E então, nada!

Este post é uma res­posta a este artigo de um amigo por quem tenho ele­vada con­si­de­ra­ção e res­peito, mas que se enqua­dra den­tro daquele grupo-fenómeno de pes­soas que são simul­ta­ne­a­mente inte­li­gen­tes e crentes.

Caro José,

Fico con­tente por ter sido cata­li­sa­dor da ins­pi­ra­ção para escre­ve­res este artigo. ;)

Em rela­ção à ques­tão que colo­cas no titulo do mesmo a res­posta é muito sim­ples. “E então?”, nada! Nada, por­que és livre de seres aquilo que qui­se­res. Nada, por­que enquanto não qui­se­res impor as tuas esco­lhas aos outros és livres de ser o que qui­se­res. Nada, por­que num país laico é tão impor­tante ser ou não ser reli­gi­oso como ser ou não ser do Ben­fica, ter ou não ter os olhos azuis ou gos­tar ou não gos­tar de Tony Carreira.

No entanto — embora tu faças (e bem) a dis­tin­ção entre reli­gião e igreja, não te deves abs­trair do facto de todas as reli­giões aca­ba­rem por, mais tarde ou mais cedo, se orga­ni­za­rem. Nem te deves abs­ter do facto de que, uma vez orga­ni­za­das, as reli­giões dis­pu­ta­rem o poder entre si e dis­pu­ta­rem tam­bém a influên­cia com que ope­ram junto dos órgãos efec­ti­vos de poder público e privado.

Dizes que já te sen­tes como que o único não ateu no teu cir­culo social. Óptimo, andas com boas influên­cias! ;)

Numa deter­mi­nada pas­sa­gem do teu artigo pode-se ler: “Uma coisa que tenho a dizer a res­peito de quase todos os ateus com quem inte­rajo que assu­mem ser ateus, são pes­soas dese­le­gan­tes no seu dis­curso e dota­dos de uma arro­gân­cia fan­tás­tica a res­peito da Humanidade.”

Este teu pará­grafo é fan­tás­tico! Dese­le­gante e arro­gante q.b. para um não ateu, não te parece?

Em rela­ção aos ateus que con­si­de­ram a reli­gião uma virose memé­tica, isso deves ter ouvido da boca de alguém que apren­deu o que são memes há muito pouco tempo e acha o termo engra­çado. Podia-te falar das van­ta­gens evo­lu­ti­vas da reli­gião, mas isso dava pano para man­gas. Pre­firo fazê-lo pes­so­al­mente, isto claro, se pro­me­te­res não entrar em modo “causar-lhes danos pro­fun­dos na zona do maxi­lar de forma a causar-lhes dor física de cada vez que o movam para con­se­guir que só o façam para se ali­men­ta­rem”! Repara, não me espanta essa tua ati­tude por­que, afi­nal, ambos sabe­mos que é dessa forma que as reli­giões ten­tam resol­ver os seus pro­ble­mas ao longo da história.

Quanto às tuas dúvi­das dema­gó­gi­cas em rela­ção à ciên­cia fiquei seri­a­mente pre­o­cu­pado; repara, não te ima­gino a ires ao cura da fre­gue­sia para tra­ta­res da dor de den­tes, a rezar um terço para o carro não ava­riar, a dizer o Pai-Nosso para te pro­te­ger o com­pu­ta­dor de vírus ou a tomar a hós­tia para te ali­viar a ressaca!

Ao con­trá­rio da reli­gião, amigo José, a ciên­cia pro­move o conhe­ci­mento e não a igno­rân­cia. O que o poder poli­tico faz com esse conhe­ci­mento já está para além do domí­nio dos cien­tis­tas. Tam­bém ao con­trá­rio da reli­gião, não encon­tras exem­plos dos após­to­los da ciên­cia ten­ta­rem ser pro­mís­cuos com o poder politico.

Em rela­ção às dife­ren­ças entre o fun­da­men­ta­lismo reli­gi­oso e o extre­mismo ateu, remeto-te para este meu artigo para te expli­car as dife­ren­ças entre um e outro.

Ten­tas colo­car o ónus da prova do lado errado ao ques­ti­o­nar por que é que o facto de algo não pro­vado implica a sua ine­xis­tên­cia. Esse é um argu­mento que coloca o teu deus ao nível de em bule de chá em órbita do Sol entre Úrano e Nep­tuno, para uti­li­zar um exem­plo popu­lar. Afi­nal, então, o que dis­tin­gue o teu deus de todos os outros desu­ses em rela­ção aos quais tam­bém és ateu? Nunca se pro­vou a ine­xis­tên­cia de Zeus, pois não? Ou de Rá, Osi­ris ou Júpi­ter… Que cre­di­bi­li­dade dás aos cren­tes nes­ses deu­ses tão ine­xis­ten­tes como o teu? Em que é que o teu deus é dife­rente? Por­que cres­ceste numa zona do globo de influên­cia judaico-cristã? Não é sufi­ci­ente, não te parece?

Dizes que acre­di­tar em Deus é pro­cu­rar ser melhor. Onde é que encon­tras essa evi­dên­cia? Em que é que tu (ou qual­quer outro crente) con­si­de­ras que podes ser melhor que eu (ou qual­quer outro ateu) pelo facto de acre­di­ta­res em Deus? E melhor segundo que parâ­me­tros? Morais? Eco­nó­mi­cos? Inte­lec­tu­ais? De que lado está a arro­gân­cia, afinal?

