A história fez com que o Reino Unido e os EUA ficassem com muitas características comuns; o idioma e os sistemas de medição ou, mais recentemente, o disparate da invasão do Iraque, por exemplo. Pois fiquem a saber que as semelhanças não se ficam por aqui.
Segundo a edição online do Guardian, os estudantes ingleses passarão a discutir, incluído no seu programa, o criacionismo e a já lendária teoria do Intelligent Design (recuso-me a traduzir a expressão para não contribuir para a proliferação da ideia nos países lusófonos).
Segundo a mesma notícia, esta nova lei tem como objectivo que os alunos debatam o relacionamento entre religião e ciência. Isto, à priori, pode parecer muito interessante. Mas, pergunta-se: porque não incluir, por exemplo, a astrologia? Ou a cartomancia? E, já agora — porque não — a religião Jedi?
Esta ânsia ocidental em colocar ciência e religião ao mesmo nível é um perfeito disparate! Torna-se ainda mais perigoso quando se confundem as coisas e se começa a disfarçar pregação com debate. Sim, porque ao nível do ensino secundário falar em criacionismo ao mesmo tempo que se fala da criação do universo ou das origens da Vida e do Homem não pode ter boas intenções.
Não há argumento, discussão, debate ou reflexão que o justifique.
Outros artigos idênticos:

Nos Estados Unidos, a comunidade científica conseguiu, por enquanto, ultrapassar a situação, graças ao processo “Kitzmiller e outros contra Distrito Escolar da Zona de Dover e outros”. Se estiver interessado, pode encontrar em “http://www.criticanarede.com/rel_intdesign.html.” um bom ensaio sobre a questão. Vamos ver se na Inglaterra também conseguem derrotar o oscurantismo criacionista.
Olha que ser JEDI até tem estilo.
Sabes se temos direito a bastão luminiso?
De facto a história revela o porquê das semelhanças, não te esqueças que era para a américa do norte que eram deportados os que não interessavam do lado de cá.
Um abraço.