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	<title>Comentários em: Compreender e a Pura Indiferença</title>
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	<description>Penso, logo, sou ateu</description>
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		<title>Por: SAra</title>
		<link>http://www.heldersanches.com/2007/05/22/compreender-e-a-pura-indiferenca/comment-page-1/#comment-18344</link>
		<dc:creator>SAra</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 04 Apr 2009 22:40:59 +0000</pubDate>
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		<description>eu sou agnostica ...e digo que é a melhor escolha ...pois como pode afirmar que deus ou outros seres paranormais existem sem os ter visto?   e como pode afirmar que nao existem?  sem os ter visto?

agnosticismo é simplesmente nao negar ou  afirmar aquilo do que não temos provas



email se quiserem falar:
lady_xxr@hotmail.com</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>eu sou agnostica …e digo que é a melhor escolha …pois como pode afirmar que deus ou outros seres paranormais existem sem os ter visto?   e como pode afirmar que nao existem?  sem os ter visto?</p>
<p>agnosticismo é simplesmente nao negar ou  afirmar aquilo do que não temos provas</p>
<p>email se quiserem falar:<br />
<a href="mailto:lady_xxr@hotmail.com">lady_xxr@hotmail.com</a></p>
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		<title>Por: JPC</title>
		<link>http://www.heldersanches.com/2007/05/22/compreender-e-a-pura-indiferenca/comment-page-1/#comment-11596</link>
		<dc:creator>JPC</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Oct 2007 14:59:57 +0000</pubDate>
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		<description>Pois, em relação ao respeito, também concordo consigo, não acho que haja assim uma diferença tão grande entre nós nesse aspecto. Referia-me mais a um tipo de respeito científico, ou intelectual, vamos lá, relativamente a um fenómeno (a religiosidade) que tem estado sempre presente na história da humanidade e é transversal a todas as culturas. 
Outra coisa em que concordamos é na separação entre o plano racional e o espiritual. Também eu não as confundo, também acho que são dois planos muito distintos da experiência humana e também dou mais crédito à racionalidade e à evidência concreta.
Também eu prefiro procurar â€œexplicações recorrendo aos mesmos métodos que recorro para encontrar explicações noutras matériasâ€.
Em relação à dúvida, há uns tempos expliquei-lhe algures neste blog o que pensava acerca disso e acabei por lhe dar precisamente o exemplo do meteorito na cabeça. Sendo muito certo que ninguém me Â«pode provar em absoluto a existência ou inexistência de deusÂ» ou de seja o que for, também não é menos certo que essa dúvida existencial não conduz todos os aspectos da minha vida, se assim fosse, realmente não sairia de casa. Ou melhor, dúvida há sempre, em relação a tudo, sempre céptico, mas para não imobilizar tenho de fazer escolhas no quotidiano, escolhas no sentido das maiores ou menores probabilidades. Porque também é certo que Â«todos nós temos que viver com os pressupostos que melhor reflectem a realidadeÂ». Claro. Simplesmente, ao contrário do Helder, não consigo ignorar a questão de deus (aliás, o Helder se ignorasse realmente essa questão não escreveria tanto sobre ela). Não ando obcecado pelo tema, mas quando me reclamo agnóstico, faço-o apenas relativamente às grandes questões metafísicas, questões como a de deus (seja lá o que isso for) ou a da morte, por exemplo. No resto prefiro reclamar-me enquanto céptico ou livre-pensador ou outro qualquer rótulo similar. Nesse aspecto seremos todos agnósticos de certa forma, porque simplesmente (ainda) não sabemos. Como já lhe referi também aqui há uns tempos, o meu agnosticismo não é militante, não ando em campanha em prol de qualquer movimento agnóstico. E de certa forma concordo com Bertrand Russel no excerto que o Hélder reproduz mais à frente no seu blog. Em termos relativos também serei mais ateu do que crente. Naturalmente. Até porque perante a multidão de deuses que a humanidade já pariu, acho extremamente improvável que algum deles seja real, porque nunca se viu qualquer evidência de nenhum. Quando me refiro a deus, refiro-me a um símbolo, vamos lá, a um eventual poder unificador e criador, a uma metáfora da criação, do eventual sentido da vida, da natureza do cosmos e do átomo,  etc., de tudo o que a ciência ainda não conseguiu esclarecer, de tudo o que permanece um mistério ou até, porque não?, das alegadas experiências espirituais dos outros.