Mas, numa coisa esta­mos de acordo: David Guil­mour é infi­ni­ta­mente supe­rior a Roger Waters! Valha-nos isso. Una-mo-nos pela música, então…

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14. Maio 2007 by Helder Sanches
Categories: Ateísmo, Religião | 36 comments

Comments (36)

  1. Bem bom, o meu post no meu blog tam­bém foi ori­gi­nado por um comen­tá­rio a um post no teu blog, que aca­bei por o con­ver­ter em post.

    Quanto ao que­rer par­tir o maxi­lar, não tem a ver com ser reli­gi­oso, tem a ver com o meu inter­lo­cu­tor, como eu disse, tenho vari­a­dis­si­mas dis­cus­sões muito ace­sas sobre vari­a­dis­si­mos temas com vari­a­dis­si­mas pes­soas, e alguns temas “dos quais a reli­gião é o cam­peão” (isto foi uma cita­ção do artigo) dão ori­gem a que­rer cau­sar dano. Não tem a ver com ser reli­gi­oso, tem a ver com os inter­ve­ni­en­tes da dis­cus­são. Btw, este comen­tá­rio foi extre­ma­mente deselegante.

    Quanto ao pro­cu­rar ser melhor, eu quando digo que pro­curo ser melhor, não é em ter­mos indi­vu­dais, nunca disse que era melhor por acre­di­tar, disse que por acre­di­tar tinha pro­cu­rava ser melhor, enquanto que alguem que não acre­di­tar em algo supe­rior, tem no minimo uma meta pouco defi­nida. Nor­mal­mente quando quero atin­gir algo, for­mulo este algo, não ando às cabe­ça­das até ver se chego lá.

  2. Acho que já tive a opor­tu­ni­dade de aqui refe­rir, mas vou ter que me repe­tir pois parece que a ideia não ficou bem inte­ri­o­ri­zada: só exis­tem duas espé­cies de cren­tes, ou tolos ou opor­tu­nis­tas, de forma que isto de cha­mar a uma pes­soa simul­ta­ne­a­mente inte­li­gente e crente é coisa que pura e sim­ples­mente só existe no mundo da fic­ção mentirosa.

    Agra­vada fica a coisa, quando se rotula de inte­li­gente este jovem Bizarro, do qual não é só o pseu­dó­nimo. Não me lem­bro de depa­rar na inter­net com tanta diar­reia men­tal con­cen­trada em tão pou­cos bytes.

    Ao con­trá­rio dos idi­o­tas úteis que enchem a Cova de Iria aos domin­gos, na sua mai­o­ria tec­no­co­lo­gi­ca­mente anal­fa­be­tos e super­ti­ci­o­sos por voca­ção afec­ta­dos pela virose memé­tica, o jovem (que de outra idade não o ima­gino a ava­liar pelos dis­pa­ra­tes que escreve) Bizarro con­dena a Ciên­cia, mas não se coibe de a uti­li­zar para fazer a apo­lo­gia de uma ins­ti­tui­ção, que depois de pas­sar vinte sécu­los a prac­ti­car as mai­o­res igno­mias, dedica-se agora à assis­tên­cia social para melhor camu­fu­lar o vazio que é a sua uti­li­dade; já nas­ceu com os memes estragados.

    Mas a cereja em cima do bolo, que o ateu (mole) Hel­der parece não repa­rar é que o jovem Bizarro não com­pre­ende que o amor existe por­que se sente, ao con­tra­rio de deus que não se sente e só existe na cabeça dos tolos que nas­ce­ram com os memes cor­rom­pi­dos. Waters definiu-os bem, no poema que lhes dedi­cou: “There’s a kid who had a big hal­lu­ci­na­tion Making love to…”

    Mas o melhor mesmo é ficar-me por aqui, antes que arrange algum pro­blema nos maxilares.…

    Bei­ji­nhos a todos

  3. parece não repa­rar é que o jovem Bizarro não com­pre­ende que o amor existe por­que se sente, ao con­tra­rio de deus que não se sente e só existe na cabeça dos tolos que nas­ce­ram com os memes corrompidos.”

    Tás a ver… por isso me escuso mui­tas vezes de tais dis­cus­sões, até por­que nin­guem nasce com memes corrompidos.

  4. Caro Xiqui­nho,

    Muito me apraz saber que che­gaste bem ao ori­ente longínquo.

    Embora par­ti­lhe da tua incom­pre­en­são rela­ti­va­mente a como é que pes­soas inte­li­gen­tes se assu­mem simul­tâ­ne­a­mente como cren­tes e as colo­que naquilo a que chamo de grupo-fenómeno, não me parece que as coi­sas sejam tão sim­ples como tu pre­ten­des fazer crer. Sabes, essa tua teo­ria de que os mem­bros desse grupo ou são tolos ou opor­tu­nis­tas é dema­si­ado seme­lhante à teo­ria do Bush “either or with us or you’re with the ter­ro­rists”! As razões que podem a levar à fé são mais com­ple­xas do que isso, não dei­xando, no entanto, de ser contraditório.

