Saddam Hussein condenado à morte por enforcamento

Saddam HusseinSou, por prin­cí­pio, con­tra a pena de morte. Acho que a ques­tão da pena de morte tem que ser sem­pre ava­li­ada no abs­tracto, sem envol­vi­mento emo­ci­o­nal por quais­quer casos particulares.

Daniel Oli­veira, no seu Arras­tão, afirma no seu tom carac­te­rís­tico: “Nada como uma forca para mobi­li­zar o elei­to­rado republicano.”

Sin­ce­ra­mente, acho que já não há for­cas que lhes valham. Den­tro de algu­mas horas, quando encer­ra­rem as mesas de voto, sabe­re­mos se lhes valeu de algo.

Preocupo-me mais que tipo de for­ças é que esta forca mobi­li­zará den­tro do Ira­que e nos paí­ses vizi­nhos. Aí, sim, vere­mos se Sad­dam será capaz de matar mais em morto do que matou enquanto vivo. Espe­re­mos que não…
Numa altura em que o país pode­ria bene­fi­ciar de um exem­plo real de supe­ri­o­ri­dade ética e res­peito por valo­res huma­nos, o tri­bu­nal optou pela con­de­na­ção à morte!
Parece, de facto, que a enco­menda che­gou mesmo a tempo. Poderá é ser um pre­sente envenenado.

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07. Novembro 2006 by Helder Sanches
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