“Ao longo do trajecto viam-se inúmeras pessoas, todas ansiosas por um relance do santo caixão e até, quem sabe, na ânsia de que uma pequena snifadela aos gazes da decomposição do corpo do santo cadáver lhes pudesse proporcionar uma overdose de santidade que lhes garantisse a remissão de secretos e inconfessáveis pecados, e lhes franqueasse milagrosamente as portas do Reino dos Céus.” Excerto de post no Diário Ateísta, “A Profanação do Cadáver“, por Luis Grave Rodrigues.
Não tenho nada a ver com as voltas que o cadáver de Lúcia dá ou deixa de dar. Afinal, para quem viveu a vida enclausurada, um pouco de ar fresco com uns salpicos de chuva até devem ser bastante agradáveis. Pena que o circuito e o destino fossem os mesmos trilhados por Lúcia enquanto estava viva!
No entanto, já me preocupa saber quem pagou todo aquele aparato de segurança. A ICAR? O Estado? O Vaticano? Quem?
Preocupa-me, também, que a televisão estatal de um estado laico dedique algumas horas do seu prime-time a evento tão macabro quanto este!
Não há pachorra…
Este tenho mesmo de comentar. Está um gajo em casa (sem TV Cabo ou similar), até quer ver o filmezito de Domingo à tarde do costume para ver se a ressaca passa mais depressa e passa-me aquela coisa mórbida na TV? Mau, queres ver que vou ter que me chatear?
Epa, que fosse só num canal, ainda se admitia, mas SIC, TVI e RTP ao mesmo tempo? Não se admite! Havia é de se pegar nos autores desta brincadeira de mau gosto e empalá-los em local público. Isso é que era!
Mais valia passar uns episódios de uma novela mexicana rasca…
Felizmente que o programa domingueiro me afastou da televisão o tempo necessário para não ter de ver o “Calvário – part II” que contituiu a trasladação de Lúcia. No entanto meu caro, preparai-vós, pois vem ai mais do mesmo ou pior… falta beatificar ainda o santo cadáver.Os cães ladram e o cangalheiro passa.