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Pois, em relação ao respeito, também concordo consigo, não acho que haja assim uma diferença tão grande entre nós nesse aspecto. Referia-me mais a um tipo de respeito científico, ou intelectual, vamos lá, relativamente a um fenómeno (a religiosidade) que tem estado sempre presente na história da humanidade e é transversal a todas as culturas.<br />
Outra coisa em que concordamos é na separação entre o plano racional e o espiritual. Também eu não as confundo, também acho que são dois planos muito distintos da experiência humana e também dou mais crédito à racionalidade e à evidência concreta.<br />
Também eu prefiro procurar â€œexplicações recorrendo aos mesmos métodos que recorro para encontrar explicações noutras matériasâ€.<br />
Em relação à dúvida, há uns tempos expliquei-lhe algures neste blog o que pensava acerca disso e acabei por lhe dar precisamente o exemplo do meteorito na cabeça. Sendo muito certo que ninguém me Â«pode provar em absoluto a existência ou inexistência de deusÂ» ou de seja o que for, também não é menos certo que essa dúvida existencial não conduz todos os aspectos da minha vida, se assim fosse, realmente não sairia de casa. Ou melhor, dúvida há sempre, em relação a tudo, sempre céptico, mas para não imobilizar tenho de fazer escolhas no quotidiano, escolhas no sentido das maiores ou menores probabilidades. Porque também é certo que Â«todos nós temos que viver com os pressupostos que melhor reflectem a realidadeÂ». Claro. Simplesmente, ao contrário do Helder, não consigo ignorar a questão de deus (aliás, o Helder se ignorasse realmente essa questão não escreveria tanto sobre ela). Não ando obcecado pelo tema, mas quando me reclamo agnóstico, faço-o apenas relativamente às grandes questões metafísicas, questões como a de deus (seja lá o que isso for) ou a da morte, por exemplo. No resto prefiro reclamar-me enquanto céptico ou livre-pensador ou outro qualquer rótulo similar. Nesse aspecto seremos todos agnósticos de certa forma, porque simplesmente (ainda) não sabemos. Como já lhe referi também aqui há uns tempos, o meu agnosticismo não é militante, não ando em campanha em prol de qualquer movimento agnóstico. E de certa forma concordo com Bertrand Russel no excerto que o Hélder reproduz mais à frente no seu blog. Em termos relativos também serei mais ateu do que crente. Naturalmente. Até porque perante a multidão de deuses que a humanidade já pariu, acho extremamente improvável que algum deles seja real, porque nunca se viu qualquer evidência de nenhum. Quando me refiro a deus, refiro-me a um símbolo, vamos lá, a um eventual poder unificador e criador, a uma metáfora da criação, do eventual sentido da vida, da natureza do cosmos e do átomo,  etc., de tudo o que a ciência ainda não conseguiu esclarecer, de tudo o que permanece um mistério ou até, porque não?, das alegadas experiências espirituais dos outros.</p>
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	<item>
		<title>Por: Helder Sanches</title>
		<link>http://www.heldersanches.com/2007/05/22/compreender-e-a-pura-indiferenca/comment-page-1/#comment-11565</link>
		<dc:creator>Helder Sanches</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 28 Oct 2007 19:10:46 +0000</pubDate>
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		<description>&quot;O mundo da crença e da religiosidade simplesmente me merecem respeito.&quot;

Aqui existe uma diferença fundamental entre nós; para mim, quem merece respeito são os crentes e não as crenças. Merecem respeito porque entendo que cada um tem o direito de acreditar naquilo que muito bem entender. Quanto ao respeito por aquilo em que têm direito de acreditar não sou tão condescendente.

