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	<title>Comentários em: Ética com estética</title>
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	<description>Penso, logo, sou ateu</description>
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		<title>Por: João Vasco</title>
		<link>http://www.heldersanches.com/2007/06/04/etica-com-estetica/comment-page-1/#comment-5983</link>
		<dc:creator>João Vasco</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 08 Jun 2007 11:51:37 +0000</pubDate>
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		<description>Â«Não te vou responder à questão do Frankenstein porque acho sempre preferível (e correcto do ponto de vista racional) discutirem-se conceitos e não casos particulares.Â»

Eu acho que essa recusa é uma má abordagem.
Os casos particulares muitas vezes permitem testar a coerência e universalidade dos conceitos. Em matemática, por exemplo, um caso particular serve para mandar um teorema abaicxo, e até já se conhecem as melhores funções para &quot;testar&quot; teoremas, só para ter uma primeira noção da universalidade destes.

Â«Eu não percebo é porque raio um robot teria que ser programado para poder sofrer!Â»
É simples: imagina que ninguém compreendia de onde vinha a imaginação, a consciência, o sofrimento, mas que era capaz de reproduzir electronicamente o funcionamento do cérebro humano? O ser resultante sofreria exactamente como um ser humano.

Ou então imagina que a criatividade funciona de tal forma, que sem emoções e sentimentos (incluindo a alegria e sofrimento) é impossível ser muito criativo. Para criares um robot muito criativo ele teria de sofrer.

Em qualquer destes casos, seria possível programar um robot que sofresse. Mas existem outros: se alguém quisesse conceber um &quot;companheiro&quot; que emulasse o comportamento de um humano, dificilmente podes emular melhor o comportamento do que se a tua máquina sentir como um ser humano, etc...

Possibilidades há muitas.
Uma máquina que não sente não mrece a nossa consideração ética.
Mas se sentir, como seria possível ignorar o seu sofrimento?

----------

Tu fazes uma pequena máquina, minúscula. É uma máquina de ferro, que vai para um depósito de ferro e constoi máquinas iguais a ela. É a máquina A.

Tu fazes outra máquina minúscula. É extremamente semelhante, mas não tem a capacidade de fazer máquinas iguais a si. É a máquina B.

Tu fazes outra máquina, é um robot com um funcionamento no cérebro igual ao de um coelho. É a máquina C.


Os filhos da máquina A estão vivos. Não foram feitos por ti, mas sim por um ser igual a eles.
Para ti, os filhos da máquina A merecem mais consideração ética que a máquina B (não está viva).
Pior, merecem mais consideração ética que  máquina C (não está viva).

E sinceramente, ainda não entendi o porquê. Sei que é porque estão vivos, mas não entendo o direito de uma bactéria à sobrevivência. Não entendo de onde vem, ou porque é que devamos atribuir, o direito dos filhos da máquina A à sobrevivência.
Um mundo em que a terra fosse toda ela feita de bactérias (em vez de ser um calhau com rochas), assumindo que isso seria sustentável, era um mundo melhor? Era um mundo com muito mais vida, mas era um mundo mais desejável?

