A Europa e o Criacionismo na Educação

Há dias feli­zes em que parece que, afi­nal, ainda exis­tem polí­ti­cos razoáveis.

Alguns mem­bros da Assem­bleia Par­la­men­tar do Con­ce­lho Euro­peu avan­ça­ram com uma moção para reco­men­da­ção inti­tu­lada “The dan­gers of cre­a­ti­o­nism in edu­ca­tion”. Fica aqui a sua transcrição:

1. The Assem­bly asserts the stan­dard set­ting role of the Coun­cil of Europe and is aware of its own res­pon­si­bi­lity in re-assessing the basis on which our soci­e­ties are to be built. It recog­ni­ses sci­ence as part of this basis.

2. The advance of sci­en­ti­fic kno­wledge through the pro­cess of rati­o­nal enquiry is thou­sands of years old. Anci­ent civi­li­sa­ti­ons around the World made valu­a­ble con­tri­bu­ti­ons. Modern sci­ence star­ted in Europe with the sci­en­ti­fic revo­lu­tion of the 15th and 16th cen­tu­ries. This was fol­lowed by the Age of Enligh­ten­ment in the 18th and has con­ti­nued to the pre­sent. New the­o­ries were sel­dom easily accep­ted by the esta­blish­ment, as was the case for ins­tance with Lamarck and Darwin’s work on evo­lu­tion in the 19th century.

3. Howe­ver, in recent years we have wit­nes­sed attempts to recon­cile the bibli­cal account of cre­a­tion with modern sci­ence and outlaw the the­ory of evo­lu­tion. “Cre­a­ti­o­nists” pre­tend that “intel­li­gent design” by a supreme entity is the sci­en­ti­fic expla­na­tion for the universe.

4. Such an appro­ach has no cre­di­bi­lity among the sci­en­ti­fic com­mu­nity but has suc­ce­e­ded in rai­sing doubts in less infor­med minds, inclu­ding per­sons with high poli­ti­cal res­pon­si­bi­li­ties, mainly in the USA but also in Europe. Some scho­ols are now for­ced to teach cre­a­ti­o­nism. The mid­dle path of pro­vi­ding equal time for both merely offers a mid­dle way between truth and falsehood.

5. Sup­port for the sci­en­ti­fic the­ory of evo­lu­tion is almost uni­ver­sal among those with reli­gi­ous beli­efs in Europe and nothing in this motion is inten­ded as dis­res­pect for any religion.

6. Howe­ver, the Assem­bly is con­cer­ned at the pos­si­ble nega­tive con­se­quen­ces of the pro­mo­tion of cre­a­ti­o­nism through edu­ca­tion and recom­mends that the Com­mit­tee of Minis­ters assess the situ­a­tion in the Coun­cil of Europe mem­ber coun­tries and pro­pose ade­quate counter-measures.

(Publi­ca­ção simul­tâ­nea: Diá­rio Ateísta / Penso, logo, sou ateu)

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8 pensamentos sobre “A Europa e o Criacionismo na Educação

  1. Sim, não há dúvida que cora­gem não lhe falta. Pena que esteja a falar para autên­ti­cos quadrúpedes.

    Um abraço.

  2. Eu nao quero falar sobre o ateismo, ape­sar de o res­pei­tar. Aliás, irei falar sobre isso! Eu sou cató­lico! Fui cri­ado assim e tenho fé! Con­tudo, quero aqui acres­cen­tar que nao acre­dito muito na ins­ti­tui­çao da igreja! Acho que no fim de tudo, este assunto resume-se a uma ques­tao de esco­lha e fé! Conheço-te a ti, Hel­der, e nao te con­si­dero má pes­soa ou dife­rente de mim por teres cren­ças dife­ren­tes! E diria que no meio de cen­te­nas de supos­tos ateus que conheci, só conheço tres ou qua­tro que o sao mesmo! Nao sei de que falo, mas a esta hora quando o sis­tema alte­rado se ins­tala, lembrei-me de ca vir! Aquele bem haja!

  3. Peço des­culpa! Mas é que nao minha grande terra, sou conhe­cido mais ou menos assim! Nunca ima­gi­nei que nao sou­bes­ses, foi daque­les erros que as pes­soas fazem assu­mindo coi­sas como cer­tas, o que se nunca deve fazer, e sim, eu caí nesse erro, como tenho a cer­teza que por mais que tente, irei cair nova­mente! As minhas des­cul­pas! Fala­mos depois! Aliás, dei­xa­rei aqui mais um comen­ta­rio sobre o ateísmo, não, não o farei, pois o que sei foi o que referi acima, ape­sar de conhe­cer alguns aspec­tos e de o res­pei­tar, lamento mas tenho que ler mais algu­mas coi­sas para poder falar um pouco mais além da minha opi­nião pes­soal!
    Aquele bem haja!

  4. E acres­cento este comen­tá­rio para para pedir des­culpa pelos erros orto­grá­fi­cos! É que, no meu estado, agora, pareceu-me tudo muito cor­recto até ler para mim!

    Mais um aquele bem haja!

  5. Luís?!?! Epá, não fazia a mínima ideia… Porquê ani­mal? Não deve ser coisa boa. Será por causa do final do “Jeremy”? Não, deve ter uma razão mais pro­funda. Depois falamos.

    Um abraço.

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