    José,

    Se nin­guém nasce com memes cor­rom­pi­dos ou não é pouco impor­tante. O que é um facto é que nin­guém nasce crente. Isso é irrefutável.

  5. A moral não é um ver­niz que se dá por cima do bruto do homem, nasce com ele, e como a reli­gião está asso­ci­ada à moral, acho que todos nas­cem cren­tes… É refu­tá­vel e de que maneira.

    Quanto ao não ser impor­tante, ou ser pouco impor­tante, nova­mente dis­cordo, esta frase não sig­ni­fica ape­nas o que está escrito, abrange o que disse a res­peito de quase todos os ateis­tas que conheço, por isso é muito importante.

  6. Por acaso uti­li­zas uma ima­gem com a qual eu não podia estar mais de acordo: a moral é, de facto, como um ver­niz que se dá por cima de qual­quer ser humano! É dado durante todo o pro­cesso cha­mado endo­cul­tu­ra­ção. Por isso é que se tives­ses nas­cido em Mosul pro­va­vel­mente tinhas assis­tido ou par­ti­ci­pado sere­na­mente nes­tas cenas sem dei­xa­res de dor­mir à noite, com toda a normalidade.

    Se a reli­gião está ligada à moral como apre­goas, como é que jus­ti­fi­cas que as reli­giões sejam as mes­mas de há 500 anos e, no entanto, tanta coisa tenha mudado nas regras de boa con­duta moral (passo o rela­ti­vismo). Curi­o­sa­mente, nos EUA, tal­vez o país mais reli­gi­oso do eixo Europa/América, a popu­la­ção cató­lica é de cerca de 75% e a popu­la­ção ateia é de 10%. A popu­la­ção pri­si­o­nal nos EUA é 75% cató­lica e 0,2% ateia! Lá se vai a supe­ri­o­ri­dade moral dos cren­tes, digo eu!

    Em rela­ção aos memes… Memes, de acordo com o seu “defi­ni­dor”, Richard Daw­kins (O Gene Egoísta, 1976) é a mais pequena uni­dade de infor­ma­ção regis­tada no cére­bro (ideias, valo­res esté­ti­cos ou morais, lín­gua, etc, ou qual­quer outra coisa que possa ser apren­dida e retrans­mi­tida). Logo, ao nas­cer, nin­guém nasce com os memes ava­ri­a­dos sim­ples­mente por­que é no nas­ci­mento que eles come­çam a ser adqui­ri­dos. Nem cren­tes, nem reli­gi­o­sos sofre­rão jamais de algum pro­blema de memes à nas­cença. É durante o tal pro­cesso de endo­cul­tu­ra­ção, que se ini­cia com o nas­ci­mento e que só ter­mina com a morte, que os memes são adqui­ri­dos, pro­ces­sa­dos, arma­ze­na­dos e retransmitidos.

  7. Afi­nal então é impor­tante e rele­vante a asneira de dizer que “nas­ceu com os memes cor­rom­pi­dos”, afi­nal eu sabia o que dizia.

    Darwin ao dizer que a “moral era um ver­niz que se dava por cima do homem” estava enga­nado, toda a huma­ni­dade tem inte­rin­se­cas a si um con­junto de regras de con­duta, gosto muito de citar esta frase “Not by genes alone” que por acaso é o titulo de um livro muito inte­res­sante. No entanto no codigo gene­tico de todos nós está a capa­ci­dade ou pré-disposição para a lin­gua­gem (ou memes de lin­gua­gem) por exem­plo, enquanto que não existe a pré-disposição para não adqui­rir memes de anti-linguagem. A capa­ci­dade para a moral está inte­rin­seca a todos, e a reli­gião não é mais do que um con­junto de regras morais que se assi­mi­lam todas no mesmo con­ceito de Deus.

    Quanto aos EUA, duvido que um assas­sino, ladrão ou bur­lista seja reli­gi­oso, tal­vez seja a reli­gião do crime, mas não é a minha nem outra reli­gião que conheça.

  8. Dizer-se que a Moral está asso­ci­ada a reli­giao é abso­lu­ta­mente redu­tor por neces­si­tar de um car­rasco mor, que sabe de tudo e de todos, man­tém um registo de todos os actos e cas­tiga se as accoes dos pobres coi­ta­dos dos Homens, mesmo se essas acçoes fazem parte da natu­reza humana. A moral nao esta rela­ci­o­nada com a reli­giao uma vez que ha aspec­tos na nossa soci­e­dade que sao moral­mente acei­tes e que a Igreja con­dena como imo­rais (ex. o sexo antes do casa­mento, a fer­ti­li­za­cao In vitro, o divor­cio, a homos­se­xu­a­li­dade, a con­tra­cep­çao, o direito das mulhe­res a auto-determinaçao, etc, etc, etc).
    A Moral tem a ver sobre­tudo com a soci­e­dade e evo­lui nao com o con­tri­buto activo das reli­gi­oes (que fazem exac­ta­mente o oposto) mas com o desen­vol­vi­mento humano. E ainda bem que assim é, se a Moral fosse deter­mi­nada ape­nas pela reli­giao, esta­va­mos ainda a quei­mar bru­xas.
    A Moral é uma impo­si­cao exó­gena e pode, por isso, facil­mente tornar-se em falsa moral, em que as pes­soas fin­gem que seguem as regras mas na inti­mi­dade comportam-se de outro modo. Mais que pela moral, sigo-me por valo­res éticos que me fazem actuar de modo igual quer esteja so ou em sociedade.

