Dia de Todas as Religiões

1 de AbrilHoje celebra-se o dia de todas as reli­giões. Divi­di­das nas diver­sas dou­tri­nas, todas as reli­giões têm em comum a farsa, a para­nóia e a men­tira. Nenhum outro dia do ano seria mais apro­pri­ado para cele­brar o dia de todas as reli­giões que o pri­meiro de Abril, o Dia das Mentiras.

É neste dia que, com brin­ca­dei­ras mais ou menos ino­cen­tes, se ten­tam enga­nar fami­li­a­res, ami­gos, cole­gas e vizi­nhos, num espí­rito de brin­ca­deira em que o fair-play de todos é con­di­ção essen­cial. É urgente per­ce­ber que tudo em que se baseiam as diver­sas reli­giões são far­sas para as quais a soci­e­dade civil tem tido um fair-play imen­su­rá­vel por­que, con­ve­nha­mos, a reli­gião faz cons­tan­te­mente anti-jogo ao que­rer impor as suas regras a todos os outros.

Assim, desejo-vos a todos um feliz Dia de Todas as Religiões.

(Nota: Em dia de Benfica-Porto impunha-se esta lin­gua­gem fute­bo­lís­tica. Pela minha parte, à hora do jogo esta­rei a ver os Robin­sons em 3D, o que será muito mais divertido)

(Diá­rio Ateísta/Penso, logo, sou ateu)

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7 pensamentos sobre “Dia de Todas as Religiões

  1. Ode a Democracia

    Todos sabem que não há demo­cra­cia sem liber­dade de culto. Todos sabem que não há mais lugar na moder­ni­dade para gover­nos into­le­ran­tes. Logo demo­cra­cia é sinônimo de moder­ni­dade e a into­le­rân­cia é uma sobra do pas­sado.
    A cas­tra­ção dos direi­tos indi­vi­du­ais mor­reu em 1945 incen­di­ada junto ao cadá­ver caqué­tico de Hitler e renas­ceu em 10/12/1948 com a decla­ra­ção dos direi­tos huma­nos. Desde então a demo­cra­cia é uma rea­li­dade con­creta dos nos­sos tem­pos, é um grande passo da huma­ni­dade que nunca vai retro­ce­der. Os gri­tos dos que pre­gam a into­le­rân­cia reli­gi­osa é a voz do ina­dap­ta­dos. É um coro som­brio dos paí­ses que estão na peri­fe­ria do mundo. Esses paí­ses pos­suem um líder des­pó­tico que ins­tala em seu povo um ódio insano que serve para des­viar as aten­ções do povo. Odi­ando eles não per­ce­bem que não pos­suem bens de con­sumo e que vivem a mar­gem do mundo.
    O coro do ateu, do auto­ri­tá­rio, do ego­cên­trico e do opres­sor é o coro dos ina­dap­ta­dos, dos der­ro­ta­dos, dos ultra­pas­sa­dos, dos “sem-futuro”. Daque­les que rumi­nam teo­rias do século XIX como se fos­sem jor­nal de hoje e por isso não con­se­guem ver o óbvio.
    Não per­ce­bem que as mul­ti­dões que seguiam o “Grande Líder” como zum­bis agora pas­seiam nos par­ques. As cri­an­ças aban­do­na­ram os seus uni­for­mes negro de bali­las e podem dor­mir tranqüilas. A foto do dita­dor car­ran­cudo com seu uni­forme mili­tar foi reti­rada das salas das casas, pois não há mais espaço para natu­reza morta. A ordem foi tro­cada pela har­mo­nia, o cole­tivo pelo social, a exclu­são pela empa­tia e as clas­ses soci­ais pela acei­ta­ção incon­di­ci­o­nal do pró­ximo. Só sabe­mos que isso exis­tiu por meio de fotos des­pon­ta­das e fil­mes anti­gos. Não há vida nesse raci­o­na­lismo ego­cên­trico que quer criar um mundo a sua ima­gem e seme­lhança.
    O fina­lismo his­tó­rico dos sis­te­mas utó­pi­cos esque­ce­ram o ser humano e em suas inter­mi­ná­veis dia­lé­ti­cas, joga­ram os “ina­dap­ta­dos” em cam­pos de con­cen­tra­ção. Hoje esses cam­pos abri­gam flo­res, a grama cresce nessa terra que já foi regada com lágri­mas. Mais den­tre tan­tos mor­tos a espe­rança e os sonhos per­ma­ne­ce­ram vivos e junto com ele veio a liber­dade, antes tarde do que nunca.
    As cri­an­ças já podem dan­çar com a famí­lia debaixo da árvore de natal e sonhar com o coe­lhi­nho da pás­coa. O sujeito chato que fala que isso é ali­e­na­ção da bur­gue­sia é só um louco, não faz parte do comitê de segu­rança naci­o­nal. Essa gente não pode mais pren­der, agora só podem falar, mais não con­ven­cem, a sim­pa­tia não é uma vir­tude dos into­le­ran­tes.
    Na dia­lé­tica entre a liber­dade e o raci­o­na­lís­simo a sín­tese foi a demo­cra­cia e com isso pode­mos des­fru­tar da liber­dade pen­sa­mento e de credo. Gra­ças a Deus!!!

  2. Gos­tei muito, mas mesmo muito do pri­meiro comen­tá­rio a este artigo.
    Para se per­ce­be­rem as con­tra­di­ções lógi­cas e con­cei­tu­ais do que dele consta basta ler o título e o fim: “Ode à demo­cra­cia” e “Gra­ças a Deus”.
    Muito elu­ci­da­tivo, de facto…ou não.
    Mas afi­nal o que é que tem a ver a demo­cra­cia com a reli­gião? Abso­lu­ta­mente nada, por­que num estado de direito dito demo­crá­tico a reli­gião só releva em dois aspec­tos: lai­ci­za­ção do Estado (para quem não saiba, a reli­gião dei­xou de ser, de qual­quer forma, fonte de direito) e liber­dade reli­gi­osa (o que sig­ni­fica que qual­quer um é livre de esco­lher a reli­gião ou culto a que se quer dedi­car e, como é óbvio, de não esco­lher reli­gião nenhuma).
    Agora “Ode à demo­cra­cia, gra­ças a deus”???
    Já agora, que é que o Hitler tem a ver com isto?

  3. O Hitler era, segundo a lenda, ateu… Há quem duvide, mas para o caso não importa. Assim, todos os ateus são malévolos.

    O Hitler tinha bigode. Ima­gina o que são as pes­soas que usam bigode!

  4. Obri­gado pelas legen­das, só falta dizer que uma ode são um con­junto de estro­fes, e de poé­tico isto não tem nada.
    Tem muito mais de utópico.

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