Inter­na­ci­o­nal do Apoio às Víti­mas de Tor­tura. Tive conhe­ci­mento deste dia por mero aci­dente, atra­vés de uma sim­ples entrada de um amigo no Face­book. Achei tão estra­nho que fui con­fir­mar a vera­ci­dade da infor­ma­ção e rapi­da­mente cons­ta­tei, atra­vés de uma pes­quisa no Goo­gle, que não há refe­rên­cias a este dia na imprensa por­tu­guesa! Ape­nas a título de curi­o­si­dade, na lista do Goo­gle a pri­meira refe­rên­cia a este dia é da Ango­la­Press… Que ironia!

Este que deve­ria de ser um dia de refle­xão sobre um dos mai­o­res fla­ge­los da huma­ni­dade, uma prá­tica que nos deve­ria enver­go­nhar a todos como espé­cie, vai pas­sar, assim, ao lado da grande mai­o­ria da popu­la­ção. Lamen­ta­vel­mente… Ler mais…

Maomé, Paquistão e Facebook

A página ori­gi­nal que pro­mo­via o “Every­body Draw Moham­med” Day foi banida pelo pró­prio Face­book na sequên­cia dos movi­men­tos leva­dos a cabo no Paquis­tão e que leva­ram ao boi­cote naquele país, por ordem judi­cial, de sites como o Face­book e o YouTube.

Claro que, entre­tanto, já sur­gi­ram outras pági­nas alter­na­ti­vas no Facebook.

O que não deixa de ser curi­osa é que a admi­nis­tra­ção do Face­book não baniu a página de opo­si­ção à página pro­mo­tora do “Every­body Draw Moham­med” Day, bem como nunca baniu mui­tas outras bas­tante mais sus­cep­tí­veis como, por exem­plo, uma página que apela à morte de Barack Obama! Que raio de cri­té­rios estes…

Fica aqui a minha “cola­gem” para o evento de ontem.