Mar 31
Refiro-me, claro, ao Cristo de chocolate! Esta doce escultura de 1,80m esteve para ser apresentada ao público numa galeria de arte em Nova Iorque mas, face à revolta e apelo ao boicote levado a cabo pela The Catholic League for Religious and Civil Rights, foi retirada da exposição.
A escultura imaginativamente intitulada “My Sweet Lord”, de Cosimo Cavallaro, procura, assim, um novo local para ser apresentada ao público em geral. Matthew Semler, director artístico da exposição, diz não terem ficado claras a razões dos protestos: o facto de ser de chocolate, o facto de estar nu ou o facto do chocolate ser preto.
Esta noticia fez-me recordar das caricaturas de Maomé e de toda a polémica gerada à pouco mais de um ano.Vá lá, os protestos não envolveram o incendiar de bandeiras nem o vandalização de embaixadas.
Algumas perguntas surgem-me, assim de repente:
O que é que a cera ou o barro têm de mais nobre que o chocolate e em que é que esta escultura difere das outras em relação aquela máxima “não idolatrarás”?
Ficando a escultura à mercê de uma católica perversa (que as há, felizmente) onde daria ela a primeira dentada?
(Diário Ateísta/Penso, logo, sou ateu)
Mar 31
Um excelente documentário em flash sobre a evolução humana e o que faz de nós humanos. A não perder.
(Nota: Têm que desbloquear os pop-ups para este site antes de clicar em “Launch the Documentary”)
Mar 30
Vamos entrar naquela semana em que, no final, se celebra nada mais, nada menos, que o maior embuste da civilização ocidental. Convém, portanto, estar atento.
É a semana em que nos querem fazer crer que um pai sacrificou o seu próprio filho para provar que ele era mesmo o progenitor; que o corpo do filho desapareceu três dias depois porque o pai assim quis; enfim, que o filho fugiu do sepulcro todo nu, uma vez que as roupas com que foi coberto depois de morto estão em exposição em Turim!
Cá por casa, morreu ontem um dos mandarins que as minhas filhas teimam em ter engaiolados. Tive pena que não aguentasse mais uma semana; daríamos apenas por falta dele na gaiola e teríamos a certeza que apenas optara por gozar a Primavera ao ar livre!
(Diário Ateísta/Penso, logo, sou ateu)
Mar 29
Uma das frases famosas de Steve Weinberg é algo do género: “Existirão sempre pessoas boas a fazer coisas boas e pessoas más a fazer coisas más. Mas para pessoas boas fazerem coisas más é preciso a religião.”
Acho que se pode aplicar o mesmo princípio a outras realidades. Senão, vejamos: “Existirão sempre pessoas inteligentes a dizerem coisas interessantes e pessoas ignorantes a dizerem parvoíces. Mas para pessoas inteligentes dizerem parvoíces é preciso o futebol”.
Mar 28
Foi - finalmente - traduzido para português e editado por cá o já clássico The End of Faith, de Sam Harris. Lamentavelmente, o editor nacional (Tinta da China) optou pela estratégia mais simples, mas que neste país parece ser a única disponível. Uma capa tipo romance de cordel com pretos e vermelhos fortes, quiçá para acordar as imagens recalcadas do Inferno de Dante, e cria uma frase soberba para a bandeira do canto superior direito: “O Livro Negro da Religião”!
Claro que se esqueceram de colocar na capa, como acontece em muitas edições no estrangeiro, a simples frase “The New York Times Bestseller”. Tudo a bem, claro está, da credibilidade desta obra…
Mar 26
Finalmente, um representante no Congresso dos Estados Unidos assume não acreditar em qualquer deus!
Pete Stark, um dos representantes da Califórnia no Congresso, assumiu esta semana publicamente o seu ateísmo. Esperemos que a sua coragem sirva de exemplo a outros que são reféns do sucesso eleitoral e não têm tido a mesma postura. Recordo que assumir uma posição contrária à crença em deus é considerado suicídio politico nos Estados Unidos.
Veremos se Stark se trata de um caso isolado, fruto do seu eleitorado ser dos menos conservadores em todos os Estados Unidos, ou se a coragem é contagiante. De qualquer forma, por muito ténue que seja, é uma ponto de luz ao fundo do túnel.
Para saber mais, ler aqui.
(Diário Ateísta/Penso, logo, sou ateu)
Mar 25
Tenho o mau hábito de “apanhar” com facilidade expressões idiomáticas das pessoas com quem mais contacto. Isto não tem nada de mal, claro, mas ao fim de uns anos a ouvir “oh, meu deus”, “nossa senhora”, “santinho”, “valha-me deus”, “graças a deus”, “se deus quiser”, entre muitas outras parvoíces, às vezes ainda me escapam algumas destas aberrações linguísticas entre os dentes, especialmente quando não posso dizer um palavrão.
Fico chateado comigo mesmo quando isso acontece. Não por que o diga com o sentido religioso inerente a cada uma delas, mas por que há sempre alguém por perto que, sabendo que sou ateu, não hesita em apontar-me o deslize.
Por isso, fica aqui a minha resolução em abandonar definitivamente a utilização destas beatices linguísticas. “Santinho” já há algum tempo que passou a ser “Einstein”. Tenho que arranjar substitutos para algumas das outras (não uso todas). Graças a deus…