    Bji­cos

  9. moral nao esta rela­ci­o­nada com a reli­giao uma vez que ha aspec­tos na nossa soci­e­dade que sao moral­mente acei­tes e que a Igreja con­dena como imorais”

    Rosá­rio, eu quero enfa­ti­zar que separo de forma muito dis­tinta o que diz a Igreja e o que diz a reli­gião. Ape­sar de con­cor­dar con­sigo (ou acho que con­cordo) que a Igreja con­trola a reli­gião, não con­si­dero, nem nunca vou con­si­de­rar que a reli­gião é um fac­tor de impe­di­mento de nada, já das ins­ti­tui­ções que vivem da reli­gião não se pode dizer o mesmo.

  10. José,

    Exis­tem alguns casos rela­ta­dos dos cha­ma­dos “meninos-selvagens”. Não me recordo de que tenha sido detec­tado em algum deles valo­res morais ou que o seu voca­bu­lá­rio fosse maior que meia dúzia de sons sem nexo aparente.

    Se duvi­das que um assas­sino, ladrão ou bur­lista seja reli­gi­oso estás, nova­mente, a come­ter o pecado ateu da arro­gân­cia ao que­re­res sal­va­guar­dar para ti uma supe­ri­o­ri­dade moral que te per­mite essa expe­ri­ên­cia sobre­na­tu­ral de reli­gi­o­si­dade. Por acaso nunca ouviste falar em “matar em nome de deus”?

    No nosso código gené­tico não existe nenhuma pre­dis­po­si­ção para não matar­mos. Aliás, gene­ti­ca­mente faz muito mais sen­tido essa pre­dis­po­si­ção ser bas­tante agu­çada. É durante o pro­cesso de endo­cul­tu­ra­ção que apren­des a esti­mu­lar as poten­ci­a­li­da­des acei­tes e úteis à soci­e­dade em que nas­ceste. É tam­bém durante esse pro­cesso que apren­des a repri­mir as poten­ci­a­li­da­des não acei­tes ou malé­fi­cas para a mesma sociedade.

  11. Hel­der, estas pes­soas que matam em nome da reli­gião ou em nome de Deus, não com­pre­en­dem a reli­gião pela qual estão a matar. Deus não pre­cisa que matem em nome dele. Como eu disse acre­di­tar que as guer­ras são pela reli­gião é inge­nui­dade, quem começa as guer­ras ape­nas usa a reli­gião como forma de con­ven­cer mas­sas a lutar. Eu nunca jamais com­ba­te­ria em nome de um reli­gião, quando qual­quer reli­gião prega paz e amor.

    Mas com isso gos­ta­ria de saber qual a per­cen­ta­gem de pri­o­si­o­nei­ros cato­li­cos ame­ri­ca­nos que mata­ram em nome de Deus, cer­ta­mente não será 100%… A culpa dos homi­ci­dios é sem­pre de quem os comete, não é culpa da reli­gião ou do ateismo. Tudo pode ser detur­pado Hel­der, e a reli­gião por afec­tar mais pes­soas por razões his­tó­ri­cas é nor­mal que seja a maior vitima de detur­pa­ções por opor­tu­nis­tas (que não são reli­gi­o­sos). A reli­gião não nas­ceu com os ami­no­a­ci­dos, foi cri­ada pela huma­ni­dade por ser util e tal­vez ainda seja (pelo menos para mim). Se não é util para ti não te peço para seres reli­gi­oso, mas tam­bém não me peças para ser ateu.

    Sim nós temos todos uma pre­dis­po­si­ção gene­tica para eli­mi­nar con­cor­ren­cia, até os ateus tem a pre­dis­po­si­ção gene­tica para ven­cer a con­cor­ren­cia religiosa.

  12. José,

    Em rela­ção ao teu último pará­grafo, uma vez mais, não é isso que a his­tó­ria nos ensina. Pelo con­trá­rio, os “here­ges” sem­pre foram dos alvos mais ape­te­ci­dos pelas mais diver­sas religiões.

    Isso de qual­quer reli­gião pre­gar paz e amor é treta. Basta ler a Bíblia para ficar­mos ao cor­rente das mais bár­ba­ras suges­tões de infan­ti­cí­dio, geno­cí­dio, etc…

    É óbvio que não te posso pedir para seres ateu. E para seres coe­rente, posso? ;)

  13. Caro José,
    A Igreja é exac­ta­mente um exem­plo de uma ins­ti­tui­çao que vive da reli­giao! Reli­giao e Igreja sao exac­ta­mente a mesma coisa, a Igreja é o rosto da reli­giao cató­lica. Dizer que a reli­giao nao é um impe­di­mento para nada é nao saber ou nao que­rer saber das poli­ti­cas assa­si­nas da Igreja, por exem­plo, na cru­zada con­tra o pre­ser­va­tivo, na cru­zada con­tra a expe­ri­men­ta­cao com celu­las esta­mi­nais (e nao me venham com a his­to­ria dos fetos, as celu­las esta­mi­nais podem obter-se de celu­las adul­tas!), etc.
    O que con­si­dero dife­rente de reli­gi­o­si­dade é espi­ri­tu­a­li­dade, em que as pes­soas sao livres para esco­lher o que qui­se­rem para con­cen­trar as suas ener­gias, seja o sol, um piri­quito, um bule a volta do sol, um gato, Zeus, Camoes, Dom Sebas­tiao, seja o que for. Qual­quer reli­giao orga­ni­zada, tal como a Igreja cato­lica, é peri­gosa por­que é um intru­mento de con­trole sobre as pes­soas e um impe­ci­lho ao desen­vol­vi­mento humano.

