Sobre a legalização do trabalho sexual

Não fora a crise ins­ta­lada e os folhe­tins que a cir­cun­dam, a lega­li­za­ção do tra­ba­lho sexual ou a sua sim­ples regu­la­men­ta­ção seriam alvo de mai­o­res dis­cus­sões nos media e na soci­e­dade em geral. Con­tudo, esta dis­cus­são está reme­tida para segundo plano na soci­e­dade que se dedica actu­al­mente à dis­cus­são da situ­a­ção eco­nó­mica do país e pouco mais.

Pes­so­al­mente, tenho for­mada uma opi­nião favo­rá­vel à lega­li­za­ção do tra­ba­lho sexual. Con­tudo, tenho mui­tas dúvi­das sobre a forma dessa regu­la­men­ta­ção ser imple­men­tada, nome­a­da­mente no que diz res­peito à imple­men­ta­ção das bai­xas médi­cas e sobre o seu con­trolo. Não tenho dúvi­das de que a lega­li­za­ção do tra­ba­lho sexual deverá ter como prin­ci­pal objec­tivo o reco­nhe­ci­mento do direito à dig­ni­dade pes­soal e pro­fis­si­o­nal de quem exerce este tipo de pro­fis­são, mas não pode­mos fazer tábua rasa do risco para a saúde pública que poderá repre­sen­tar uma má regu­la­men­ta­ção e/ou imple­men­ta­ção da lei que poderá vir a ser aprovada.

Algu­mas das ques­tões que coloco são as seguintes:

- No caso de um(a) prostituto(a) con­trair uma DST, como é feito o con­trolo de que o/a mesmo(a) sus­pende a acti­vi­dade (tem­po­ra­ri­a­mente ou defi­ni­ti­va­mente)?
– Que direi­tos ficam asse­gu­ra­dos pelo Estado nos casos em que seja con­traída uma DST cró­nica?
– Que tipo de pro­ce­di­men­tos são neces­sá­rios para a emis­são de uma car­teira pro­fis­si­o­nal?
– De que forma deve­rão estar pre­vis­tos os direi­tos do con­su­mi­dor no que toca a ques­tões de saúde?

Enfim, algu­mas ques­tões que não são brin­ca­deira, embora pos­sam parecer.

Barcelona Bacardí

Nos últi­mos dois dias estive em Bar­ce­lona e em Sit­ges, uma vila turís­tica a sul da mag­ní­fica capi­tal da Cata­lu­nha, terra berço do fun­da­dor da Bacardí, Facundo Bacardí.

Sobre Sit­ges, ape­nas quero dizer que deve­ria ser obri­ga­tó­rio que todos os res­pon­sá­veis pelo turismo em Por­tu­gal fizes­sem uma visita a esta agra­dá­vel vila.

Sobre Bar­ce­lona é muito sim­ples: com pouco mais de 6 horas dis­po­ní­veis, optei ape­nas por me “banhar” no ambi­ente fan­tás­tico da zona da Ram­blas e Bairro Gótico. Andei por ali, a pé, a usu­fruir daquele que con­si­dero o melhor ambi­ente urbano do mundo. Não resisti a visi­tar nova­mente o Museu Picasso (por­que não havia fila para a entrada) mas, de resto, foi pas­seio do melhor. E cada passo valeu a pena.

Esta via­gem, misto de tra­ba­lho (muito pouco ou nada) e ócio, acon­te­ceu a con­vite da Bacardí-Martini devido ao sucesso da acção de mar­ke­ting que a empresa levou a cabo, jun­ta­mente com alguns bares do Bairro Alto, para pro­mo­ver a ima­gens e, con­se­quen­te­mente, as ven­das do Bacardí Mojito. No Palpita-me, ante­ri­or­mente a esta cam­pa­nha, a venda de moji­tos era espo­rá­dica; actu­al­mente, não há noite que não se vendam!

Mais preciosidades da net

TinEye — Há dias de sorte na web… Hoje foi um deles. Des­co­bri o motor de busca TinEye, uma espé­cie de Goo­gle dedi­cado a ima­gens. Aquilo que o Goo­gle faz com pala­vras, o TinEye faz com fotos. Vejam o vídeo que ficam a per­ce­ber tudo.

Hit Me Later — Não se trata de um novo sucesso de Brit­ney Spe­ars mas antes de um pequeno ser­viço online que pode fun­ci­o­nar omo auxi­liar de memó­ria. A página de entrada é escla­re­ce­dora. Tem ainda a van­ta­gem de não soli­ci­tar qual­quer registo.

BLTC Rese­arch — Um pro­jecto curi­oso que surge — tal­vez — dema­si­ado cedo para que lhe seja dado o devido valor. A jeito de resumo, diz assim no ini­cio dos objec­ti­vos: “BLTC seek to abo­lish the bio­lo­gi­cal subs­tra­tes of suf­fe­ring. Not just in humans, but in all sen­ti­ent life”

À deriva pela net

Por­tal Ateu — De cara lavada e ves­tido de azul

The Venus Pro­ject — Um design alter­na­tivo para a nossa cul­tura; rein­ven­tar o futuro, eli­mi­nar a guerra, a fome, a morte, a pobreza, o crime e — imagine-se — os impos­tos! Tudo com pre­o­cu­pa­ções ambi­en­tais. Trata-se de um ambi­ci­oso pro­jecto lide­rado pelo visi­o­ná­rio Jac­que Fresco

Get Mooh — Para nos livrar de situ­a­ções (pre­vi­si­vel­mente) incó­mo­das de carác­ter pri­vado ou social. Pro­gra­ma­ção um tele­fo­nema para uma deter­mi­nada hora e está arran­jada a des­culpa para uma saída airosa.

