Pedro Abrunhosa foi o artista convidado da penúltima gala da corrente edição dos Ídolos. Decidido a arrebatar todas as atenções para o novo disco a ser lançado brevemente, Pedro Abrunhosa protagonizou uma aparatosa queda em pleno palco que, felizmente, não teve consequências de maior.
Aprecio o Pedro Abrunhosa compositor, não aprecio o Pedro Abrunhosa cantor. Contudo, a capacidade de encaixe que ontem demonstrou fez subir a consideração que tinha por ele. Logo após a queda, quando ainda se recompunha, disse “com isto já vendi mais dez mil discos!” .
Como se não bastasse, pouco tempo depois do sucedido, o próprio Pedro Abrunhosa colocou o vídeo da sua queda na sua página do Facebook com o comentário “PEDRO ABRUNHOSA CONFIRMA A SUA QUEDA PARA A MÚSICA!!!”.
Soberbo!
Para além de demonstrar uma enorme inteligência ao ser ele próprio a dar o bombom a todos aqueles que se riram com o inesperado da cena (eu também), deu provas de que sabe rir de si próprio e que não havia mais nada a fazer senão alinhar na brincadeira e tentar, assim, virar uma situação algo constrangedora a seu favor. Muito bem, Pedro!
Há pouco mais de dois anos, felicitei o Carlos Costa pela vitória no 2º Concurso de Karaoke do Palpita-me. O Carlos, na altura com apenas 15 anos, demonstrava já uma maturidade impressionante, deixando a larga distância todos os outros concorrentes, tanto nas eliminatórias como na final, que, por sinal, naquele ano teve um patamar bastante elevado.
A prestação do Carlos Costa na presente edição do Ídolos só pode surpreender quem não o conhece. Exigente consigo próprio, profissional mesmo quando está a brincar, o Carlos é um exemplo do que deve ser um artista que sempre tenta fazer melhor e ultrapassar-se a si próprio.
Sem qualquer menosprezo pela qualidade dos outros participantes desta edição dos Ídolos, parece-me que o Carlos tem tudo para poder ser não apenas o próximo ídolo de Portugal mas, muito mais importante, ser um futuro ídolo de Portugal. E isso faz toda a diferença.
Independentemente das escolhas musicais do Carlos, de uma coisa eu tenho a certeza: o que quer que ele venha a fazer, ele vai querer fazê-lo de uma forma perfeita.
Para mim, que raramente vejo os canais de televisão generalistas portugueses, é um prazer assistir em cada domingo a um Carlos Costa igual a ele próprio e que comprova tudo aquilo que eu disse aqui neste blog há pouco mais de dois anos.
A esta hora, a coluna das “Últimas” no site da TSF inclui onze notícias de desporto, das quais 6 são de futebol. Não há pachorra! E depois o Verão é que é a “silly season”.
Realizou-se ontem, em Lisboa, a primeira manifestação contra as condições climatéricas. Quem mais do que o “no-nonsense” do Pedro Tochas para levar a cabo tamanha organização?
Vêm aí as eleições e apenas me apetece recordar a opinião de Bertrand Russel sobre os políticos:
A habilidade específica do político consiste em saber que paixões pode com maior facilidade despertar e como evitar, quando despertas, que sejam nocivas a ele próprio e aos seus aliados. Na política como na moeda há uma lei de Gresham; o homem que visa a objectivos mais nobres será expulso, excepto naqueles raros momentos (principalmente revoluções) em que o idealismo se conjuga com um poderoso movimento de paixão interesseira. Além disso, como os políticos estão divididos em grupos rivais, visam a dividir a nação, a menos que tenham a sorte de a unir na guerra contra outra. Vivem à custa do «ruído e da fúria, que nada significam». Não podem prestar atenção a nada que seja difícil de explicar, nem a nada que não acarrete divisão (seja entre nações ou na frente nacional), nem a nada que reduza o poderio dos políticos como classe.
Bertrand Russell, in ‘Ensaios Cépticos: A Necessidade do Ceptcismo Político’
Foi uma das minhas referências de criança. Vasco Granja apresentava e promovia todo o tipo de desenhos animados, hoje filmes de animação, de toda a parte do mundo. Os seus programas ao fim de semana à tarde, deste 1974 até finais da década de 80 deixaram marcas em todos da minha geração.
Simultaneamente, Vasco Granja foi durante muitos anos o responsável pela secção de correspondência da Revista Tintin editada semanalmente pela Bertrand. Era ainda a alma do Clube Português de Banda Desenhada.
Morreu ontem. Deixa saudades. Como diria no final de muitos dos filmes que apresentou: Koniec!