25 de Abril, Dia da Liberdade

Não tenho a menor dúvida que se não tivesse acon­te­cido o 25 de Abril de 1974 a minha vida e a da mai­o­ria das pes­soas que conheço teria sido bem dife­rente. Em ter­mos de acon­te­ci­men­tos his­tó­ri­cos foi, sem dúvida, o acon­te­ci­mento que mais terá con­di­ci­o­nado a minha vivência.

Con­tudo, gosto de me dis­tan­ciar daque­las frases-padrão que são muito apre­go­a­das nesta altura do ano: “25 de Abril sem­pre”, “Con­quis­tar Abril”, “É pre­ciso sal­var Abril”, etc. Exis­tiam mui­tas boas ideias ine­ren­tes à revo­lu­ção, ou no seu período sub­se­quente, que hoje em dia estão com­ple­ta­mente ultra­pas­sa­das e que até naquela altura goza­vam de exces­siva cre­di­bi­li­dade face à eufo­ria revo­lu­ci­o­ná­ria que então se vivia.

Para mim, essen­ci­al­mente, deve-se “reflec­tir Abril”. Só assim pode­re­mos enten­der a neces­si­dade então exis­tente de Abril acon­te­cer e, a par­tir daí, fica­re­mos muito mais bem pre­pa­ra­dos para nunca mais dei­xar­mos que acon­teça a ditadura.

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25. Abril 2009 by Helder Sanches
Categories: Portugal, Sociedade | Leave a comment

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