Free Music Soft­ware — Blog dedi­cado a pro­mo­ver fer­ra­men­tas de soft­ware gra­tuí­tas para pro­du­ção de áudio

Elgg 1.0 — O soft­ware open source para criar redes soci­ais. Pro­va­vel­mente, o site do Palpita-me irá ter uma sec­ção base­ada neste software.

Provar a negação

clip­ped from www.prospect-magazine.co.uk

No self-respecting theist would go so far as to claim that “you can­not prove the non-existence of God” entails “God exists.” As men­ti­o­ned, their point is merely to leave open the pos­si­bi­lity that such a being might exist. But Sagan’s dra­gon dashes even this hope. For one can show that it is absurd, irra­ti­o­nal, intel­lec­tu­ally irres­pon­si­ble or even luna­tic to beli­eve that fai­ries, goblins, the Norse gods, the Hindu gods, the gods of early Judaism (yes, there were seve­ral: go check), and so endles­sly on, “might exist.” It would com­pound the felony a mil­li­on­fold to grant this and yet insist that one’s own (Chris­tian or Mus­lim, say) deity “neverthe­less” exists or might exist.


For a sim­ple case of pro­ving a nega­tive, by the way, con­si­der how you prove the absence of pen­nies in a piggy-bank.
  blog it

Também acho…

Ainda por cima, tam­bém tenho que levar com os exces­sos carac­te­rís­ti­cos da pró­xi­mas sema­nas nas roma­rias que o pes­soal faz ao Bairro Alto. É uma altura do ano bas­tante difícil.
clip­ped from www.ricardo.pt

Começa outra semana da Queima, nome curto para a Queima das Fitas, essa festa sem ale­gria, de estu­dan­tes que expri­mem a sua mai­o­ri­dade na sua auto­des­trui­ção pelo álcool.

Mas mais que a bana­li­dade do ritual do con­sumo idi­ota de shots e con­cer­tos pimba patro­ci­na­dos por uma marca de cer­veja qual­quer, há outra coisa pior acima disto tudo: a ins­ti­tu­ci­o­na­li­za­ção da medi­o­cri­dade e estupidez.

Que mui­tos indi­ví­duos achem que mai­o­ri­dade é con­su­mir até à regur­gi­ta­ção, e que diver­ti­mento é per­der as memó­rias da sua expe­ri­ên­cia cons­ci­ente, é uma coisa.

  blog it

de-conversion

Des­co­bri este blog dedi­cado a todos os que se encon­tram em pro­cesso de “des­con­ver­são”. Vale a pena um olhar mais atento, sem dúvida.
clip­ped from de-conversion.com

For the most part, we beli­eve the tea­chings of Judaism, Chris­ti­a­nity, & Islam, based on the per­cep­ti­ons and myths of a noma­dic anci­ent Mid­dle Eas­tern tribe, should be viewed cri­ti­cally — as should the holy books of these reli­gi­ons. This blog attempts to cri­ti­cally, but res­pect­fully, address issues with these reli­gi­ous ide­o­lo­gies, espe­ci­ally Chris­ti­a­nity. If you are a skep­ti­cal, de-converting, or for­mer Chris­tian, you may find these dis­cus­si­ons interesting.

We also beli­eve that whether or not you beli­eve in God, you should live your life with love, kind­ness, com­pas­sion, mercy and tole­rance while trying to make the world a bet­ter place. If there is no God, you have lost nothing and will have made a posi­tive impact on those around you. If there is a bene­vo­lent God revi­ewing your life, you will be jud­ged on your acti­ons and not just on your abi­lity to blin­dly beli­eve in cre­eds –when there is a sig­ni­fi­cant lack of evi­dence on who God is or if he/she even exists.

  blog it

Uma prenda herética

Jesus Cristo VampiroEis que já se encon­tra dis­po­ní­vel a minha prenda de Natal para os lei­to­res deste blog.

A par­tir de hoje, estará em curso uma son­da­gem (ver barra late­ral esquerda) por tempo inde­ter­mi­nado onde se pre­tende con­cluir, afi­nal, qual a prin­ci­pal con­clu­são que se tira da mito­ló­gica res­sur­rei­ção de Jesus. Na altura em que por todo o mundo a mai­o­ria dos cris­tãos cele­bram o seu nas­ci­mento, num abuso de calen­dá­rio que rouba a data às cele­bra­ções pagãs do sols­tí­cio de Inverno, parece-me apropriado.

Iro­nia à parte, o dese­nho está espec­ta­cu­lar (cli­car na ima­gem). Divirtam-se.