Arquivo para Novembro, 2007

Leituras para o fim de semana

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Aqui fica a recomendação de algumas leituras para um fim de semana que desejo que seja excelente para todos:

What does a free society require of believers and non-believers alike? - Excelente texto no Guardian Unlimited sobre as diferenças entre secularismo, ateísmo e a necessidade da convivência em sociedade dos cidadãos de diversas sensibilidades.

The Thought Police - Será que os julgamentos morais não passam, afinal, de julgamentos sobre o pensamento?

The Cult-like Culture of Atheism Critics - Qual o maior culto? O ateísmo ou considerá-lo como tal?

Diário Ateísta: 4 anos

Ateísmo, Blogging 3 Comentários »

Logo Diário AteístaO Diário Ateísta comemora hoje 4 anos de vida. Juntei-me à equipa muito recentemente, tendo até então vivido o site ateismo.net/DA apenas como leitor e comentador aqui e ali no antigo fórum.

É inegável a importância do trabalho que os fundadores e primeiros colaboradores do DA colocaram num blog que é actualmente dos mais visitados em Portugal. Para eles vai o meu sincero reconhecimento pela coragem e oportunidade demonstradas.

Parabéns, DA.

Reencarnação sob referendo

Religião 2 Comentários »

Dalai LamaSegundo noticia o Times Online, o Dalai Lama coloca a hipótese de consultar os seus seguidores num referendo sobre a sua reencarnação. Basicamente, pretende saber se os seus cerca de 14 milhões de seguidores em todo o mundo pretendem que ele reencarne ou não! Se a maioria achar que não, ele simplesmente não renascerá; caso contrário, quebrará a tradição centenária e nomeará ele próprio um reencarnado. Parece complicado, mas não é. Afinal, é apenas religião… e tudo é possível!

Jesus Christ Superstar

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Nem sei como foi possível ainda não ter feito uma referência a este musical nas páginas deste blog. Jesus Christ Superstar é a minha ópera rock favorita; provocatória, imaginativa e com uma música soberba, autoria de Andrew Lloyd Webber e Tim Rice. O filme é também uma interpretação quase psicadélica dos evangelhos e transformou-se, à data da sua produção (1973), o alvo preferido das críticas cristãs.

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Símbolos religiosos

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Símbolos religiosos é o que não falta por esse mundo fora. Nesta página podem descobrir muitos deles.

A lata de deus (ou deus enlatado)

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God Can how to

Realmente, para algumas coisas é preciso ter lata. De início até pensei que se tratasse apenas de uma brincadeira do Friendly Atheist. Mas não.

God Can é um produto à venda online que faz… nada! Uma lata com uma ranhura - tipo mealheiro - para colocar preces, rezas e orações, enfim, tudo aquilo que se queira dizer “para o boneco”. Por $2.75 ($3.75 na versão deluxe, pois claro), obtem-se uma lata de feijão sem feijões e com um rótulo de um péssimo mau gosto.

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Reflectir o meu ateísmo - Parte 4

Ateísmo 17 Comentários »

A desnecessidade de crer

LacrauUm dos argumentos mais utilizados pelos crentes é a felicidade que encontram ao descobrirem deus; tal descoberta enche-os de alegria, completa-os, enfim, adquirem um propósito para a vida. Não consigo deixar de sentir alguma angústia sempre que tento alcançar o significado de tais afirmações. Não consigo deixar de sentir alguma revolta quando insinuam que sem a tal descoberta de deus a vida de qualquer um é desprovida de propósito.

Encontrar um propósito para a vida numa fantasia milenar, isso sim, é doentio e, não fossem os convencionalismos culturais, digno de merecer um exame psiquiátrico urgente.

“Crer” e “ter fé” não passam de formalismos culturais para a aceitação do desconhecido e do medo da morte; não passam de máscaras obsoletas com um selo de garantia para a vida eterna, esse desejo simultaneamente tão humano e despropositado.

A mim, o que me enche de alegria, completa e dá propósito para a vida são circunstancias muito mais terrenas e realistas. Não preciso de vidas eternas nem de recompensas post-mortem.  Estou muito mais perto de um macaco, de um cão ou de um lacrau do que de deus e essa constatação deixa-me seguro quanto à minha sanidade mental.

No entanto, a pergunta prevalece: mas, qual é o mal em “Crer”? Nenhum, se quem crê tiver noção de que se trata de uma fantasia e guardar essa paranóia para si próprio. Mas, tem todo o mal quando essa crença força que eu tenha que viver pelos padrões morais de quem crê ou quando a fé move montanhas de destruição no formato de guerras ditas santas.

The Golden Compass

Ateísmo, Sociedade 3 Comentários »

The Golden CompassNas últimas semanas, a paranóia cristã tem andado altamente crispada para os lados da terra do Uncle Sam. Em causa está a aproximação da estreia do filme “The Golden Compass” (”A Bússola Dourada” em português), realizado por Chris Weitz, baseado na primeira parte da trilogia “His Dark Materials”, de Phillip Pullman.

De facto, Pullman nunca negou que esta trilogia tinha surgido da necessidade que ele próprio sentiu de dar uma resposta à propaganda cristã na obra de C.S. Lewis, The Chronicles of Narnia. Agora que a obra de Pullman é adaptada ao cinema, um formato muito mais cativante para as crianças e adolescentes dos dias de hoje, eis que surgem todo o tipo de opiniões doentias, fundamentalistas e aberrantes que suportam a ideia de que permitir que as crianças vejam este filme é uma espécie de pecado mortal que lhes abrirá as portas ao mundo herege do ateísmo! Independentemente da qualidade do filme ou dos livros (Carnegie Medal, 1995), não deixa de ser bastante sintomático esta reacção dos conservadores cristãos. Uma escola no Canadá teve mesmo o desplante de remover a obra de Pullman da sua biblioteca por o autor ser um ateu confesso! A sugestão de PZ Meyers demonstra bem onde se chegaria se essa regra fosse levada a sério.

“The Golden Compass” é uma história de fantasia que se inicia em Oxford, mas num universo paralelo. O equivalente às almas chamam-se daemons e parece que foram traduzidos para português como génios. Ao contrário das fantasias do nosso universo, estas habitam fora dos corpos e são animais conhecidos de todos nós. Até já descobri o meu próprio génio. Agora, só me falta descobrir o filme assim que estrear. Eu e a restante família também, claro!