Anormalidade de Expressão

Grafitti

Ainda me recordo dos pré­dios de Lis­boa cons­tan­te­mente “for­ra­dos” pelos car­ta­zes de par­ti­dos polí­ti­cos, movi­men­tos cívi­cos, sin­di­ca­tos e anún­cios de greve. Eram os anos do pós 25 de Abril. Aos car­ta­zes juntavam-se as fra­ses, ora revo­lu­ci­o­ná­rias, ora reac­ci­o­ná­rias, pin­ta­das nas mes­mas facha­das. Houve, pelo iní­cio dos anos 80, uma cam­pa­nha qual­quer pela parte da CML que pre­ten­dia sen­si­bi­li­zar os pro­pa­gan­dis­tas a uti­li­za­rem os locais apro­pri­a­dos para a colo­ca­ção de car­ta­zes. Deu tra­ba­lho mas conseguiu-se que a cidade ficasse mais bonita ou, se pre­fe­ri­rem, com um aspecto mais lavadinho.

Pas­sa­dos alguns anos, deparamo-nos com uma cidade repleta de gra­fit­tis, de men­sa­gens fazias, que fun­ci­o­nam, mais ou menos, como as miji­nhas dos cães ao virar ao esquina. Veja-se o exem­plo do Bairro Alto. Mesmo os pré­dios que são res­tau­ra­dos são rapi­da­mente alvo do van­da­lismo dos gangs folei­ros ainda antes de reti­ra­rem os andaimes.

Liber­dade de expres­são? Não. Falta de res­peito pelo espaço público e pela pro­pri­e­dade pri­vada, é o que é.

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17. Janeiro 2007 by Helder Sanches
Categories: Sociedade | 11 comments

Comments (11)

  1. E merda de cão, Hel­der?
    Vivi 4 aos no cen­tro da cidade, tra­ba­lho lá há 34 anos e nunca vi a cal­çada por­tu­guesa tão “minada”. Por­que é que não é obri­ga­tó­rio, para quem quer ter o ani­mal num andar, ser obri­gado a ter uma “sanita” para o bicho? Aposto que não fal­ta­riam dese­nha­do­res e fabri­can­tes a que­rer ven­der. Mas quem faz merda todos os dias na câmara, não se pre­o­cupa com os paga­do­res de impos­tos que têm de a pisar.

  2. Essa é outra… Exis­tem ruas onde, mesmo sem mais nin­guém a 200 metros de dis­tân­cia, se tem que cami­nhar aos ziguezagues…

  3. Aqui em Cacau fize­ram toi­let­tes nas vias publi­cas para ani­mais, o que é já comum de encon­trar nas cida­des ditas civi­li­za­das. Além disso é nor­mal encon­trar os donos dos bichos com um jor­na­li­nho para pôr por baixo do bicho durante o acto e em seguida des­car­tar no cai­xote do lixo mais pró­ximo. é só uma ques­tão de edu­ca­ção, pública e privada…

  4. Pois, xiqui­nho. Cá tam­bém fize­rem publi­ci­dade para os donos dos bichos anda­rem com um saco de plás­tico para apa­nha­rem os excre­men­tos e porem no lixo. Mas dá muito tra­ba­lho e “ver­gar a mola” ainda deve dar mais.

  5. Liber­dade de expres­são nas pare­des das casas dos outros? Usem as suas pró­prias! Depois fazem-se de coi­ta­di­nhos, quando deviam era tra­ba­lhar para pude­rem fazê-los nos locais apropriados.

  6. Na minha cidade natal (Espi­nho) a Câmara colo­cou numa zona perto da praia, numa área movi­men­tada (não para escon­der por­tanto) um pla­car grande, onde de tem­pos em tem­pos dei­xam que alguém, com a auto­ri­za­ção da pró­pria Câmara, possa fazer um tra­ba­lho de gra­fit­tis. São sem­pre tra­ba­lhos lin­dís­si­mos, com con­teúdo e men­sa­gem inte­res­san­tes e assim conseguiu-se “aguen­tar” a ânsia dos “artis­tas” (por vezes temos de assu­mir que são mesmo artistas).

    Acho que é um exem­plo a seguir, sim­ples, directo, e civi­li­zado, res­pei­tando toda a gente…até os velhi­nhos gostam;)

  7. Por cada rapa­zi­nho ou “rapa­zi­nha” apa­nhado ou apa­nhada a pin­tar seja o que for , pintar-lhes a cara com o mesmo spray juntando-lhe de seguinda lac­tose para ficar bem impre­ge­nada na face des­tes paqui­der­mes ditos “artis­tas do gra­fitti”.….….
    Para gran­des males ‚gran­fes remédios!!!!!

  8. Oh senhor esper­ta­lhão é favor de não falar do que não se conheçe e ja agora essa ima­gem tem direi­tos de autor e e favor de a reti­rar antes que eu tome medidas…o pintor

  9. A única medida que podes tomar é resu­mi­res o teu espaço de pin­tura às pare­des do teu quarto… o senhor espertalhão.

  10. igno­ran­cia é ben­ção … parabens

  11. mas tem piada, os graf­fiti polí­ti­cos da altura do prec que ainda exis­tem estão nor­mal­mente impe­cá­veis, sem nada pin­tado por cima… são uma espé­cie de memó­ria da Revo­lu­ção que até os graf­fi­ta­do­res respeitam.

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