
Ainda me recordo dos prédios de Lisboa constantemente “forrados” pelos cartazes de partidos políticos, movimentos cívicos, sindicatos e anúncios de greve. Eram os anos do pós 25 de Abril. Aos cartazes juntavam-se as frases, ora revolucionárias, ora reaccionárias, pintadas nas mesmas fachadas. Houve, pelo início dos anos 80, uma campanha qualquer pela parte da CML que pretendia sensibilizar os propagandistas a utilizarem os locais apropriados para a colocação de cartazes. Deu trabalho mas conseguiu-se que a cidade ficasse mais bonita ou, se preferirem, com um aspecto mais lavadinho.
Passados alguns anos, deparamo-nos com uma cidade repleta de grafittis, de mensagens fazias, que funcionam, mais ou menos, como as mijinhas dos cães ao virar ao esquina. Veja-se o exemplo do Bairro Alto. Mesmo os prédios que são restaurados são rapidamente alvo do vandalismo dos gangs foleiros ainda antes de retirarem os andaimes.
Liberdade de expressão? Não. Falta de respeito pelo espaço público e pela propriedade privada, é o que é.
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E merda de cão, Helder?
Vivi 4 aos no centro da cidade, trabalho lá há 34 anos e nunca vi a calçada portuguesa tão “minada”. Porque é que não é obrigatório, para quem quer ter o animal num andar, ser obrigado a ter uma “sanita” para o bicho? Aposto que não faltariam desenhadores e fabricantes a querer vender. Mas quem faz merda todos os dias na câmara, não se preocupa com os pagadores de impostos que têm de a pisar.
Essa é outra… Existem ruas onde, mesmo sem mais ninguém a 200 metros de distância, se tem que caminhar aos ziguezagues…
Aqui em Cacau fizeram toilettes nas vias publicas para animais, o que é já comum de encontrar nas cidades ditas civilizadas. Além disso é normal encontrar os donos dos bichos com um jornalinho para pôr por baixo do bicho durante o acto e em seguida descartar no caixote do lixo mais próximo. é só uma questão de educação, pública e privada…
Pois, xiquinho. Cá também fizerem publicidade para os donos dos bichos andarem com um saco de plástico para apanharem os excrementos e porem no lixo. Mas dá muito trabalho e “vergar a mola” ainda deve dar mais.
Liberdade de expressão nas paredes das casas dos outros? Usem as suas próprias! Depois fazem-se de coitadinhos, quando deviam era trabalhar para puderem fazê-los nos locais apropriados.
Na minha cidade natal (Espinho) a Câmara colocou numa zona perto da praia, numa área movimentada (não para esconder portanto) um placar grande, onde de tempos em tempos deixam que alguém, com a autorização da própria Câmara, possa fazer um trabalho de grafittis. São sempre trabalhos lindíssimos, com conteúdo e mensagem interessantes e assim conseguiu-se “aguentar†a ânsia dos “artistas†(por vezes temos de assumir que são mesmo artistas).
Acho que é um exemplo a seguir, simples, directo, e civilizado, respeitando toda a gente…até os velhinhos gostam;)
Por cada rapazinho ou “rapazinha” apanhado ou apanhada a pintar seja o que for , pintar-lhes a cara com o mesmo spray juntando-lhe de seguinda lactose para ficar bem impregenada na face destes paquidermes ditos “artistas do grafitti”.….….
Para grandes males ‚granfes remédios!!!!!
Oh senhor espertalhão é favor de não falar do que não se conheçe e ja agora essa imagem tem direitos de autor e e favor de a retirar antes que eu tome medidas…o pintor
A única medida que podes tomar é resumires o teu espaço de pintura às paredes do teu quarto… o senhor espertalhão.
ignorancia é benção … parabens
mas tem piada, os graffiti políticos da altura do prec que ainda existem estão normalmente impecáveis, sem nada pintado por cima… são uma espécie de memória da Revolução que até os graffitadores respeitam.