Morreu Vasco Granja

Foi uma das minhas refe­rên­cias de cri­ança. Vasco Granja apre­sen­tava e pro­mo­via todo o tipo de dese­nhos ani­ma­dos, hoje fil­mes de ani­ma­ção, de toda a parte do mundo. Os seus pro­gra­mas ao fim de semana à tarde, deste 1974 até finais da década de 80 dei­xa­ram mar­cas em todos da minha geração.

Simul­ta­ne­a­mente, Vasco Granja foi durante mui­tos anos o res­pon­sá­vel pela sec­ção de cor­res­pon­dên­cia da Revista Tin­tin edi­tada sema­nal­mente pela Ber­trand. Era ainda a alma do Clube Por­tu­guês de Banda Desenhada.

Mor­reu ontem. Deixa sau­da­des. Como diria no final de mui­tos dos fil­mes que apre­sen­tou: Koniec!

Três de seguida

Vou ini­ciar aqui uma série de arti­gos, pro­va­vel­mente sema­nais, onde colo­ca­rei três da minha músi­cas favo­ri­tas de todos os tem­pos. A série chamar-se-á “Três de Seguida”.

Para este pri­meiro artigo, teria que colo­car um tema dos meus três artis­tas favo­ri­tos: Bea­tles, Cat Ste­vens e Pink Floyd. Estes são os meus favo­ri­tos por­que pra­ti­ca­mente que desde sem­pre ocu­pa­ram essa posi­ção, por­tanto eu mesmo não con­testo a sua titu­la­ri­dade nos três pri­mei­ros lugares.

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I Met the Walrus” — Um magnífico tributo a John Lennon

I met the Wal­rus” é um exce­lente tra­ba­lho de vídeo feito “em cima” de uma entre­vista de 1969, ori­gi­nal­mente ape­nas em áudio. A entre­vista foi con­du­zida por Jerry Levi­tan, na altura com ape­nas 14 anos, que se con­se­gui “infil­trar” no quarto de hotel de Lennon.

Com ani­ma­ções de Josh Ras­kin, o vídeo na sua inte­gra tem a dura­ção de 40 minu­tos e foi nome­ado para os Ósca­res de 2008 na cate­go­ria de “Curta de Ani­ma­ção” e ganhou o Fes­ti­val de Manhat­tan de Curta Metragens.

[video]http://www.youtube.com/watch?v=jmR0V6s3NKk[/video]

Jamendo — boa música grátis, quer dizer, de borla

Jamendo

Jamendo — toda a música que pre­cisa, de borla

Uma das gran­des van­ta­gens das novas tec­no­lo­gias é que não per­mi­tem que alguns mono­pó­lios se eter­ni­zem. Ao dis­po­ni­bi­li­za­rem novas fer­ra­men­tas, pro­vo­cam dina­mis­mos no mer­cado ante­ri­or­mente ine­xis­ten­tes. A inter­net, as redes peer-to-peer e o mp3 por um lado e as fer­ra­men­tas digi­tais para cri­a­ção e pro­du­ção de música por outro, revo­lu­ci­o­na­ram com­ple­ta­mente o pro­cesso cri­a­tivo e de dis­tri­bui­ção do pro­duto final musical.

Mais do que isso, alte­ra­ram o con­ceito de pro­duto final. Só que algu­mas pes­soas ainda não repa­ra­ram ou sim­ples­mente estão dema­si­ado assus­ta­das para o admi­tir. Até há algum tempo atrás, o pro­duto final da música era a cópia do registo fono­grá­fico da obra, vulgo disco, cas­sete, etc. Hoje em dia, já não é assim. A livre dis­tri­bui­ção de música pela net, embora ile­gal segundo os para­me­tros “medi­e­vais” de alguns, pro­vo­cou uma alte­ra­ção rele­vante no con­ceito de pro­duto final; já não é o disco que se pre­tende ven­der, mas sim o espec­tá­culo ao vivo e, em alguns casos, ape­nas a publi­ci­dade no web­site de pro­mo­ção musical.

Por outro lado, existe uma nova opor­tu­ni­dade para à “caro­lice” ser dado o esta­tuto artís­tico. Fazer música por pra­zer, mesmo que essa não seja a prin­ci­pal fonte de ren­di­mento, e ver o tra­ba­lho reco­nhe­cido, não pelo número de com­pra­do­res de um disco ou CD, mas pelo número de visi­tas a um web­site ou pelo número de down­lo­ads de um mp3. Afi­nal, sem­pre foi essa a prin­ci­pal moti­va­ção de qual­quer artista que se preze.

Isto e muito mais pode ser facil­mente cons­ta­tado no Jamendo. Vari­e­dade, quan­ti­dade e qua­li­dade, tudo de borla. Vale bem a pena uma visita.

Algu­mas reco­men­da­ções de esti­los diversificados:

George Carlin morre aos 71

O come­di­ante George Car­lin mor­reu este domingo vítima de insu­fi­ci­ên­cia cardíaca.

Ven­ce­dor de um Grammy Award, Car­lin ficou conhe­cido pelo seus exa­ge­ros na vida e no palco. Com um humor con­tun­dente onde expu­nha as con­tra­di­ções da soci­e­dade com uma irre­ve­rên­cia avas­sa­la­dora, Car­lin é uma das mai­o­res influên­cias para as novas gera­ções de come­di­an­tes de stand-up.

São vários os apon­ta­men­tos de George Car­lin rela­ci­o­na­dos com a cri­tica reli­gi­osa. Nes­tes apon­ta­men­tos — como em todos os outros — o come­di­ante não se limi­tava a fazer-nos rir: obrigava-nos a pen­sar. Esse, tal­vez, fosse o seu grande mérito.

Outras refe­rên­cia a George Car­lin neste blog

George Car­lin no YouTube

George Car­lin: site oficial

Feira do Livro, 2008

Como é habi­tual, lá fui à Feira do Livro de Lis­boa, ver­são 2008. Este ano a lista de inte­res­ses não era muito grande mas, face à oferta e a um súbito impulso con­su­mista faci­li­tado pela tec­no­lo­gia do Mul­ti­banco, lá “entre­guei” aos seguin­tes títulos:

- Ética Prá­tica, de Peter Sin­ger, Gradiva

- O Sig­ni­fi­cado das Coi­sas, A. C. Gray­ling, Gradiva

- As Vari­an­tes da Expe­ri­ên­cia Cien­tí­fica — Uma visão pes­soal da pro­cura de deus, Carl Sagan, Gradiva

- Em Nome de Deus — A reli­gião na soci­e­dade con­tem­po­râ­nea, Doni­zete Rodri­gues, Edi­ções Afrontamento

- Ludwig Witt­gens­tein, Imma­nuel Kant e David Hume (todos da colec­ção “Filó­so­fos em 90 Minu­tos), Paul Strathern, Edi­to­rial Inqérito

Jesus Christ Superstar

Nem sei como foi pos­sí­vel ainda não ter feito uma refe­rên­cia a este musi­cal nas pági­nas deste blog. Jesus Christ Supers­tar é a minha ópera rock favo­rita; pro­vo­ca­tó­ria, ima­gi­na­tiva e com uma música soberba, auto­ria de Andrew Lloyd Web­ber e Tim Rice. O filme é tam­bém uma inter­pre­ta­ção quase psi­ca­dé­lica dos evan­ge­lhos e transformou-se, à data da sua pro­du­ção (1973), o alvo pre­fe­rido das crí­ti­cas cristãs.

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