Arquivo para Junho, 2008

De um anónimo cheio de bom senso

Blogging, Pessoais Sem Comentários »

A simple friend thinks the friendship is over when you have an argument.

A real friend knows that it’s not a friendship until after you’ve had a fight.

Cepticismo, milagres e ciência

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Michael Shermer, durante as palestras “TED Talks“, em Fevereiro de 2006, esclarece-nos, com uma simplicidade e clareza invejáveis, o que não é ciência.

Repleto de exemplos magníficos, este vídeo certamente encantará todos aqueles que partilham uma postura céptica em relação às pseudo-ciências que tanto abundam nos meios de divulgação da actualidade. Em 13 minutos apenas, Shermer consegue destruir alguns dos mais conhecidos “fenómenos” que têm invadido as páginas dos jornais nas últimas décadas.

Uma chamada de atenção para um excelente cartoon que aparece logo nos primeiros minutos do vídeo. Para quem quiser apreciar com maior tranquilidade, é só fazer scroll até ao final da página.

Jesus…

Humor 8 Comentários »

…numa situação desesperante. Isto estava a ficar muito sério, já tinha saudades de uma provocaçãozita!

We band of brothers

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Gostei tanto deste texto do Ricardo Silvestre no Portal Ateu que passo a colocá-lo aqui na íntegra com a devida vénia:

From this day to the ending of the world,
But we in it shall be remembered-
We few, we happy few, we band of brothers;
For he to-day that sheds his blood with me
Shall be my brother; be he ne’er so vile,
(Shakespeare, Henry V)

Este fim-de-semana estiverem juntas 5 pessoas que acontece serem ateístas.

Se não fosse essa filosofia de vida, muito possivelmente nunca se teriam encontrado: teriam se calhar se cruzado nas ruas de Coimbra, ou do Porto, ou de Lisboa, mas a probabilidade de não identificarem naquela pessoa a condição que agora as aproxima é muito elevada.

Mas assim não foi neste caso.

E assim se encontraram, assim se conheceram pessoalmente, assim cruzaram ideias e convicções, assim passaram momentos de distracção, assim passaram momentos de fraternidade.

Jantaram juntos à mesma mesa, sentaram-se no mesmo espaço do Bairro Alto, encontraram-se num largo com uma igreja como cenário, se sentaram em ciclo de amizade e partilha à frente de uma mesa bem posta, bem guarnecida, bem oferecida: com dedicação e num primor de bem receber.

E estes ateístas se conheceram melhor: com mais ou menos cabelo, com roupas mais ou menos coloridas, com mais ou menos perímetro da cintura, com linguagens mais ou menos complicadas, com frases mais ou menos estapafúrdias.

Foram trocados argumentos sérios, foram contadas histórias inacreditáveis, foram ditas banalidades, foram partilhadas crenças e filosofias de vida.

Falou-se em música, em geologia, em cinema, em arte, em ciência. Falou-se de sociedade, em gastronomia, em cevada, e pasme-se (o horror, o horror!!) em karaoke.

E assim se despediram. Mais convictos que não estão sós. Convencidos que o ateísmo pode ser uma fonte de inspiração, de encanto, de propósito. Contentes por participarem num objectivo comum, e de poderem ter tido a oportunidade de passar para além de um écran ou de uma voz num telefone.

Carpe diem, “band of brothers”.

* por Ricardo Silvestre no Portal Ateu

Carpe diem, Ricardo! Obrigado.

George Carlin morre aos 71

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O comediante George Carlin morreu este domingo vítima de insuficiência cardíaca.

Vencedor de um Grammy Award, Carlin ficou conhecido pelo seus exageros na vida e no palco. Com um humor contundente onde expunha as contradições da sociedade com uma irreverência avassaladora, Carlin é uma das maiores influências para as novas gerações de comediantes de stand-up.

São vários os apontamentos de George Carlin relacionados com a critica religiosa. Nestes apontamentos - como em todos os outros - o comediante não se limitava a fazer-nos rir: obrigava-nos a pensar. Esse, talvez, fosse o seu grande mérito.

Outras referência a George Carlin neste blog

George Carlin no YouTube

George Carlin: site oficial

Oh, Amor, não me mataste o desejo

Ateísmo Sem Comentários »

Há quem compare a dedicação, admiração e mesmo paixão de algumas pessoas a Deus com o amor cego de um adolescente pela sua última paixão, quando as hormonas turvam a visão e o discernimento. Da mesma forma que parece impossível chamar à razão o adolescente para os falsos atributos da sua amada ou para o risco potencial de um futuro pouco promissor junto desta, também parece ser tarefa inglória tentar clarear a visão dos crentes relativamente ao seu objecto de paixão.

Que centros de prazer serão estimulados pela dedicação a um ser hipotético e invisível? De onde virá a sensação de conforto transmitida por tal dedicação? Não será, certamente, pelos resultados obtidos. Não há registos de que os crentes sejam mais felizes que os não crentes, que vivam mais ou melhor, enfim, que conduzam a vida com maior dignidade ou virtude, o que quer que isso possa significar.