    Cum­pri­men­tos.

  14. Cara Rosá­rio

    Qual­quer reli­giao orga­ni­zada, tal como a Igreja catolica”

    Tal­vez o que esteja mais cor­recto seja orga­ni­za­ção reli­gi­osa como a Igreja Cató­lica e nao reli­gião orga­ni­zada. A reli­gião é a espi­ri­tu­a­li­dade, lamento que acre­di­tem que todas as pes­soas reli­gi­o­sas sejam meti­das no mesmo saco que a Igreja Cató­lica, mas as duas coi­sas são dife­ren­tes ape­sar de inter­li­ga­das, pode haver reli­gião sem Igreja e o con­trá­rio já não é ver­dade. Eu nunca pode­ria ser cató­lico sem ser reli­gi­oso, mas fácil­mente podia ser cris­tão sem ser cató­lico. O con­ceito de Igreja é dife­rente de reli­gião por defi­ni­ção de ambos os con­cei­tos. Que­rer mis­tu­rar as duas coi­sas é um direito que lhe assiste, mas as duas não são iguais. E nova­mente digo que não estou aqui a defen­der o Deus X,Y,Z ou outro qual­quer, defendo o con­ceito de Deus e não um Deus em si, e por isso e ape­nas por isso sou reli­gi­oso. De coi­sas más todos são capa­zes bem como todas as ins­ti­tui­ções e todas os cul­tos, sejam elas reli­gi­o­sas ou ateistas.

  15. A ciên­cia ter pro­pi­ci­ado a Bomba Atômica não a torna falsa. Ela é ver­da­deira. E a ver­dade nem sem­pre é boa.

    Para alguns idi­o­tas, se ateus são bon­do­sos, então não exis­tem deu­ses, se os reli­gi­o­sos são bon­do­sos, então exis­tem deu­ses, se Darwin era euge­nista, os ani­mais não evo­luí­ram, se Darwin não era euge­nista, os ani­mais evo­luí­ram, etc.

    Ora, deus exis­tir ou não exis­tir inde­pende do com­por­ta­mento dos ateus e reli­gi­o­sos. Uma dis­cus­são é a bovi­ni­dade de reli­gi­o­sos à mercê de repre­sen­tan­tes divi­nos com pode­res tem­po­rais, outra é a exis­tên­cia de Odin, Baal, Thor, Jeová ou o diabo. Nor­mal­mente, os deu­ses exis­tem quando há cren­tes que recla­mem sua exis­tên­cia. Como não exis­tem mais ado­ra­do­res de Thor, é con­senso que ele não existe. E se ele exis­tir e agora esti­ver lá no Walhalla cho­rando pela ingra­ti­dão dos homens, em espe­cial os escan­di­na­vos, tão des­cren­tes em deu­ses? E se for ele o cau­sa­dor dos tem­po­rais que fazem com que o Al Gore perca o sono?

  16. Ten­tas colo­car o ónus da prova do lado errado ao ques­ti­o­nar por que é que o facto de algo não pro­vado implica a sua inexistência. ”

    Um amigo me per­gun­tou se eu pas­sa­ria a acre­di­tar em espí­ri­tos se eu visse um na minha frente.
    E eu lhe fiz outra per­gunta: e se você se depa­rasse com um Mic­key peque­nino, de carne e osso, a dan­çar sobre sua escri­va­ni­nha, acre­di­ta­ria na exis­tên­cia do Mic­key? Em ambos os casos a res­posta é: Sim! Mas isto implica em eu ser “agnós­tico” em rela­ção à exis­tên­cia do Mic­key? Não.

  17. Esti­mado Helder

    Estás enga­nado. Um crente que o é, não pode ser ver­da­dei­ra­mente inte­li­gente, pois se o fosse con­cer­teza não era crente. Há con­tudo os que pare­cem ser, não o sendo ver­da­dei­ra­mente e res­tam os opor­tu­nis­tas que se apro­vei­tam da tolice dos demais, vulgo, a pada­lhada. Mas se mesmo assim não esti­ve­res con­ven­cido, peço-te que me indi­ques um (crente inte­li­gente e não opor­tu­nista), que ime­di­a­temnte me farás mudar de opi­nião. Por muito que custe a acei­tar, a rea­li­dade é que o mundo está infes­tado de tolos e opor­tu­nis­tas e con­tra isto pouco à a fazer.

