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Matemática e Português

Os resul­ta­dos dos exa­mes naci­o­nais do 9º ano de Por­tu­guês e Mate­má­tica regis­ta­ram uma des­cida nas médias e uma subida nas repro­va­ções. Um repre­sen­tante da CNIPE - Con­fe­de­ra­ção Naci­o­nal Inde­pen­dente de Pais e Encar­re­ga­dos de Edu­ca­ção — mostrou-se indig­nado com o grau de exi­gên­cia dos exa­mes! Mas que raio de repre­sen­tan­tes são estes que que­rem criar uma gera­ção de incul­tos e analfabetos?

O que estes “repre­sen­tan­tes” não per­ce­bem é que um sis­tema de ensino faci­li­tista que pro­teja os cábu­las e os irres­pon­sá­veis acaba por ape­nas favo­re­cer os filhos das clas­ses soci­ais mais ele­va­das e com capa­ci­dade para colo­car os seus filhos em esco­las em que o faci­li­tismo não seja a norma e os graus de exi­gên­cia obri­guem a nive­lar todos por cima.

Dito por outras pala­vras, a maior parte dos estu­dan­tes de ori­gem social mais humil­dade tem mais hipó­te­ses de poder melho­rar a sua con­di­ção em rela­ção aos seus pro­ge­ni­to­res atra­vés de um ensino mais exi­gente, menos faci­li­tista e que esti­mule e pro­mova o mérito indi­vi­dual e cole­tivo do que atra­vés de um sis­tema que impli­ci­ta­mente fil­tre os filhos dos mais ricos para as esco­las mais eficientes.

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