&quot;A experiência espiritual é um mistério que me fascina, tão só.&quot;

Pois, a mim também. Agora, não a confundo com experiência racional. Seria a mesma coisa que procurar a fórmula matemática para o Amor. Nem dou à espiritualidade o crédito que dou à racionalidade. Procurar respostas na espiritualidade para questões concretas não tem sido bom exemplo ao longo da história da humanidade.

&quot;Não tenho crenças, mas é um fenómeno histórico e humano que tenho procurado estudar e aprofundar, no sentido, por exemplo, de perceber o que justifica a crença. Do que eu não abdico é da dúvida.&quot;

É uma excelente questão: o que justifica a crença? As possibilidades levantadas têm sido muitas: genética, endoculturação, fenómeno social, protecção paternal, espírito de grupo, fé...
Como fenómeno da humanidade, também acho deveras fascinante; procuro é explicações recorrendo aos mesmos métodos que recorro para encontrar explicações noutras matérias.
Quanto ao facto de não abdicar da dúvida, acho que só faz bem até certo ponto. Pelo menos, suponho que será esse o seu procedimento em todos os outros aspectos da sua vida. Repare, ninguém - crentes ou ateus - lhe pode provar em absoluto a existência ou inexistência de deus. De facto, ninguém lhe pode provar em absoluto nenhuma Verdade, por mais trivial ou fundamental que ela seja.
A questão é que todos nós temos que viver com os pressupostos que melhor reflectem a realidade. Fazemos isso constantemente no nosso dia a dia, em todas as nossas acções. Porque não, então, fazê-lo também em relação à questão de deus? É que para mim a probabilidade da existência de deus é tão pequena que apenas me resta a alternativa de ignorá-la. É como quando saio de casa: não deixo de o fazer porque posso levar com um meteorito na cabeça.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>“O mundo da crença e da religiosidade simplesmente me merecem respeito.”</p>
<p>Aqui existe uma diferença fundamental entre nós; para mim, quem merece respeito são os crentes e não as crenças. Merecem respeito porque entendo que cada um tem o direito de acreditar naquilo que muito bem entender. Quanto ao respeito por aquilo em que têm direito de acreditar não sou tão condescendente.</p>
<p>“A experiência espiritual é um mistério que me fascina, tão só.”</p>
<p>Pois, a mim também. Agora, não a confundo com experiência racional. Seria a mesma coisa que procurar a fórmula matemática para o Amor. Nem dou à espiritualidade o crédito que dou à racionalidade. Procurar respostas na espiritualidade para questões concretas não tem sido bom exemplo ao longo da história da humanidade.</p>
<p>“Não tenho crenças, mas é um fenómeno histórico e humano que tenho procurado estudar e aprofundar, no sentido, por exemplo, de perceber o que justifica a crença. Do que eu não abdico é da dúvida.”</p>
<p>É uma excelente questão: o que justifica a crença? As possibilidades levantadas têm sido muitas: genética, endoculturação, fenómeno social, protecção paternal, espírito de grupo, fé…<br />
Como fenómeno da humanidade, também acho deveras fascinante; procuro é explicações recorrendo aos mesmos métodos que recorro para encontrar explicações noutras matérias.<br />
Quanto ao facto de não abdicar da dúvida, acho que só faz bem até certo ponto. Pelo menos, suponho que será esse o seu procedimento em todos os outros aspectos da sua vida. Repare, ninguém — crentes ou ateus — lhe pode provar em absoluto a existência ou inexistência de deus. De facto, ninguém lhe pode provar em absoluto nenhuma Verdade, por mais trivial ou fundamental que ela seja.<br />
A questão é que todos nós temos que viver com os pressupostos que melhor reflectem a realidade. Fazemos isso constantemente no nosso dia a dia, em todas as nossas acções. Porque não, então, fazê-lo também em relação à questão de deus? É que para mim a probabilidade da existência de deus é tão pequena que apenas me resta a alternativa de ignorá-la. É como quando saio de casa: não deixo de o fazer porque posso levar com um meteorito na cabeça.</p>