    Apre­ci­ado José

    “A reli­gião … foi cri­ada pela huma­ni­dade por ser util…”

    Sem dúvida nenhuma que é bas­tante útil para encher os bol­sos dos para­si­tas que se apro­vei­tam dos otá­rios que neles têm fé, mas para o cida­dão comum, con­cre­ta­mente, é útil em quê?

    Ainda não per­cebi se afi­nal a sua reli­gião é cató­lica, evan­gé­lica, jeová, Flying Spaghetti Mons­ter ou inde­pen­dente? Tal­vez se pudesse com­pren­der melhor se o revelar.

  18. Ola José.
    A reli­giao é a espi­ri­tu­a­li­dade ORGANIZADA, sob uma hie­rar­quia pode­rosa, que dita regras de con­duta apro­va­das por “deus”, que tenta inter­fe­rir na lai­ci­dade do estado e que afirma cate­go­ri­ca­mente que ela pro­pria é o único cami­nho para a “ver­dade” e “sal­va­çao”. Qual­quer orga­ni­za­cao que se diga o “unico cami­nho” para qual­quer coisa é peri­gosa.
    Pode­ria ser cris­tao sem ser cato­lico segu­ra­mente, a Igreja angli­cana, a baptista,etc lá estao para o rece­ber de bra­ços aber­tos. E claro que ha reli­giao sem Igreja, todas as outras reli­gi­oes tem a sua pro­pria hie­rar­quia.
    A ver­dade é que a reli­giao é um nego­cio dema­si­ado ren­ta­vel para dei­xar ao “deus dará”!
    Con­cordo con­sigo quando diz que “De coi­sas más todos são capa­zes bem como todas as ins­ti­tui­ções e todas os cul­tos, sejam elas reli­gi­o­sas ou ateis­tas. ” E isto por­que o Homem (e nao deus) é a medida de todas as coi­sas, o Bem e o Mal nao estao pre-determinados, todos temos o ceu e o inferno den­tro de nos e todos car­re­ga­mos o peso da mesma Huma­ni­dade. E por tal é errado defen­der que quem é a reli­gi­o­si­dade está ligada a um sis­tema moral mais subs­tan­cial do que quem nao o é.
    Na minha opi­niao, deus devia ser um pro­duto de super­mer­cado de uso pes­soal, tipo penso higié­nico ou fra­gan­cia ambi­en­tal. O pes­soal ia, lia o rotulo, esco­lhia aquele com as carac­te­ris­tica mais ade­qua­das a sua vida, e quando qui­sesse mudar, mudava. Sem o esfre­gar na cara dos outros ou sem guer­ras para ver qual o deus melhor ;-)

    Cptos

  19. Não podia estar mais de acordo com o seu ultimo para­grafo Rosá­rio, con­cordo em tudo, e ape­nas não gosto de alguns ter­mos, mas isso sou eu, e na sua essen­cia tudo o que foi dito é o que penso.

    A minha reli­gião para dis­si­par duvi­das, não é nenhuma conhe­cida não me enqua­dro na tota­li­dade den­tro de nenhuma reli­gião conhe­cida, e ao mesmo tempo enquadro-me na sua essên­cia den­tro de quase todas as que conheço. Nunca esfre­guei nada na cara de nin­guem nem o pre­tendo fazer.

    Eu falo sem­pre por mim, e os meus prin­ci­pios morais fun­ci­o­nam melhor quando asso­ci­a­dos a uma reli­gi­o­si­dade, e daí ter a sua uti­li­dade, por­que como eu há mui­tos (pelo menos as pes­soas reli­gi­o­sas que conheço).
    Nem sem­pre pen­sei da mesma forma, con­si­dero que estou melhor assim.

  20. (…quando dizia esfre­gar na cara dos outros nao me refe­ria a si mas às reli­gi­oes em geral…).

    Reco­nheço que a espi­ri­tu­a­li­dade é para mui­tas pes­soas uma neces­si­dade soci­o­lo­gica e se se sen­tem melhor assim, como o José, nao vem grande mal ao mundo, até por­que como defendo, a espi­ri­tu­a­li­dade devia ser da esfera pri­vada e nunca sair de lá. A grande ques­tao é mesmo quando as coi­sas se tor­nam orga­ni­za­das e as orga­ni­za­coes se tor­nam pode­ro­sas e com influ­en­cia e se jul­gam no direito de se afir­ma­rem melho­res que as outras.

    Ate ama­nha.
    Cptos

  21. Hél­der,

    Reco­nheço que não é fácil, Daw­kins, salvo erro em God Delu­sion, ao com­pi­lar uma lista de pré­mios Nobel ape­nas encon­trou um caso de um crente e mesmo assim parece que só fre­quen­tava a Igreja por razões pura­mente soci­ais. Mas mesmo assim não con­se­gues indi­car um caso?

    José,

    Ficam todas as dúvi­das… Mas afi­nal qual é a sua reli­gi­o­si­dade? Con­cre­ta­mente, qual é a uti­li­dade da sua reli­gião para os seus prin­cí­pios morais?

