- Fiquem atentos ao novo livro “O Gene Egoísta”, do novato Richard Dawkins.
- Não percam o filme com um gajo que mal sabe falar… “Rocky” é o nome do filme.
- Invistam numa empresa que irá ser criada chamada Microsoft
- Não ignorem uma banda que nascerá de um anúncio colocado numa escola em Dublin. Falo dos U2, claro.
- Niki Lauda ficará com um novo visual, sem recorrer a plásticas
- Será descoberta uma cara na superfície de Marte
- Os Estados Unidos celebrarão o seu 200º aniversário; autênticos putos ao pé de nós!
- Finalmente, teremos uma nova Constituição em Portugal
Enfim, todos os anos são bons, mas o próximo será excelente para todos. Esse é o meu desejo! Bom Ano!
Desde 1 de Novembro de 2008 que os bares do Bairro Alto são obrigados, por uma lei camarária discriminadora, a encerrar às 02h00. É um horário atarracado, manco e marreco. A lei trata de igual modo todos os estabelecimentos de bebidas, quer tenham ou não capacidade para albergar no seu interior os seus clientes, quer tenham ou não sistemas de insonorização, quer tenham ou não uma oferta de valor turístico e cultural… É uma lei à medida de pessoas sem a mínima noção de conceitos turísticos que privilegia a castração empresarial ao investimento em oferta de qualidade.
Há já algum tempo dei uma entrevista a um grupo de estudantes de Comunicação Social para uma peça sobre os novos horários do Bairro Alto. O trabalho desses estudantes apareceu agora no YouTube.
Não tenho a menor dúvida que se não tivesse acontecido o 25 de Abril de 1974 a minha vida e a da maioria das pessoas que conheço teria sido bem diferente. Em termos de acontecimentos históricos foi, sem dúvida, o acontecimento que mais terá condicionado a minha vivência.
Contudo, gosto de me distanciar daquelas frases-padrão que são muito apregoadas nesta altura do ano: “25 de Abril sempre”, “Conquistar Abril”, “É preciso salvar Abril”, etc. Existiam muitas boas ideias inerentes à revolução, ou no seu período subsequente, que hoje em dia estão completamente ultrapassadas e que até naquela altura gozavam de excessiva credibilidade face à euforia revolucionária que então se vivia.
Para mim, essencialmente, deve-se “reflectir Abril”. Só assim poderemos entender a necessidade então existente de Abril acontecer e, a partir daí, ficaremos muito mais bem preparados para nunca mais deixarmos que aconteça a ditadura.
Cavaco Silva promulgou o diploma que autoriza o governo a legislar sobre a instalação obrigatória de um dispositivo electrónico de matrícula em todos os veículos motorizados (ler notícia).
Mesmo tendo em consideração as ressalvas de Cavaco Silva quanto ao cuidado que o legislador terá que ter quanto ao direito à privacidade dos cidadãos, não deixo de me sentir revoltado com a necessidade de controlo absoluto e obrigatório que este projecto insinua.
Pena que quando da análise a este diploma Cavaco Silva não tivesse no mesmo “mood” que quando analisou a nova lei do divórcio. É que, parece-me, as recomendações do PR não são suficientes; da mesma forma que não promulgou a lei do divórcio por manifesta insuficiência de especifidade na salvaguarda dos direitos dos filhos, também neste caso se justificaria a mesma atitude face à insuficiência de garantias do respeito pela privacidade dos cidadãos.
A questão agrava-se sabendo que o governo terá que recorrer a parceiros privados para implementar e manter este sistema supérfluo e dispendioso. A protecção de dados é um assunto demasiado delicado.
Não temos o direito de circular pelos espaços públicos do nosso país sem que ninguém saiba? Desde quando? Sugiro a subscrição da petição online contra a implementação deste método fascista de controlo de bens e pessoas.