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	<item>
		<title>Por: JPC</title>
		<link>http://www.heldersanches.com/2007/05/22/compreender-e-a-pura-indiferenca/comment-page-1/#comment-11560</link>
		<dc:creator>JPC</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 28 Oct 2007 16:19:39 +0000</pubDate>
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		<description>Não Helder, não faz sentido simplesmente porque não há uma definição específica e estrita de agnosticismo, há várias e mesmo entre essas, as coisas não são assim tão lineares. Como lhe disse, não estamos aqui a falar de nenhuma doutrina. E mesmo o meu agnosticismo empírico não é linear. O que eu disse foi que me revia mais. Não que me revia absolutamente. Em absoluto não me revejo em coisa nenhuma. Por outro lado relativamente à questão da definição de deus, não é pelo facto de haverem muitas definições que devemos desistir das respostas e das perguntas. Provavelmente tem razão, darei a mesma credibilidade à possibilidade e à impossibilidade de deus. Em relação às duas hipóteses, não sei, é o máximo que consigo com honestidade. O mundo da crença e da religiosidade simplesmente me merecem respeito. Por um lado porque, apesar do meu cepticismo intrínseco, não encaro todos os crentes como imbecis irracionais. Acho que devemos ouvi-los com a mesma abertura mental com que ouvimos um ateu, perceber o que os move e o que os faz viver a religiosidade dessa forma tão intensa. A experiência espiritual é um mistério que me fascina, tão só. Não tenho crenças, mas é um fenómeno histórico e humano que tenho procurado estudar e aprofundar, no sentido, por exemplo, de perceber o que justifica a crença. Do que eu não abdico é da dúvida.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Não Helder, não faz sentido simplesmente porque não há uma definição específica e estrita de agnosticismo, há várias e mesmo entre essas, as coisas não são assim tão lineares. Como lhe disse, não estamos aqui a falar de nenhuma doutrina. E mesmo o meu agnosticismo empírico não é linear. O que eu disse foi que me revia mais. Não que me revia absolutamente. Em absoluto não me revejo em coisa nenhuma. Por outro lado relativamente à questão da definição de deus, não é pelo facto de haverem muitas definições que devemos desistir das respostas e das perguntas. Provavelmente tem razão, darei a mesma credibilidade à possibilidade e à impossibilidade de deus. Em relação às duas hipóteses, não sei, é o máximo que consigo com honestidade. O mundo da crença e da religiosidade simplesmente me merecem respeito. Por um lado porque, apesar do meu cepticismo intrínseco, não encaro todos os crentes como imbecis irracionais. Acho que devemos ouvi-los com a mesma abertura mental com que ouvimos um ateu, perceber o que os move e o que os faz viver a religiosidade dessa forma tão intensa. A experiência espiritual é um mistério que me fascina, tão só. Não tenho crenças, mas é um fenómeno histórico e humano que tenho procurado estudar e aprofundar, no sentido, por exemplo, de perceber o que justifica a crença. Do que eu não abdico é da dúvida.</p>
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		<title>Por: Helder Sanches</title>
		<link>http://www.heldersanches.com/2007/05/22/compreender-e-a-pura-indiferenca/comment-page-1/#comment-11557</link>
		<dc:creator>Helder Sanches</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 28 Oct 2007 15:08:43 +0000</pubDate>
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		<description>Pois é, caro JPC, a expressão &quot;por definição&quot; não faz muito sentido para si mas, ao conseguir rever-se mais no chamado agnosticismo empírico, está-se a rever no que este se define!