    Rosá­rio,

    Não vem grande mal ao mundo, por­que o José segu­ra­mente não está pre­des­ti­nado a desem­pe­nhar grande papel nos des­ti­nos do uni­verso. Mas con­cer­teza já não diria o mesmo se ele se cha­masse, por exem­plo George W. Bush ou Mah­moud Ahma­di­ne­jad. É que para um ateu ver um crente acre­di­tar em deus e reli­gi­o­si­da­des faz tanto sen­tido, como para um crente ver uma cri­ança acre­di­tar no Pai Natal. Até se sente uma certa ter­nura. O pro­blema é quando a cri­ança atinge uma certa idade e con­ti­nua a insis­tir em acre­di­tar em nes­sas fantasias…

    Ps. Subs­crevo a blas­fé­mia do penso higiénico…

  22. Caro Xiqui­nho,

    Vais obrigar-me a escre­ver um artigo sobre a rela­ção inteligência/religiosidade. Está pro­me­tido para breve.

  23. Xiqui­nho,
    Tem razao. Eu estava mesmo apen­sar no pres­su­posto de que a reli­giao é um assunto da esfera pri­vada, o que como é obvio (e infe­liz­mente) nao acontece.

    Cptos

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  25. …o Xiqui­nho defende a teo­ria de que é impos­sí­vel alguém ser simul­ta­ne­a­mente inte­li­gente e religioso…”

    Eu disse isso? Às vezes digo com cada coisa… Tam­bém não se pode levar a sério tudo o que digo.

    Mas mesmo com todo grau de sub­jec­ti­vi­dade acerca do que sig­ni­fica ser inte­li­gente ou não, eu pró­prio, reco­nheço, que me acho extra­or­di­na­ri­a­mente inte­li­gente para umas coi­sas (ex, a opi­nar sobre reli­gião) e extre­ma­mente tolo para outras, (ex. a fumar). De forma que a inte­li­gên­cia e a tolice não devem ser coi­sas mutu­a­mente exclusivas.

    Mas o que importa aqui subli­nhar, é que um crente é toli­nho, não tanto por uma ques­tão de inte­li­gen­cia ou por falta dela, mas sobre­tudo por­que nenhum crente con­se­gue expli­car a sua crença de forma raci­o­nal, que possa ser enten­dida por uma pes­soa de inte­li­gên­cia medi­ana. Ora que nome se pode dar a um adulto que acre­dita em divin­da­des, vir­gens Marias, duen­des e fadas madri­nhas e afins sem con­se­guir apre­sen­tar qual­quer evi­dên­cia que con­subs­tan­cie aquilo em que acredita?

    A dife­rença está em que eu fumo, sei que é uma tolice, mas mesmo assim con­ti­nuo a fumar, mas era mais fácil um camelo pas­sar por um buraco de uma agu­lha que um crente reco­nhe­cer: Aquilo que acre­dito é uma tolice, mas mesmo assim con­ti­nuo a acreditar.

    Em última aná­lise, um crente tolo, com a sua crença ape­nas pre­ju­dica os demais, eu como fuma­dor só pre­ju­dico é a minha saúde…

    Moral da his­tó­ria: um crente que não fuma, é mais inte­li­gente do que eu…

    Então até ama­nhã se eu quiser

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  27. Caro Hel­der Sanches:

    Estou neste exato momento lendo o assunto que cha­mou tanta aten­ção de vocês ateus, sobre este artigo.

    Repa­rei que aqui, nesta sua res­posta ao artigo, o caro amigo disse as seguin­tes palavras:

    Nem te deves abs­ter do facto de que, uma vez orga­ni­za­das, as reli­giões dis­pu­ta­rem o poder entre si e dis­pu­ta­rem tam­bém a influên­cia com que ope­ram junto dos órgãos efec­ti­vos de poder público e privado.”

    As reli­giões ‘dis­pu­tam o poder’ entre si, Hel­der?
    ’Dis­pu­tam tam­bém influên­cia junto aos orgãos públicos’?

    Conhece a posi­ção da orga­ni­za­ção das Tes­te­mu­nhas de Jeová?

    Per­gunto isso por­que é de conhe­ci­mento mun­dial que elas difi­cil­mente se encai­xa­riam na des­cri­ção citada pelo amigo Hel­der San­ches neste artigo.

    Se o que o caro Hel­der disse não se encaixa nem que seja numa só orga­ni­za­ção reli­gi­osa, pode-se dizer que suas pala­vras foram, no mínimo, impensadas.

    Melhor! À base desta con­clu­são minha, pode­mos dedu­zir que as pala­vras do Hel­der não tem sen­tido e, sendo assim, não explica nada.

    obri­gado

  28. Sobre estas palavras:

    Ao con­trá­rio da reli­gião, amigo José, a ciên­cia pro­move o conhe­ci­mento e não a igno­rân­cia”, tenho a impres­são de que fica­ria melhor assim:

    “Ao con­trá­rio da grande mai­o­ria das reli­giões, amigo José, a ciên­cia pro­move o conhe­ci­mento e não a igno­rân­cia”.

    Digo isto por­que a Bíblia fala das nações como estando ‘men­tal­mente em escu­ri­dão e apar­ta­das da vida que per­tence a Deus, por causa da igno­rân­cia que há nelas’. (Efé­sios 4:18) Porém, é do conhe­ci­mento mun­dial que a orga­ni­za­ção de Jeová é um povo muito bem edu­ca­dos e estu­dam de tudo.

