Vai um cigarrinho ateu?

Tabaco ateu

Eu sei que esta máxima é muito pri­má­ria, mas já há algum tempo que tinha von­tade de pro­tes­tar con­tra a caça ao fuma­dor. Eu fumo, é ver­dade, e não me orgu­lho disso. Mas, con­ve­nha­mos, tam­bém não tenho nenhum peso na cons­ci­ên­cia em rela­ção aos fuma­do­res pas­si­vos. Uma ati­tude cívica q.b. é sufi­ci­ente para nin­guém ter que levar com o meu fumo.

Com­pre­en­de­ria melhor uma ten­ta­tiva de proi­bi­ção do tabaco do que algu­mas ten­ta­ti­vas hipó­cri­tas por parte do governo em rela­ção aos fuma­do­res. Mamam nos impos­tos, mamam nas coi­mas, mamam onde que­rem… hum!?! Bem…
Cá por mim, vou mamar num cigarro!

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13. Dezembro 2006 by Helder Sanches
Categories: Pessoais, Sociedade | 5 comments

Comments (5)

  1. Herderzito…tens razão na hipó­cri­sia da dita caça ao fumador…eu como fuma­dora pas­siva ape­nas digo:; fumem mto k assim pago menos impos­tos!!! É uma verdade…

    Mas “sofro” um cadito cada vez k passo belos momen­tos no teu bar…caramba o fumo leva-me ás lágrimas…e não, não é por ti k xoro!!!!

    Bjos e fica bem

  2. Caro Hél­der

    O pro­blema é mesmo o civismo… senão aten­te­mos à pro­ble­má­tica dos aci­den­tes rodo­viá­rios, dos con­cur­sos de “gosma” verde na cal­çada e da mija nos can­tos (um dos sinais mais típi­cos da Lis­boa e Sei­xal anti­gos).
    Assim tenho para mim que se não for atra­vés de leis (aque­las cuja trans­gres­são impli­que con­sequên­cias ao trans­gres­sor), que os fuma­do­res acti­vos farão inten­ci­o­nal­mente ou não os pas­si­vos (parece quase gay esta con­versa !) cor­re­rem mais ris­cos por causa de um vício que mani­fes­ta­mente não partilham.

    A liber­dade de uns acaba onde começa a dos outros, e Por­tu­gal é terra de atropelos.

    Um abraço da outra mar­gem…
    onde as pon­tes ainda têm portagem…

    AXSX

  3. Oh, Artur, é bom ver-te por aqui. Espero que esteja tudo bem com vocês.

    O pro­blema não se reduz ape­nas ao civismo. A prá­tica ou não deste, depende essen­ci­al­mente, da for­ma­ção que cada um terá. E, como em mui­tas outras maté­rias, prefere-se criar um sis­tema de mul­tas do que formar.

    O que não deixa de ser curi­oso é que nal­guns casos onde a falta de for­ma­ção des­po­leta o pro­blema, opta-se pela libe­ra­li­za­ção. Nou­tros casos, pela pena­li­za­ção! Assim, tipo… depende!

    De todos os casos que refe­riste, con­fesso que, se bem me lem­bro, há pou­cos pra­ze­res como aquele de fazer uma miji­nha con­tra a parede dum pré­dio ou, melhor ainda, con­tra uma arvore numa noite ven­tosa de inverno. È um pra­zer do qual já não des­fruto há mui­tos, mui­tos anos mas que me deixa nos­tál­gico.
    No entanto, todas as noi­tes à saída do Bairro Alto tenho a sen­sa­ção de estar a pas­sar junto dos con­ten­to­res de lixo de qual­quer maris­queira manhosa. Vá-se lá saber porquê…

  4. Guida,

    Nós, no Palpita-me, temos esta pan­cada: ado­ra­mos ver mulhe­res a cho­rar. ;-)

    Um beijo.

  5. Parece-me que temos aqui a eterna dis­cu­ção sobre o sexo dos anjos…

    O pró­ximo passo, e não falta muito por­que o refe­rendo já está mar­cado, é saber se o aborto ou a IVG (como lhe qui­se­rem cha­mar) é moral­mente e/ou eti­ca­mente acei­tá­vel ou não.

    Fica a ques­tão num país onde tu muito bem refe­riste se fazem as coi­sas tipo… depende!

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