Quanto à definição de deus... Deus, afinal, não é o que cada um quiser (se quiser)? A tal multiplicidade de que eu falava inicialmente prova que a inteligibilidade de deus tem tantas possibilidades quantas as pessoas que coloquem a questão sobre a definição de deus. Aliás, essa é a grande armadilha em que a ciência tem caído ao longo dos tempos; tentar encontrar uma resposta para algo em que nem os próprios crentes são coerentes na sua definição.

Mas, apesar de tudo, o JPC acaba por dar a mesma credibilidade à possibilidade ou à impossibilidade de deus. Pelo que eu entendo, você dispensa o folclore religioso mas não abdica da justificação da crença. Para mim, a distância entre uma coisa e outra é praticamente nula.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Pois é, caro JPC, a expressão “por definição” não faz muito sentido para si mas, ao conseguir rever-se mais no chamado agnosticismo empírico, está-se a rever no que este se define!</p>
<p>Quanto à definição de deus… Deus, afinal, não é o que cada um quiser (se quiser)? A tal multiplicidade de que eu falava inicialmente prova que a inteligibilidade de deus tem tantas possibilidades quantas as pessoas que coloquem a questão sobre a definição de deus. Aliás, essa é a grande armadilha em que a ciência tem caído ao longo dos tempos; tentar encontrar uma resposta para algo em que nem os próprios crentes são coerentes na sua definição.</p>
<p>Mas, apesar de tudo, o JPC acaba por dar a mesma credibilidade à possibilidade ou à impossibilidade de deus. Pelo que eu entendo, você dispensa o folclore religioso mas não abdica da justificação da crença. Para mim, a distância entre uma coisa e outra é praticamente nula.</p>
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		<title>Por: JPC</title>
		<link>http://www.heldersanches.com/2007/05/22/compreender-e-a-pura-indiferenca/comment-page-1/#comment-11555</link>
		<dc:creator>JPC</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 28 Oct 2007 14:45:11 +0000</pubDate>
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		<description>Desde logo, o agnosticismo, tal como ateísmo, não é uma doutrina. Não faço parte de nenhuma seita ou associação de agnósticos. Considero-me, acima de tudo um livre-pensador com muitas dúvidas e no capítulo do agnosticismo revejo-me mais no chamado agnosticismo empírico. Há várias formas de viver uma condição existencial agnóstica, como há várias formas de viver o ateísmo ou a própria religiosidade. Â«Por definição, o agnósticoâ€¦Â»: esta frase pura a simplesmente não faz grande sentido para mim, já que não sou do tipo de agnóstico Â«que não acredita na possibilidade de se ir a descobrir se deus existe ou nãoÂ». Para responder à sua questão, sim, a questão de deus não é irrelevante para mim e sim sou do tipo que admite Â«que a compreensão e conhecimento do Divino não é até ao momento possível mas que se aparecerem novas evidências e provas sobre o assunto tal é uma possibilidadeÂ». É mais ou menos isto. Mas também considero essenciais outro tipo de questões, desde logo a definição de Deus. De que falamos afinal quando falamos de Deus? Também isso não sei.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Desde logo, o agnosticismo, tal como ateísmo, não é uma doutrina. Não faço parte de nenhuma seita ou associação de agnósticos. Considero-me, acima de tudo um livre-pensador com muitas dúvidas e no capítulo do agnosticismo revejo-me mais no chamado agnosticismo empírico. Há várias formas de viver uma condição existencial agnóstica, como há várias formas de viver o ateísmo ou a própria religiosidade. Â«Por definição, o agnósticoâ€¦Â»: esta frase pura a simplesmente não faz grande sentido para mim, já que não sou do tipo de agnóstico Â«que não acredita na possibilidade de se ir a descobrir se deus existe ou nãoÂ». Para responder à sua questão, sim, a questão de deus não é irrelevante para mim e sim sou do tipo que admite Â«que a compreensão e conhecimento do Divino não é até ao momento possível mas que se aparecerem novas evidências e provas sobre o assunto tal é uma possibilidadeÂ». É mais ou menos isto. Mas também considero essenciais outro tipo de questões, desde logo a definição de Deus. De que falamos afinal quando falamos de Deus? Também isso não sei.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: João Ribeiro</title>
		<link>http://www.heldersanches.com/2007/05/22/compreender-e-a-pura-indiferenca/comment-page-1/#comment-11550</link>
		<dc:creator>João Ribeiro</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 28 Oct 2007 10:49:09 +0000</pubDate>
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		<description>O que eu acho é que qualquer que seja a resposta para a existência do Universo, será completamente contra intuitiva. Se for realmente um Deus que criou o Universo, é dificil de digerir, mas se é o Universo que é eterno também     
é igualmente estranho.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>O que eu acho é que qualquer que seja a resposta para a existência do Universo, será completamente contra intuitiva. Se for realmente um Deus que criou o Universo, é dificil de digerir, mas se é o Universo que é eterno também<br />
é igualmente estranho.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Helder Sanches</title>
		<link>http://www.heldersanches.com/2007/05/22/compreender-e-a-pura-indiferenca/comment-page-1/#comment-11538</link>
		<dc:creator>Helder Sanches</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 28 Oct 2007 04:53:06 +0000</pubDate>
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		<description>Caro JPC,