    Tal­vez o caro Hel­der San­ches diga estas coi­sas por que tem em mente a cris­tan­dade, como refe­rên­cia religiosa.

    Nunca leu, por exem­plo, o livro “A Vida — qual a sua ori­gem, a evo­lu­ção ou a cri­a­ção?”, publi­cado pela orga­ni­za­ção de Jeová.

    Este livro, entre outros da mesma orga­ni­za­ção, não pode­ria fal­tar em sua bibli­o­teca, caro.

  29. É isso aí, penso que você devia man­dar uma cópia para o Helder.

  30. Se não for abuso, pode fazer a gen­ti­leza de man­dar uma cópia para mim também?

  31. Caros “kota” e “Xiquinho”:

    Estão falando do livro “A Vida â–¬ Qual a Sua Origem…”?

    Se for, é sim­ples de se adqui­rir um exem­plar. Basta soli­ci­tar às TJs quando esti­ve­rem pre­gando as boas novas e pas­sa­rem em suas casas.

    Vejam aqui uma apre­sen­ta­ção do livro, extraída do cap. 1:

    .….……“Não Está em Ques­tão a Ciência

    7 Antes de pros­se­guir­mos, tal­vez seja útil um escla­re­ci­mento: Não se ques­ti­o­nam aqui as con­se­cu­ções cien­tí­fi­cas. Toda pes­soa infor­mada está a par das sur­pre­en­den­tes rea­li­za­ções dos cien­tis­tas em mui­tos cam­pos. Os estu­dos cien­tí­fi­cos aumen­ta­ram de forma dra­má­tica nosso conhe­ci­mento do uni­verso, da Terra, e das coi­sas vivas. Os estu­dos da ana­to­mia humana resul­ta­ram em meios apri­mo­ra­dos de tra­tar doen­ças e lesões. Rápi­dos avan­ços na eletrônica intro­du­zi­ram a era do com­pu­ta­dor, que modi­fica nossa vida. Os cien­tis­tas rea­li­za­ram sur­pre­en­den­tes faça­nhas, até mesmo man­dando homens de ida e volta à lua. É somente cor­reto res­pei­tar as perí­cias que tanto con­tri­buí­ram para nosso conhe­ci­mento do mundo ao redor de nós, desde as coi­sas infi­ma­mente peque­nas até às infi­ni­ta­mente grandes.

    8 Tal­vez tam­bém seja de pro­veito, nesta opor­tu­ni­dade, escla­re­cer defi­ni­ções: O termo evo­lu­ção, segundo empre­gado neste livro, refere-se à evo­lu­ção orgâ­nica — a teo­ria de que o pri­meiro orga­nismo vivo se desen­vol­veu de maté­ria abió­tica. Daí, ao se repro­du­zir, diz-se que se trans­for­mou em dife­ren­tes espé­cies de coi­sas vivas, pro­du­zindo, por fim, todas as for­mas de vida que já exis­ti­ram na Terra, incluindo os huma­nos. E crê-se que tudo isto foi rea­li­zado sem dire­ção inte­li­gente ou sem inter­ven­ção sobre­na­tu­ral. O termo cri­a­ção, por outro lado, é a con­clu­são de que o sur­gi­mento de coi­sas vivas só pode ser expli­cado pela exis­tên­cia de um Deus Oni­po­tente que pro­je­tou e fez o uni­verso, e todas as espé­cies bási­cas de vida sobre a Terra.”

  32. Esti­mado Wanderlei,

    Então foi equí­voco meu, que pen­sei que esta­vam dis­tri­buindo cópias grá­tis. É que aqui em Cacau, onde vivo, não temos TJ’s a pas­sa­rem nas nos­sas casas… só mór­mo­nes. Quando ao livro, não pre­cisa de se pre­o­cu­par, que depois eu peço para o Hél­der me empres­tar a cópia dele.

  33. Não sei se empresto… ;)

  34. Empresta…

  35. Se não qui­se­res empres­tar, podes sem­pre eviá-lo a este site http://www.watchtower.org/ que tem as publi­ca­ções deles quase todas.

    Sali­ento que não sou TJ, mas sei muita coisa sobre eles

    Um abraço

  36. Wan­der­ley Veras,
    «Nunca leu, por exem­plo, o livro “A Vida — qual a sua ori­gem, a evo­lu­ção ou a cri­a­ção?”, publi­cado pela orga­ni­za­ção de Jeová.»

    Eu li, e tenho-o aqui na minha mão. Tam­bém li “Cos­mos”, “Ori­gem das Espé­cies” e “O gene egoísta”, podendo veri­fi­car que as cita­ções são frau­du­len­tas. LOL E até sei de muito argu­mento idi­ota no livro e omis­são de infor­ma­ção, que posso refu­tar facil­mente com livros de Biologia.

    Em http://clubecetico.org/forum/index.php/topic,13602.msg268848.html#msg268848 colo­quei ima­gens do livro, e de livros cita­dos, para com­pa­rar, e tam­bém de livros de Bio­lo­gia para res­pon­der a omissões.

    Por­tanto, o livro não tem qual­quer valor cien­tí­fico, muito pelo con­trá­rio. É só para dou­tri­nar, e no final pode-se veri­fi­car que assim é.

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