Dawkins: “A execução de Saddam foi um acto de vandalismo”

Richard DawkinsNeste artigo, Richard Daw­kins invoca um novo argu­mento de opo­si­ção à exe­cu­ção de Sad­dam Hus­sein. Para além dos argu­men­tos gerais de cen­sura à pena de morte e, neste caso em par­ti­cu­lar, das con­sequên­cias drás­ti­cas que a exe­cu­ção de Sad­dam cer­ta­mente trará para o povo ira­qui­ano, Daw­kins sali­enta que se per­deu uma exce­lente opor­tu­ni­dade para estu­dar pro­fun­da­mente de que é feito, afi­nal, um dita­dor do cali­bre de Sad­dam do ponto de vista psicológico.

Excerto:

But perhaps the most impor­tant rese­arch in which a living Sad­dam Hus­sein could have hel­ped is psy­cho­lo­gi­cal. Most peo­ple can’t even come close to unders­tan­ding how any man could be so cruel as Hitler or Sad­dam Hus­sein, or how such trans­pa­ren­tly evil mons­ters could secure suf­fi­ci­ent sup­port to take over an entire coun­try. What were the for­ma­tive influ­en­ces on these men? Was it something in their childhood that tur­ned them bad? In their genes? In their tes­tos­te­rone levels? Could the dan­ger have been nip­ped in the bud by an alert psy­chi­a­trist before it was too late? How would Hitler, or Sad­dam Hus­sein have res­pon­ded to a dif­fe­rent style of edu­ca­tion? We don’t have a clear answer to these ques­ti­ons. We need to do the research.

Claro que as reac­ções não se fize­ram espe­rar. Daw­kins é muito habi­li­doso quando pre­tende pro­vo­car uma boa polé­mica. Feliz­mente, tem tam­bém o con­dão de por as pes­soas a pensar.

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  5. Beyond Belief, 2006

12 pensamentos sobre “Dawkins: “A execução de Saddam foi um acto de vandalismo”

  1. Deixo o comen­tá­rio só para felicita-lo pelo blog que me parece por uma visita rápida um blog bas­tante inte­res­sante e que já faz parte dos meus favoritos.

  2. __Eagle__,

    Obri­gado pela visita e pelo comen­tá­rio. Volte sempre.

    Um abraço.

  3. Deixa-lo vivo para lhe fazer tes­tes, como um rato de labo­ra­tó­rio, é permissível?

  4. Caro Luis,

    Todos os serial kil­lers são alvos de uma aná­lise psi­co­ló­gica e psi­quiá­trica que tem como objec­tivo melho­rar o conhe­ci­mento que a ciên­cia tem do fenó­meno. Penso que Richard Daw­kins não se refere à hipó­tese de colo­car Sad­dam de bar­riga aberta para que lhe estu­das­sem as entra­nhas ou ses­sões de lava­gem de cére­bro á lá “Laranja Mecâ­nica”.
    Umas ses­sões de psi­ca­ná­lise e uns estu­dos de ADN não o dei­xa­riam pior do que aca­bou por ficar. Nem à soci­e­dade que o con­de­nou levan­ta­ria pro­ble­mas de qual­quer espé­cie do ponto de vista ético. Já a con­de­na­ção à morte deve­ria dei­xar a mesma soci­e­dade cons­tran­gida sob esse ponto de vista.

  5. Caro Hél­der,

    1 – Eu sei o caso dos assas­si­nos em série, mas não quer dizer que concorde;

    2 – Não gos­tei muito da iro­nia da “bar­riga aber­ta”, mas como aca­bou com um “à lá” fiquei logo bem disposto;

    3 – Não sei a razão dos ame­ri­ca­nos fica­rem cons­tran­gi­dos com a morte (e como foi), eles sabiam que isto ia acon­te­cer e não foram os ira­qui­a­nos que apa­nha­ram o Sad­dam, por isso…

    4 – Claro que com ses­sões de psi­ca­ná­lise ele não ia ficar pior do que como ficou, com uma corda ao pes­coço ao mesmo tempo que estava a ser insul­tado, fil­mado e fotografado;

    5 – Não, eu não gosto do homem este­jam descansados;)

  6. Sin­ce­ra­mente , dis­cordo de tudo isto a única coisa gra­vis­sima foi a divul­ga­ção publica do ” especatculo ”

    A exi­bi­ção do cada­var ser­vi­ria com­ple­ta­mente para pro­var o sucesso da operação

    Mais eu sou a favor da rein­tro­du­ção da pena de morte em Por­tu­gal para o ter­ro­rismo, cri­mi­na­li­dade alta­mente orga­ni­zada e pedofilia

    É UMA QUESTAO DE DEFESA DOS VALORES DA LIBERDADE E DA DEMOCRACIA

  7. Acho que é uma ati­tude coe­rente da sua parte. Se é fun­da­men­ta­lista numa maté­ria deve sê-lo em todas.

    Eu não sou a favor da rein­tro­du­ção da pena de morte em Por­tu­gal mas, se fosse, defen­de­ria a sua apli­ca­ção aos fun­da­men­ta­lis­tas religiosos.

  8. Mas olhe q na guerra civil de ESPANHA foi o q aconteceu

    Os REPUBLICANOS fartaram-se do san­gue dos padres, fadres, fei­ras e cato­li­cos mili­tan­tes ( o fun­da­dor da OPUS DEI conta as suas expe­ri­en­cias com os republicanos )

    MAS OS FALANGISTAS E OS MOUROS MARROQUINOS fartaram-se de encher pra­ças de toi­ros com os republicanos

    Julgo bem dis­pen­sa­vel esdta ree­di­ção do ódio e da guerra fraticida

    DEVIAMOS ERA ESTAR UNIDOS PARA A CONSTRUÇÃO DE UM PORTUGAL MAIS LIVRE JUSTO E FRATERNO

    e no com­bate a todas as for­mas de terrorismo

  9. DEVIAMOS ERA ESTAR UNIDOS PARA A CONSTRUÇÃO DE UM PORTUGAL MAIS LIVRE JUSTO E FRATERNO

    E, simul­tâ­ne­a­mente, introduz-se a pena de morte, certo? Não há aí uma con­tra­di­ção­zita qualquer?

  10. Não, ” por acaso ” até não há

    É pre­ciso estar pre­pa­rado para se opor efi­caz­mente aos eni­mi­gos da liberdade.

    Agora repare que eu atri­buo um carac­ter excep­ci­o­nal a este ins­ti­tuto do direito penal

  11. Tem­pos vol­vi­dos, qual foi a lição que se pode apro­vei­tar de tal ati­tude institucional…

    NENHUMA…positiva de certo nenhuma. Ao invés demonstrou-se que o oci­dente nada de novo ensi­nou aquele povo…além de vio­lên­cia continuada…

    PARABÉNS PELO BLOG

  12. Exe­crá­vel e nojenta a defesa da pena de morte…Aqui estou com o Hel­der e com DawKins…António

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