Compreendo perfeitamente que não se reveja nesta minha descrição de agnosticismo. Pelo que conheço de si através dos comentários e do seu blog - que aproveito para recomendar a todos - também não o revejo nesta descrição.

Nestas coisas das definições temos sempre que nos permitir alguma margem, mesmo que para isso tenhamos que assumir algumas injustiças.

Por definição, o agnóstico não acredita na possibilidade de se vir a descobrir se deus existe ou não; outra definição é que para o agnóstico a questão de deus é irrelevante. Em relação à segunda, imagino que não seja o seu exemplo, caso contrário não teria um blog a debater esta temática. Quanto à possibilidade de se virem a descobrir provas da existência ou inexistência de deus, não tenho tanta certeza da sua posição. Esclareça-me neste ponto, por favor.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Caro JPC,</p>
<p>Compreendo perfeitamente que não se reveja nesta minha descrição de agnosticismo. Pelo que conheço de si através dos comentários e do seu blog — que aproveito para recomendar a todos — também não o revejo nesta descrição.</p>
<p>Nestas coisas das definições temos sempre que nos permitir alguma margem, mesmo que para isso tenhamos que assumir algumas injustiças.</p>
<p>Por definição, o agnóstico não acredita na possibilidade de se vir a descobrir se deus existe ou não; outra definição é que para o agnóstico a questão de deus é irrelevante. Em relação à segunda, imagino que não seja o seu exemplo, caso contrário não teria um blog a debater esta temática. Quanto à possibilidade de se virem a descobrir provas da existência ou inexistência de deus, não tenho tanta certeza da sua posição. Esclareça-me neste ponto, por favor.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: JPC</title>
		<link>http://www.heldersanches.com/2007/05/22/compreender-e-a-pura-indiferenca/comment-page-1/#comment-11485</link>
		<dc:creator>JPC</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 26 Oct 2007 19:42:41 +0000</pubDate>
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		<description>Â«Os que achavam que esta ideia do Sol se extinguir não passava de um disparate opunham-se e preveniam contra a loucura e insanidade dos crentes. O outro grupo, limitava-se a observar, expectante, o desenrolar dos acontecimentos.Â»

