Madeleine McCann em Fátima
Como pai e como alguém que adora crianças, lamento profundamente os acontecimentos à volta do desaparecimento da pequena Madeleine McCann. Como lamento o desaparecimento de todas as crianças portuguesas que, todas juntas, nunca fizeram gastar tanta tinta e tanta concentração de meios para a resolução dos seus casos. Sinceramente, ainda bem para a pequena Madeleine que esses meios estejam disponíveis para ela. Esperemos que este seja um novo padrão a que a nossa policia nos venha a habituar. O ideal seria que tais meios nunca voltassem a ser necessários; mas isso só aconteceria se o mundo, de repente, passasse a ser perfeito.
O que eu não suporto mesmo é a ignorância mascarada de fé saloia. Então, não é que em Fátima, nas celebrações dos 90 anos do embuste-mor nacional, proliferavam as imagens da pequena Maddie com preces para que a pequena fosse encontrada sã e salva!?!
Mas, afinal, onde estava o deus desta gente quando a pequenita desapareceu? Porque é que não se viram cartazes a perguntar ao tal deus ou à sua virgem concubina porque deixaram que a pequena e inocente Maddie desaparecesse, assim, sem mais nem menos? Não é suposto esse tal omni-tudo olhar pelas criancinhas e pelos inocentes? Afinal, ou esse ser que gosta de ser bajulado não sabia o que estava a acontecer e não é omnisciente ou sabia e não fez nada. Pergunto eu: não fez porque não quis ou porque não pôde? Se foi porque não pôde, não é omnipotente. Se foi porque não quis, de facto, não me surpreende; é o que se pode esperar de quem condena um filho à morte por pura vaidade e necessidade de afirmação, num autêntico frenesim de egocentrismo!
(Publicação simultânea: Diário Ateísta / Penso, logo, sou ateu)
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E vais ver que quando aparecer, que eu desejo que seja o mais rápido possivel, ainda vão dizer que apareceu mas foi graças à intervenção divina da virgem que o pariu. O que entretanto ninguém explica é se ela é surda, ou se são as preces que andam estragadas…
Bravíssimo, caro Helder!
O interessante é que após todas as recompensas oferecidas, até pela mãe de Harry Potter — que é órfão -, buscas, todo empenho para se encontrar a menina, os créditos irão para a Senhora de Fátima. É o mesmo que se passa com qualquer milagreiro. Extirpa-se o tumor, faz-se quimioterapia, passa-se meses sob cuidados médicos. E, por via das dúvidas, toma-se uma pílula do frei galvanizado. E não é que o padreco leva absolutamente todos os créditos pela cura?
O deus dos católicos é sádico. Ele não permite que a menina seja encontrada a não ser que um milhão de pessoas ore sem parar durante dois meses. Se a metade do contingente rezar pela metade do tempo ele a deixará perdida, aos cuidados dos lobos que a raptaram…
Realmente, como disse Bakunin, se um deus como o bíblico existisse, o melhor que faria pelos homens que tanto ama seria cessar de existir.
Abraço
Helder… certamente esse sumiço da inglesa causou mal-estar… afinal… os britanicos adoram fazer escandalos quando seus patricios sofrem algo no exterior!!! Os mesmos
“lords”(oh my god!!!) fazem silencio hipocrita quando seus patricios, “in name of god and the queen” , fazm algo grave, a menos q nao haja outra saida!!! Imagine se 1 menina lusa de 3 anos sofresse o mesmo q essa “sudita de Sua Majestade” em solo britanico. Será q a BBC iria falar em tom de aflição?? Ou o Daily Mirror?
Bom dia!
Aqui em Inglaterra há leis que condenam quem deixa um cão sozinho, por exemplo dentro do carro enquanto vai a algum lado. Com as crianças parece que sao mais permissivos…
Cptos
estou muito priocupada com o desaparecimento da Medeleine. espero que encontrem a pessoa que a levou e que a castiguem bem, mas o mais importante e te-la de volta.
Para algumas pessoas que aqui deixaram o seu comentario aqui vai uma mensagem:Deixem de blasfemar!Nao vai ser que aconteca o mesmo com voces e ai nem Deus vos ira secorrer.Sejam humildes e compreensivos.A blasfemia so tras desgracas aqueles que sao invejosos e so pensam no bem para eles e na desgraca para os outros.Madeleine McCann e apenas uma crianca inocente,nada nem ninguem deve humilhar,maldizer ou descriminar…Esta crianca nao e Portuguesa mas e filha do mesmo Deus.E neste mundo,felizmente somos todos irmaos.Deixem de falar mal e comecem a pensar e agir de cabeca.Apanhem um bocado de temor porque Deus e omnipotente,e nao aceita ofencas contra a sua mae imaculada.
Vim aqui parar por (não) acaso e,do que li ‚em matéria de abundante profissão de fé ateista,leva-me a concluir que o Ateísmo,mesmo sem ser levado a extremos,traduz-se numa crença,do mesmo pendor religioso,que tanto visa refutar…
Com menos conversa você já tinha dito onde é que está a tal justiça divina no desaparecimento da criança. Isso, sim, é que eu gostava de entender.
Estranhos desígnios estes…
O comentado gosta de comentar os comentários dos comentadores,sobretudo de quem não diz amen aos seus pressupostos racionais falaciosos…
Conceber uma justiça divina absolutamente interventiva seria negar o curso da evolução humana tal como ela é e tornar-nos a todos uma espécie de marionetas de um qualquer demiurgo do Universo.
A justiça divina está em todo o ser humano que,independetmente das suas profissões de fé ateistas,teistas ou agnósticas,se coloca ao serviço dos nobres valores da causa humana.
O resto é conversa…