Intelligent Design em Terras de Sua Majestade

The GuardianA his­tó­ria fez com que o Reino Unido e os EUA ficas­sem com mui­tas carac­te­rís­ti­cas comuns; o idi­oma e os sis­te­mas de medi­ção ou, mais recen­te­mente, o dis­pa­rate da inva­são do Ira­que, por exem­plo. Pois fiquem a saber que as seme­lhan­ças não se ficam por aqui.

Segundo a edi­ção online do Guar­dian, os estu­dan­tes ingle­ses pas­sa­rão a dis­cu­tir, incluído no seu pro­grama, o cri­a­ci­o­nismo e a já len­dá­ria teo­ria do Intel­li­gent Design (recuso-me a tra­du­zir a expres­são para não con­tri­buir para a pro­li­fe­ra­ção da ideia nos paí­ses lusófonos).

Jedi ChurchSegundo a mesma notí­cia, esta nova lei tem como objec­tivo que os alu­nos deba­tam o rela­ci­o­na­mento entre reli­gião e ciên­cia. Isto, à pri­ori, pode pare­cer muito inte­res­sante. Mas, pergunta-se: por­que não incluir, por exem­plo, a astro­lo­gia? Ou a car­to­man­cia? E, já agora — por­que não — a reli­gião Jedi?

Esta ânsia oci­den­tal em colo­car ciên­cia e reli­gião ao mesmo nível é um per­feito dis­pa­rate! Torna-se ainda mais peri­goso quando se con­fun­dem as coi­sas e se começa a dis­far­çar pre­ga­ção com debate. Sim, por­que ao nível do ensino secun­dá­rio falar em cri­a­ci­o­nismo ao mesmo tempo que se fala da cri­a­ção do uni­verso ou das ori­gens da Vida e do Homem não pode ter boas intenções.

Não há argu­mento, dis­cus­são, debate ou refle­xão que o justifique.

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25. Janeiro 2007 by Helder Sanches
Categories: Ciência, Religião | 2 comments

Comments (2)

  1. Nos Esta­dos Uni­dos, a comu­ni­dade cien­tí­fica con­se­guiu, por enquanto, ultra­pas­sar a situ­a­ção, gra­ças ao pro­cesso “Kitz­mil­ler e outros con­tra Dis­trito Esco­lar da Zona de Dover e outros”. Se esti­ver inte­res­sado, pode encon­trar em “http://www.criticanarede.com/rel_intdesign.html.” um bom ensaio sobre a ques­tão. Vamos ver se na Ingla­terra tam­bém con­se­guem der­ro­tar o oscu­ran­tismo criacionista.

  2. Olha que ser JEDI até tem estilo.
    Sabes se temos direito a bas­tão lumi­niso?
    De facto a his­tó­ria revela o porquê das seme­lhan­ças, não te esque­ças que era para a amé­rica do norte que eram depor­ta­dos os que não inte­res­sa­vam do lado de cá.
    Um abraço.

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