A escala de nós
Com o nosso lugar no universo colocado à devida escala, quem é que ainda se acha como sendo especial para um suposto criador? Vamos por-nos no nosso lugarzito, estás bem?
Com o nosso lugar no universo colocado à devida escala, quem é que ainda se acha como sendo especial para um suposto criador? Vamos por-nos no nosso lugarzito, estás bem?
Michael Shermer, durante as palestras “TED Talks“, em Fevereiro de 2006, esclarece-nos, com uma simplicidade e clareza invejáveis, o que não é ciência.
Repleto de exemplos magníficos, este vídeo certamente encantará todos aqueles que partilham uma postura céptica em relação às pseudo-ciências que tanto abundam nos meios de divulgação da actualidade. Em 13 minutos apenas, Shermer consegue destruir alguns dos mais conhecidos “fenómenos” que têm invadido as páginas dos jornais nas últimas décadas.
Uma chamada de atenção para um excelente cartoon que aparece logo nos primeiros minutos do vídeo. Para quem quiser apreciar com maior tranquilidade, é só fazer scroll até ao final da página.

Astrónomos europeus anunciaram a descoberta de mais 3 exoplanetas, desta feita em redor da estrela HD 40307.
Ao ritmo a que estes exoplanetas estão ser descobertos, qualquer dia temos uma indústria à volta da actualização da equação de Drake. Como sempre fui muito optimista em relação à vida extraterrestre, encaro estas descobertas com muita naturalidade e boa disposição.
Mas, uma pergunta se coloca: e Deus, pá, onde é que se encaixa nisto tudo?
O Phoenix chegou bem ao seu destino, tendo “amartado” por volta da uma da manhã desta 2ª feira, 26 de Maio de 2008, hora de Lisboa.
Os próximos meses serão, certamente, preenchidos com novos dados sobre o planeta vermelho que permitirão aos cientistas desvendar os muitos mistérios que se apresentam nesta fase ainda tão precoce do estudo de Marte.
Way to go, Phoenix!
Não é segredo nenhum que a forma como determinadas afirmações são proferidas pode fazer toda a diferença no impacto que causarão no receptor. Quando, em vez do sensacionalismo gratuito, somos presenteados com uma apresentação suportada pela força dos números, o impacto pode ser enorme.
Nesta apresentação de aproximadamente 80 minutos, Albert Bartlett, Professor Emeritus do Departamento de Física da Universidade do Colorado, explica-nos – e prova-nos – através de simples aritmética que a principal fonte de problemas com que a Humanidade se defronta actualmente é o seu crescimento exponencial e as consequencias do mesmo nos recursos limitados do planeta.
Sem dúvida que está a ser muito interessante a discussão entre o Daniel Silvestre e o comentador Bernardo no artigo “O diálogo que deve ser promovido“.
Concordo plenamente que os diálogos devem ser sempre promovidos. No entanto, quero chamar aqui a atenção para a urgência que existe de , em circunstâncias deste tipo, se definirem os pressupostos antes de se desenvolverem teorias e se defenderem posições. Refiro-me, claro está, à definição de deus; de que adianta um diálogo se se debaterem conceitos diferentes ou se se utilizarem diferentes graus de especificidade sobre o objecto da discussão? Dessa forma, corre-se o risco de mantermos um diálogo sobre abstracções conceituais inválidas para o nosso interlocutor.
Por outro lado, gostaria de afirmar peremptoriamente que discordo do Bernardo na questão da falseabilidade de deus. Não discuto, obviamente, a sua infalseabilidade à data; discuto a presunção de que será sempre assim. Ou seja, afirmar que deus será sempre uma hipótese não falseável é, em si mesmo, uma afirmação não falseável! Em que ficamos, então?
De tempos a tempos, o Ludwig
No entanto, mais grave do que as paranóias sobre chupa-cabras em viaturas providas de sistemas anti-gravidade ou cabeçudos verdes violadores é o facto de a ovnilogia desviar a atenção – e até mesmo denegrir – os esforços sérios de alguns cientistas em responderem à questão da probabilidade da existência de vida inteligente extra-terrestre. A probabilidade de existência de vida extra-terrestre é muitíssimo maior do que a de andarmos a ser visitados por primos muito afastados oriundos sabe-se lá de onde!
Projectos sérios, como o caso do SETI, não se devem confundir com as teorias da conspiração levadas a cabo pelos defensores da ovnilogia. Aproveito para recomendar a instalação do
SETI@home; contribuiem para o projecto e ainda ficam com um screensaver “bué de cool”! Com o mesmo software – BOINC – podem ainda colaborar em diversos outros projectos na área da astronomia, biologia molecular ou matemática.
Já agora, informo todos os defensores da ovnilogia que era muito mais interessante que esses tais objectos que vos apoquentam viessem do futuro na Terra do que de “from far, far away, from a distant galaxy”. Isso, sim, também era “bué de cool”.