Saddam Hussein condenado à morte por enforcamento
Sou, por princípio, contra a pena de morte. Acho que a questão da pena de morte tem que ser sempre avaliada no abstracto, sem envolvimento emocional por quaisquer casos particulares.
Daniel Oliveira, no seu Arrastão, afirma no seu tom característico: “Nada como uma forca para mobilizar o eleitorado republicano.”
Sinceramente, acho que já não há forcas que lhes valham. Dentro de algumas horas, quando encerrarem as mesas de voto, saberemos se lhes valeu de algo.
Preocupo-me mais que tipo de forças é que esta forca mobilizará dentro do Iraque e nos países vizinhos. Aí, sim, veremos se Saddam será capaz de matar mais em morto do que matou enquanto vivo. Esperemos que não…
Numa altura em que o país poderia beneficiar de um exemplo real de superioridade ética e respeito por valores humanos, o tribunal optou pela condenação à morte!
Parece, de facto, que a encomenda chegou mesmo a tempo. Poderá é ser um presente envenenado.
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