É que eu acho que um mundo com menos sofrimento e mais alegria e felicidade seria um mundo melhor. Acho que a ética serve para encontrarmos formas de promover esse mundo. E esse mundo não fica mais distante por destruírmos bactérias, ou os filhos da máquina A.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Â«Não te vou responder à questão do Frankenstein porque acho sempre preferível (e correcto do ponto de vista racional) discutirem-se conceitos e não casos particulares.Â»</p>
<p>Eu acho que essa recusa é uma má abordagem.<br />
Os casos particulares muitas vezes permitem testar a coerência e universalidade dos conceitos. Em matemática, por exemplo, um caso particular serve para mandar um teorema abaicxo, e até já se conhecem as melhores funções para “testar” teoremas, só para ter uma primeira noção da universalidade destes.</p>
<p>Â«Eu não percebo é porque raio um robot teria que ser programado para poder sofrer!Â»<br />
É simples: imagina que ninguém compreendia de onde vinha a imaginação, a consciência, o sofrimento, mas que era capaz de reproduzir electronicamente o funcionamento do cérebro humano? O ser resultante sofreria exactamente como um ser humano.</p>
<p>Ou então imagina que a criatividade funciona de tal forma, que sem emoções e sentimentos (incluindo a alegria e sofrimento) é impossível ser muito criativo. Para criares um robot muito criativo ele teria de sofrer.</p>
<p>Em qualquer destes casos, seria possível programar um robot que sofresse. Mas existem outros: se alguém quisesse conceber um “companheiro” que emulasse o comportamento de um humano, dificilmente podes emular melhor o comportamento do que se a tua máquina sentir como um ser humano, etc…</p>
<p>Possibilidades há muitas.<br />
Uma máquina que não sente não mrece a nossa consideração ética.<br />
Mas se sentir, como seria possível ignorar o seu sofrimento?</p>
<p>———-</p>
<p>Tu fazes uma pequena máquina, minúscula. É uma máquina de ferro, que vai para um depósito de ferro e constoi máquinas iguais a ela. É a máquina A.</p>
<p>Tu fazes outra máquina minúscula. É extremamente semelhante, mas não tem a capacidade de fazer máquinas iguais a si. É a máquina B.</p>
<p>Tu fazes outra máquina, é um robot com um funcionamento no cérebro igual ao de um coelho. É a máquina C.</p>
<p>Os filhos da máquina A estão vivos. Não foram feitos por ti, mas sim por um ser igual a eles.<br />
Para ti, os filhos da máquina A merecem mais consideração ética que a máquina B (não está viva).<br />
Pior, merecem mais consideração ética que  máquina C (não está viva).</p>
<p>E sinceramente, ainda não entendi o porquê. Sei que é porque estão vivos, mas não entendo o direito de uma bactéria à sobrevivência. Não entendo de onde vem, ou porque é que devamos atribuir, o direito dos filhos da máquina A à sobrevivência.<br />
Um mundo em que a terra fosse toda ela feita de bactérias (em vez de ser um calhau com rochas), assumindo que isso seria sustentável, era um mundo melhor? Era um mundo com muito mais vida, mas era um mundo mais desejável?</p>
<p>É que eu acho que um mundo com menos sofrimento e mais alegria e felicidade seria um mundo melhor. Acho que a ética serve para encontrarmos formas de promover esse mundo. E esse mundo não fica mais distante por destruírmos bactérias, ou os filhos da máquina A.</p>
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	<item>
		<title>Por: Helder Sanches</title>
		<link>http://www.heldersanches.com/2007/06/04/etica-com-estetica/comment-page-1/#comment-5955</link>
		<dc:creator>Helder Sanches</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 08 Jun 2007 04:42:30 +0000</pubDate>
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		<description>João Vasco,

A razão porque aos doentes com morte cerebral se lhes desliga a máquina tem a ver com gestão de recursos. Como sabes, não existe nenhum local do mundo onde os recursos médicos sejam infinitos, portanto aquele equipamento específico pode servir para um outro doente com hipóteses de sobrevivência com qualidade de vida.

Essa tua argumentação é demagógica. Se realmente a razão para lhes desligar a máquina fosse a não existência de consideração ética pelos doentes com morte cerebral, em vez de lhes desligarem a máquina iam para uma sala de anatomia onde os futuros cirurgiões poderiam aprender a operar. Ou retiravam-se os órgãos vitais para transplante enquanto vivos. Ao fim e ao cabo, pela tua perspectiva, que diferença faria? Penso que nenhuma. Tal prática não lhes causaria qualquer dor ou stress, certo?

Não te vou responder à questão do Frankenstein porque acho sempre preferível (e correcto do ponto de vista racional) discutirem-se conceitos e não casos particulares. Começávamos no Frankenstein e acabávamos  no T-1000 de &quot;Exterminador Implacável 2&quot;! Não faria qualquer sentido.

Eu não percebo é porque raio um robot teria que ser programado para poder sofrer! Mas isso é outra discussão.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>João Vasco,</p>
<p>A razão porque aos doentes com morte cerebral se lhes desliga a máquina tem a ver com gestão de recursos. Como sabes, não existe nenhum local do mundo onde os recursos médicos sejam infinitos, portanto aquele equipamento específico pode servir para um outro doente com hipóteses de sobrevivência com qualidade de vida.</p>
<p>Essa tua argumentação é demagógica. Se realmente a razão para lhes desligar a máquina fosse a não existência de consideração ética pelos doentes com morte cerebral, em vez de lhes desligarem a máquina iam para uma sala de anatomia onde os futuros cirurgiões poderiam aprender a operar. Ou retiravam-se os órgãos vitais para transplante enquanto vivos. Ao fim e ao cabo, pela tua perspectiva, que diferença faria? Penso que nenhuma. Tal prática não lhes causaria qualquer dor ou stress, certo?</p>
<p>Não te vou responder à questão do Frankenstein porque acho sempre preferível (e correcto do ponto de vista racional) discutirem-se conceitos e não casos particulares. Começávamos no Frankenstein e acabávamos  no T-1000 de “Exterminador Implacável 2″! Não faria qualquer sentido.</p>
<p>Eu não percebo é porque raio um robot teria que ser programado para poder sofrer! Mas isso é outra discussão.</p>
]]></content:encoded>
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	<item>
		<title>Por: João Vasco</title>
		<link>http://www.heldersanches.com/2007/06/04/etica-com-estetica/comment-page-1/#comment-5949</link>
		<dc:creator>João Vasco</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 08 Jun 2007 00:48:53 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://www.heldersanches.com/2007/06/04/etica-com-estetica/#comment-5949</guid>
		<description>Comentarei o novo artigo quando a argumentação surgir.
Desde já informo que concordo com o gráfico.