Estaremos, então, numa encruzilhada insolúvel em que nos resta apenas observar a entrega doentia, embora voluntária, a uma paixão sem futuro? Terá Deus o papel da jovem libidinosa e o crente o papel de adolescente portador de hormonas em ebulição? Se assim for, apenas nos resta esperar pelo amadurecimento da personalidade colectiva da humanidade e aguardar que os impulsos hormonais regridam, cedendo espaço à razoabilidade e à ponderação.

O que separa um ateu de um crente

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De uma forma minimalista, poderia dizer-se que o que separa um ateu de um crente é apenas o facto de se acreditar ou não em deus(es). Só que essa pequena (grande) diferença arrasta consigo um variadíssimo rol de posturas divergentes relativamente à forma de encarar a vida.

Antes de mais, o “um ateu” do título sou eu e não outro qualquer; portanto, o título também poderia ser “O que me separa dos crentes” mas, como haverão mais ateus a partilhar pelo menos algumas das minhas razões, optei por este titulo. Por outro lado, o “um crente” do título não é ninguém em particular, de nenhuma religião ou crença específica; é possível - e até provável - que a maioria dos crentes não se revejam em todas as diferenças apontadas. Mas, mesmo correndo o risco de uma generalização exagerada, parece-me interessante a análise do que nos separa.

A ordem pela qual os pontos são apresentados é totalmente irrelevante.

Noção do Sagrado - Esta noção é tão ou mais importante para alguns crentes do que a(s) própria(s) entidade(s) divina(s). É o reconhecimento comum e colectivo do Sagrado que imprime nos grupos de crentes o sentimento de unidade social, a identificação colectiva. Muitos crentes não praticantes, embora desligados no seu dia a dia das cerimónias e dos rituais, mantêm a Noção do Sagrado intacta. O Sagrado pode ser um objecto, um local, uma pessoa ou até uma data que pela sua simbologia divina ou pela sua relação com o divino se encontra acima de qualquer suspeita, merecendo profunda veneração e respeito inquestionável. Para um ateu esta condição é absurda; afastado o conceito de divino, nem nada nem ninguém pode merecer tais atributos. O ateu terá, quanto muito, um leque de ideias e valores que considerará basilares para a construção de uma sociedade justa; mas mesmo essas ideias e valores deverão ser continuamente questionadas de forma a puderem ser rectificadas e melhoradas num processo ininterrupto.

Racionalismo e Modelo de Realidade - Para um ateu, a única forma de entender o mundo é através da razão. Não é através de sensações, revelações ou visões de qualquer espécie, mas sim através do intelecto e de uma forma dedutiva. Para um crente, a razão não é suficiente para a obtenção do conhecimento do mundo. Para este, existem verdades insondáveis, de um domínio metafisico, apenas alcançáveis pela via religiosa. Separa-nos, portanto, não apenas o método, mas também as expectativas, uma vez que para o crente a realidade absoluta estará sempre para além do que a razão pode alcançar. Não são precisos muitos conhecimentos de história para nos apercebermos que o avanço do conhecimento científico tem implicado um decréscimo nas áreas outrora integrantes da tal realidade apenas alcançável pela experiência religiosa.

Tolerância - A grande diferença aqui consiste na facilidade com que se utilizam mecanismos fúteis para defesa daquilo em que se acredita. Nenhuma religião é tolerante enquanto se sentir ofendida pelo facto de alguns dos seus ícones sagrados serem utilizados por cartoonistas, artistas plásticos porno ou realizadores de cinema polémicos. Um ateu pouco se importa que um artista crente desenhe uma caricatura de Charles Darwin com corpo de chimpanzé. Tolerância não significa achar que todas as ideias são válidas; significa, isso sim, reconhecer aos outros o direito de ter ou defender quaisquer ideias, mesmo as incorrectas ou falsas. Quando as religiões não se desmarcam das descobertas cientificas que põem em causa as suas doutrinas milenares não estão a ser tolerantes; estão, sim, a ser demagogas. Caso contrário, a colagem à ciência teria como consequência a descolagem da doutrina.

Vida, Morte e Sentido de Existência - Tenho como razões primordiais para o surgimento do fenómeno religioso a tentativa de explicação da realidade e o reconforto para a incógnita da morte. Para um crente, a expectativa de que a sua existência não acaba com a morte, que se prolonga para além desta, deverá ser uma questão fundamental. Seja pela promessa de uma outra realidade mais feliz, pelo receio de um castigo supremo ou simplesmente pela a azia provocada pelo desconhecido, não há dúvida que esta deverá ser uma matéria que causará grandes angústias a quem viver com tal credo. Para um ateu, nada disto faz sentido. Imagino o meu futuro após a minha morte da mesma forma que imagino o meu passado antes do meu nascimento: nulo, isento de experiência ou de noção seja do que for. Resta-me apenas viver esta vida o melhor que puder. Para mim, a questão filosófica não é o “porque vivo?” mas sim o “como vivo?”. É na resposta a esta questão que se pode encontrar o sentido de existência.

Site da AAP já no ar

Ateísmo, Blogging, Portugal Sem Comentários »

Acabei esta madrugada a instalação do site da AAP - Associação Ateísta Portuguesa. Já o podem ver aqui.

Como todos os novos sites, irá sendo melhorado com o tempo, acrescentando-lhe novos serviços. Espero que gostem.