Uma Religião a Considerar
Qual será a melhor maneira de provar que a religião é, de facto, um fenómeno irracional, de controle de massas e de lavagem cerebral? Esta é uma pergunta para a qual tenho chegado a uma resposta possível: criar uma religião, alimentá-la com dogmas e fantasias, promover a sua divulgação, coleccionar seguidores e, passado algum tempo, denunciar o embuste!
Dará trabalho, mas é capaz de ser uma experiência interessante.
Aceitam-se sugestões para a denominação, dogmas, métodos para angariar seguidores e possíveis locais para onde fugir após a denuncia. Obrigado.
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Não faças isso!
Crias uma religião, arranjas seguidores, propagas o dogma, dizes que é embuste, crucificam-te e passas a deus. Entretanto a religião continua a crescer e uns séculos mais tarde até dizem que o natal é porque tu nasceste…
Bem, mas há um problema: o meu pai não era carpinteiro! Será que funciona na mesma?
Hmmm…o pai do Pinóquio era carpinteiro, mas ninguém acredita na existência do boneco de madeira!
Oi Heder,isso do carpinteiro logo se arranxa, vexo mais dificil o da virgindade da tua venerada progenitora.…
So se posso ser predicadora entro no jogo, e por suposto nada de castidade.…..que nom sabemos quantas horas nos vai levar fazer todo isso da “igrexa da sorpresa e juiço no final”…
Por certo, nom sei onde fujir.….…
Eu fiz um tópico no Clube Cético sobre a religião ateísta cética
http://clubecetico.org/forum/index.php/topic,10654.0.html
a intenção foi discutir uma religião racional, foi divertido o debate, com muitas críticas.
Eva,
Estás convidada a ser a primeira sacerdotisa da nova religião. Devo dizer que uma religião que promovesse simultâneamente a liberdade sexual e a poligamia de AMBOS os sexos era capaz de ter o seu sucesso.
Adriano,
Para mim ateísmo encontra-se em oposição à fé, base de qualquer religião. Não vejo qual o sentido em misturar ateísmo com religião. Qualquer religião implica a explicação do mundo através de mitos e fantasias com recurso ao sobrenatural. Para mim, ateísmo é oposto de tudo isso.
Não tive oportunidade de ler ainda o tópico que referes.
O que é isto! Já não há respeito. Aonde aonde.
“liberdade sexual…poligamia…AMBOS os sexos”
Tastapassaroufumasteoutravezdaquilodosgadelhudos.
É necessário que haja perseguições históricas no currículo. Por isso é mister reviver algum culto a Baal, Odin, ou mesmo reviver o politeísmo romano. Será fácil converter o povo. Se os católicos conseguiram, mantendo o mesmo politeísmo mas mudando o nome da religião, e acrescentando a moral do escravo, da submissão, será fácil substituir os santos por Diana, Marte, etc.
Eles apareceram para nós e nos obrigaram a fundar a nova religião. Marte me disse que se os iraquianos não se convertessem chuvas de bombas cairiam sobre eles. Diana me disse que extinguiria todos os animais bonitinhos e só deixaria ratos e baratas, se não a adorássemos.
Os templos devem ser greco-romanos, obviamente, belos e imponentes, deve haver muito incenso, roupas greco-romanas, devemos lançar novas versões dos filmes Quo Vadis e Ben-Hur, sempre mostrando os romanos como bonzinhos e os membros da heresia judaica (cristianismo) como caolhos desdentados, corcundas. O Judas Iscariotes será o imperador Teodósio, que proibiu os cultos pagãos e fechou escolas de filosofia, queimou bibliotecas, etc.
Mas acho que, passados uns dois anos, se tentássemos revelar o embuste seríamos mortos e o coroinha assumiria o sacerdócio, he he.
NÃO HÁ SOLUÇÃO, Helder. Já assistiu ao ‘Carlos’ de James Randi? Ele enganou um continente inteiro, revelou o engodo e… …o gado australiano mesmo assim lotou a Ópera de Sidney para assistir ao porto-riquenho que incorporava um sábio morto há milhares de anos…
Ora viva, quem diria que após falar com o Helder no mitico local, iria ver neste blog outra pessoa conhecida, e de mundos completamente diferentes.
Fundar uma religião é mais díficil do que parece, já muitos tentaram, e poucos conseguiram. Algumas pessoas são capazes de enganar outras pessoas, mas não são capazes de enganar pessoas suficientes para ser uma religião, é preciso ser uma pessoa verdadeiramente excepcional para se conseguir fazer uma religião com base nela. E em toda a história da humanidade e de entre todos os seus milhares de milhões de vidas que já por aqui passaram, apenas algumas dezenas de vidas foram capazes disso. Para vós ateistas a religião parece ser algo fácil de replicar, esta experiencia apesar de interessante não iria ser bem sucedida, quando as pessoas fossem finalmente convencidas de uma religião, não interessa o é verdade, interessa sim aquilo que a religião é quando foi criada. Um religioso escolhe uma religião por gostar do que ela oferece, e não por ser verdade ou mentira.
Caro José,
Bem-vindo! Embora promova o ateísmo e não desperdice uma oportunidade de criticar as religiões, as opiniões divergentes são sempre bem acolhidas embora, naturalmente, contestadas sempre que se justifique.
Deixa-me dizer-te que a última frase do teu comentário merece uma resposta mais elaborada que aquela que poderia dar agora. Por isso, fica atento que irei debruçar-me sobre a matéria muito em breve.
Um abraço.
” Um religioso escolhe uma religião por gostar do que ela oferece, e não por ser verdade ou mentira. ”
Tens toda a razão e concordo plenamente contigo, mas se pensares bem, quando alguém escolhe uma religião, deveria ter por base as Sagradas Escrituras, pois assim verificava e menos de um abrir e fechar de olhos se essas seriam verdadeiras ou não, aliás que salva não é a religião, mas sim JESUS CRISTO, acontece que se as pessoas lêssem a biblia e a tentassem compreender, não escolherima nenhuma religião (pois se verificarmos bem estas só oferecem rituais onde não se ganha nada, só se perde a Salvação e dinheiro, entre muitas outras coisas.
Pois repara no que Jesus disse em Mateus 7:16 “Pelos seus frutos os conhecereis. Colhem-se, porventura, uvas dos espinheiros, ou figos dos abrolhos?“
Logo se tiverem que escolher, escolham viver pelos parâmetros de Deus..
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