Quanto ao direito de sobrevivência, ele é negado a alguém -um ser humano - que está ligado a uma máquina que tenha sofrido morte cerebral. O ser humano está vivo, mas não sente - deixa de ter o direito inaleenável a viver.

E assim é que deve ser. 

E acho que o Frankenstein, uma vez accionado, mesmo sem estar vivo, deve ter o direito a não ser destruído. Porque uma vez accionado, ele sofreria. Não percebo como é que não considerarias eticamente relevante a destruição de um robot que sofresse tanto como nós podemos sofrer ao morrer.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Comentarei o novo artigo quando a argumentação surgir.<br />
Desde já informo que concordo com o gráfico.</p>
<p>Quanto ao direito de sobrevivência, ele é negado a alguém –um ser humano — que está ligado a uma máquina que tenha sofrido morte cerebral. O ser humano está vivo, mas não sente — deixa de ter o direito inaleenável a viver.</p>
<p>E assim é que deve ser. </p>
<p>E acho que o Frankenstein, uma vez accionado, mesmo sem estar vivo, deve ter o direito a não ser destruído. Porque uma vez accionado, ele sofreria. Não percebo como é que não considerarias eticamente relevante a destruição de um robot que sofresse tanto como nós podemos sofrer ao morrer.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Helder Sanches &#187; Gráfico da Consideração Ética</title>
		<link>http://www.heldersanches.com/2007/06/04/etica-com-estetica/comment-page-1/#comment-5926</link>
		<dc:creator>Helder Sanches &#187; Gráfico da Consideração Ética</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 Jun 2007 18:39:48 +0000</pubDate>
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		<description>[...] Neste artigo, eu e o João Vasco temos vindo a debruçar-nos sobre quem é merecedor de consideração ética. Este gráfico serve para me ajudar a visualizar as diferenças e as consequências das nossas opiniões. Se o João não estiver de acordo com a minha interpretação gráfica alterarei o gráfico em conformidade. [...]</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>[…] Neste artigo, eu e o João Vasco temos vindo a debruçar-nos sobre quem é merecedor de consideração ética. Este gráfico serve para me ajudar a visualizar as diferenças e as consequências das nossas opiniões. Se o João não estiver de acordo com a minha interpretação gráfica alterarei o gráfico em conformidade. […]</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Helder Sanches</title>
		<link>http://www.heldersanches.com/2007/06/04/etica-com-estetica/comment-page-1/#comment-5923</link>
		<dc:creator>Helder Sanches</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 Jun 2007 17:51:06 +0000</pubDate>
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		<description>Porque só aos seres vivos podemos reconhecer o direito à sobrevivência. E esse direito é independente dos níveis de complexidade do seu sistema nervoso.

O direito à sobrevivência é, por si só, um valor inquestionável, merecedor de toda e qualquer consideração ética.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Porque só aos seres vivos podemos reconhecer o direito à sobrevivência. E esse direito é independente dos níveis de complexidade do seu sistema nervoso.</p>
<p>O direito à sobrevivência é, por si só, um valor inquestionável, merecedor de toda e qualquer consideração ética.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: João Vasco</title>
		<link>http://www.heldersanches.com/2007/06/04/etica-com-estetica/comment-page-1/#comment-5856</link>
		<dc:creator>João Vasco</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 Jun 2007 09:59:04 +0000</pubDate>
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		<description>Â«para mim é condição base estar vivo para beneficiar de consideração éticaÂ»

O que eu pergunto é: porquê.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Â«para mim é condição base estar vivo para beneficiar de consideração éticaÂ»</p>
<p>O que eu pergunto é: porquê.</p>
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	<item>
		<title>Por: Helder Sanches</title>
		<link>http://www.heldersanches.com/2007/06/04/etica-com-estetica/comment-page-1/#comment-5844</link>
		<dc:creator>Helder Sanches</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 Jun 2007 04:44:22 +0000</pubDate>
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		<description>João,

Na tua pergunta do martelo tu próprio dás a resposta. Se para mim é condição base estar vivo para beneficiar de consideração ética, é circular colocar a pergunta da forma que a colocas.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>João,</p>
<p>Na tua pergunta do martelo tu próprio dás a resposta. Se para mim é condição base estar vivo para beneficiar de consideração ética, é circular colocar a pergunta da forma que a colocas.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: João Vasco</title>
		<link>http://www.heldersanches.com/2007/06/04/etica-com-estetica/comment-page-1/#comment-5841</link>
		<dc:creator>João Vasco</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 Jun 2007 00:51:19 +0000</pubDate>
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		<description>Por fim, mesmo que achasses as minhas ideias ridículas poderíamos ter uma discussão interessante e construtiva à mesma. Ainda bem que não é o caso, mas não haveria problema.

