Internet: velocidade ou profundidade no acesso à informação?

Como é normal, chega-se ao final de um ano civil e arranjam-se sempre mil e um argumentos para fazer balanços e estranhas contabilizações sobre os mais, os melhores ou os tops do ano que finda. Pela minha parte – olhando para trás agora que 2010 se aproxima do fim – tenho que fazer um esforço muito grande para não deixar questões pessoais interferirem nessa minha análise, uma vez que este foi, seguramente, um daqueles anos de que me irei recordar como sendo bastante maus.

Feito esse esforço, diria que o que mais deixará marcas no mundo em que vivemos, ou melhor, na sociedade em que vivemos, será o caso Wikileaks. Este fenómeno que tem vindo a crescer gradualmente nos últimos anos vem confirmar algo que apenas os mais cépticos sabiam ser verdade e que tem a ver com a noção de informação que temos através desta maravilhosa ferramenta que é a internet. De facto, até que outros fenómenos como a Wikileaks despontem – se despontarem -, por mais propaganda que os governos de todas as facções politicas produzam sobre o acesso à informação que a internet permite, haverá sempre algo que será omisso nessas mensagens propagandistas. É que a internet, no entender dos governantes, deve servir para ter um acesso mais rápido e confortável à informação desde que seja a informação de sempre! Se for para permitir o acesso a qualquer tipo de informação que também não nos seria disponibilizada sem internet, então, quem se servir da internet com esses objectivos é denominado de terrorista cibernético, ou qualquer coisa do género.

Pois é! O que a internet nos permite é aceder com muito mais rapidez à informação que outrora já estaria disponível, embora menos à mão. Para mais do que isso, é demasiado inconveniente. Que é como quem diz, podes ir mais depressa mas segue os caminhos do costume!

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