Sei que já chego um pouco atrasado a este debate, mas não queria deixar de por aqui a minha colherada agnóstica. É óbvio que não aceito esta caricatura, por muitas razões que poderia explicar melhor, mas adiante. Não sei como são &quot;os agnósticos&quot;, não faço ideia, só conheço bem um, que sou eu, não respondo pelos restantes. 
E nestas circunstâncias da parábola da extinção do sol, posso assegurar ao Helder que não me limitava a observar expectante o delírio dos meus vizinhos.
De uma vez por todas, caro Helder, os agnósticos não são imbecis apáticos e indiferentes. São apenas gente que assume as suas dúvidas em relação às grandes e realmente relevantes questões da vida e da condição humana. Não em relação a profecias ou crendices que são tão disparatadas para sim como para mim. A razão também cá mora e um agnóstico consciente nunca desiste da procura da verdade (já agora, o que é isso da &quot;verdade&quot;?). Essa é outra falácia. Um agnóstico consciente é por definição uma pessoa inquieta. Não é indiferente às tais questões importantes da vida nem ao que o rodeia. E você confunde agnosticismo com indiferença.
É por isso, e pelo facto da história da ciência e da filosofia estar repleta de agnósticos, que considero no mínimo desbocada a asserção de que os agnósticos são um entrave ao conhecimento... Só faltava mais essa...</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Â«Os que achavam que esta ideia do Sol se extinguir não passava de um disparate opunham-se e preveniam contra a loucura e insanidade dos crentes. O outro grupo, limitava-se a observar, expectante, o desenrolar dos acontecimentos.Â»</p>
<p>Sei que já chego um pouco atrasado a este debate, mas não queria deixar de por aqui a minha colherada agnóstica. É óbvio que não aceito esta caricatura, por muitas razões que poderia explicar melhor, mas adiante. Não sei como são “os agnósticos”, não faço ideia, só conheço bem um, que sou eu, não respondo pelos restantes.<br />
E nestas circunstâncias da parábola da extinção do sol, posso assegurar ao Helder que não me limitava a observar expectante o delírio dos meus vizinhos.<br />
De uma vez por todas, caro Helder, os agnósticos não são imbecis apáticos e indiferentes. São apenas gente que assume as suas dúvidas em relação às grandes e realmente relevantes questões da vida e da condição humana. Não em relação a profecias ou crendices que são tão disparatadas para sim como para mim. A razão também cá mora e um agnóstico consciente nunca desiste da procura da verdade (já agora, o que é isso da “verdade”?). Essa é outra falácia. Um agnóstico consciente é por definição uma pessoa inquieta. Não é indiferente às tais questões importantes da vida nem ao que o rodeia. E você confunde agnosticismo com indiferença.<br />
É por isso, e pelo facto da história da ciência e da filosofia estar repleta de agnósticos, que considero no mínimo desbocada a asserção de que os agnósticos são um entrave ao conhecimento… Só faltava mais essa…</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Diógenes</title>
		<link>http://www.heldersanches.com/2007/05/22/compreender-e-a-pura-indiferenca/comment-page-1/#comment-9574</link>
		<dc:creator>Diógenes</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Aug 2007 21:13:11 +0000</pubDate>
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		<description>Caro Hélder,

Steven Pinker, em seu livro &quot;Como a mente funciona&quot;, sugere que a seleção natural moldou nossas mentes para lidar com as questões da sobrevivência e da propagação dos genes, não para solucionar os mistérios da vida. Democracia, casamento e outros assuntos espinhosos, assim como Deus e religião são demasiado &quot;novos&quot; na história da nossa espécie e a evolução tem uma inércia enorme. Daí acho merecedor de crédito o argumento agnóstico: o aparato mental não foi moldado para responder essas questões, pelo menos ainda, ao que me parece. O que achas?

Abraço do Brasil.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Caro Hélder,</p>
<p>Steven Pinker, em seu livro “Como a mente funciona”, sugere que a seleção natural moldou nossas mentes para lidar com as questões da sobrevivência e da propagação dos genes, não para solucionar os mistérios da vida. Democracia, casamento e outros assuntos espinhosos, assim como Deus e religião são demasiado “novos” na história da nossa espécie e a evolução tem uma inércia enorme. Daí acho merecedor de crédito o argumento agnóstico: o aparato mental não foi moldado para responder essas questões, pelo menos ainda, ao que me parece. O que achas?</p>
<p>Abraço do Brasil.</p>
]]></content:encoded>
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