O importante é manter uma atitude construtiva e centrarmo-nos nos argumentos, e eu cá estou a gostar da conversa, mesmo que o kota ache pretenciosa :p</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Por fim, mesmo que achasses as minhas ideias ridículas poderíamos ter uma discussão interessante e construtiva à mesma. Ainda bem que não é o caso, mas não haveria problema.</p>
<p>O importante é manter uma atitude construtiva e centrarmo-nos nos argumentos, e eu cá estou a gostar da conversa, mesmo que o kota ache pretenciosa :p</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: João Vasco</title>
		<link>http://www.heldersanches.com/2007/06/04/etica-com-estetica/comment-page-1/#comment-5840</link>
		<dc:creator>João Vasco</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 Jun 2007 00:45:47 +0000</pubDate>
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		<description>Â«Mas, respondendo directamente à tua pergunta, nós estamos de acordo que não merecem consideração ética objectos não vivos que não sentem mas por razões diferentes. Tu porque eles não sentem, eu porque eles não são seres vivosÂ»

Isso não responde à minha pergunta.
Aquilo que eu quero saber é porque é que o facto do martelo não estar vivo lhe nega qualquer dignidade ética.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Â«Mas, respondendo directamente à tua pergunta, nós estamos de acordo que não merecem consideração ética objectos não vivos que não sentem mas por razões diferentes. Tu porque eles não sentem, eu porque eles não são seres vivosÂ»</p>
<p>Isso não responde à minha pergunta.<br />
Aquilo que eu quero saber é porque é que o facto do martelo não estar vivo lhe nega qualquer dignidade ética.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: João Vasco</title>
		<link>http://www.heldersanches.com/2007/06/04/etica-com-estetica/comment-page-1/#comment-5839</link>
		<dc:creator>João Vasco</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 Jun 2007 00:43:43 +0000</pubDate>
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		<description>Â«É por isso mesmo, por ser artificial, que não tem que gozar, no meu entender, da mesma consideração ética que os seres vivos. Â»

Estou em total desacordo.
Para o Frankenstein é completamente indiferente se foi criado por um cientista ou por uma mulher, na barriga dela.
O que interessa é que ele sente.
Não está vivo, é artificial - mas que diferença faz isso? Não é por isso que um pontapé lhe doi menos.


Â«Tal máquina pode ser desligada e ligada novamente, reinicializada, sofrer upgrades e updates e não se queixar. Experimenta fazer isso a um ser vivo!Â»

Volto a discordar.
O Frankenstein sofreria se tu o magoasses, mas a bactéria não sofre quando tu tomas medicamentos.
A diferença entre a bactéria e a poeira - a diferença que faz com que tu digas que a primeira está viva e a segunda não - é que a bactéria tem a habilidade de fabricar outras iguais a ela.
Volto a insistir, se tu criares um robot que seja capaz de construir robots iguais a ele, criaste vida. Essa vida merece mais consideração que o Frankenstein (que não está vivo)?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Â«É por isso mesmo, por ser artificial, que não tem que gozar, no meu entender, da mesma consideração ética que os seres vivos. Â»</p>
<p>Estou em total desacordo.<br />
Para o Frankenstein é completamente indiferente se foi criado por um cientista ou por uma mulher, na barriga dela.<br />
O que interessa é que ele sente.<br />
Não está vivo, é artificial — mas que diferença faz isso? Não é por isso que um pontapé lhe doi menos.</p>
<p>Â«Tal máquina pode ser desligada e ligada novamente, reinicializada, sofrer upgrades e updates e não se queixar. Experimenta fazer isso a um ser vivo!Â»</p>
<p>Volto a discordar.<br />
O Frankenstein sofreria se tu o magoasses, mas a bactéria não sofre quando tu tomas medicamentos.<br />
A diferença entre a bactéria e a poeira — a diferença que faz com que tu digas que a primeira está viva e a segunda não — é que a bactéria tem a habilidade de fabricar outras iguais a ela.<br />
Volto a insistir, se tu criares um robot que seja capaz de construir robots iguais a ele, criaste vida. Essa vida merece mais consideração que o Frankenstein (que não está vivo)?</p>
]]></content:encoded>
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