Este é o sinal em causa.

Dermatologia, IPO e a minha nádega direita

Hoje fui a uma con­sulta de der­ma­to­lo­gia para des­pis­tar um estra­nho fenó­meno cutâ­neo que se desen­vol­veu no meu couro cabe­ludo. Afi­nal, não era nada de pre­o­cu­pante, trata-se de uma ver­ruga sebor­reica. Ou melhor, tratava-se, uma vez que nas 3 sema­nas entre a mar­ca­ção da con­sulta e a mesma a ver­ruga desa­pa­re­ceu! Tudo nor­mal e sem razões para alarme, segundo a médica. Mas, apro­vei­tando a visita, fez-se um exame rigo­roso à pele de todo o corpo e, como não há bela sem senão, descobre-se um sinal na minha nádega direita com neces­si­dade de remo­ção com carác­ter urgente. Passa-se guia de mar­cha para o IPO onde o sinal será remo­vido e o mesmo envi­ado para biop­sia. Den­tro em breve have­rão mais novidades.

Nes­tas coi­sas sou opti­mista por natu­reza e a minha dose de nii­lismo não me deixa pen­sar pro­fun­da­mente nas pio­res pos­si­bi­li­da­des, mas gos­ta­ria de saber se há por aí alguém com expe­ri­ên­cia des­tas coi­sas de remo­ção de sinais.

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Apartidário, mas não apolítico

Den­tro de pou­cos meses vai realizar-se mais uma vota­ção naci­o­nal para ele­ger os depu­ta­dos para a Assem­bleia da Repú­blica para mais um man­dato de qua­tro anos. É altura para reflec­tir e exer­cer o direito de voto con­sa­grado na Cons­ti­tui­ção. Para os par­ti­dos polí­ti­cos é altura de arre­ga­çar as man­gas e ganhar ou con­so­li­dar apoi­an­tes. Mas, comigo, não se safam…

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Through the eyes

Through the eyes of Wis­dom, I see a pea­ce­full, colour­full world
Through the eyes of Greed, I see the shape of an hun­gry man
Through the eyes of Hope, I see flowers growing in a dry land
Through the eyes of Rea­son, I see jus­tice and I see pro­gress
Through the eyes of War, I see misery where there should be art
Through the eyes of Music, I see balance in every writ­ten word
Through the eyes of Love, I see the future as it is meant to be

Through your eyes…

Through your eyes I see your heart

And that’s when I find me.

Sobre a Associação Humanista Secular

No pró­ximo sábado irá ocor­rer um encon­tro entre Huma­nis­tas que irá deba­ter a neces­si­dade e opor­tu­ni­dade de se avan­çar for­mal­mente para a cons­ti­tui­ção de uma Asso­ci­a­ção Huma­nista Secu­lar em Por­tu­gal. Após vários anos com reu­niões infor­mais mas regu­la­res, chega a hora de arre­ga­çar as man­gas e ten­tar por em prá­tica tudo o que se tem vindo a dis­cu­tir ao longo desse período.

Como é sabido, nós por­tu­gue­ses temos um fraco índice de ade­são aos movi­men­tos asso­ci­a­ti­vis­tas. Não pre­tendo neste texto fazer as aná­li­ses his­tó­ri­cas ou cul­tu­rais para esse fenó­meno, pre­tendo, isso sim, apon­tar as razões pelas quais con­si­dero de maior impor­tân­cia lutar con­tra essa rea­li­dade quando se fala de uma Asso­ci­a­ção Huma­nista Secular.

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Vida

Querem-te justa, os incau­tos
Querem-te boa, os sonha­do­res
Mas quan­tos te que­rem ape­nas,
Sem a pre­sun­ção arro­gante de que te terão
Para lá do agora…

Enquanto con­tas em sequên­cias fini­tas o Sol e a Lua,
Trans­for­mas a carne,
Redu­zindo o seu veludo a mero fedor
E trans­for­mas o sonho,
Ele­vando aos céus a obra e o autor

Sejas san­gue, espasmo ou poema
Sê diversa e irre­ve­rente
E impõe-te pela força e cer­teza
Da óbvia pro­ba­bi­li­dade
Que ganha­rás sem­pre o mundo
Mesmo per­dendo o Homem
Ou que ele te perca num por­vir desinspirado

2013/12/04

Tempo

Quero tempo, apenas…

Tempo em ti, para ti
Sem pon­tei­ros nem pra­zos,
Ape­nas o neces­sá­rio, ape­nas o eterno

Tempo é a liber­dade maior.
Per­mite ao dis­po­ní­vel ser arte,
Agi­ganta o pen­sa­mento,
Trans­forma o poema em uni­verso
E ama­du­rece o fruto do ven­tre
Enquanto os espa­ços se redu­zem ao nada

Tempo é a tei­mo­sia rei­nante,
Insen­sí­vel a fados e rezas,
Culpa dos físi­cos incom­pe­ten­tes
Que não lhe matam a line­a­ri­dade,
Privando-nos do que nos per­tence
Ou outrora assim parecera

Sem tempo, tudo é ilu­são.
Só o agora por bre­ves momen­tos se com­pro­mete,
Enquanto o antes se des­va­nece no pos­sí­vel
E o depois se insi­nua no provável

Tempo inqui­eto e regres­sivo,
É tudo o que quero

2013/12/03

A Morte Recíproca

Mer­gu­lhaste o meu mundo num uni­verso de lacuna
Enchar­caste as memó­rias num sal de gotas por cho­rar
Per­deste o que me deste uma vez e para sem­pre
Qual de nós se ocul­tou entre o cais e tanto mar?

Cum­priste o teu tempo como o cheiro a mare­sia
Nave­gaste nas areias de um futuro por lem­brar
Arran­caste o saber do teu peito con­tra o mundo
Qual de nós se afun­dou entre o sol e o luar?

O mur­mú­rio do vento traz a cor do desa­lento
O lamento da luz já não mos­tra ten­ta­ção
E os olhos fecham-se num beco de tormento

Nunca o mar se gelou como o san­gue que me corre
Nes­tas veias, de medo detém-se meu cora­ção
Qual de nós, então, será que no outro morre?

2013/12/02

Morram de espanto

Mor­ram de espanto, incré­du­los,
Sufo­quem nos rios da vossa ilu­são,
Bei­jem as lágri­mas de vos­sas pai­xões
E sus­pi­rem de negro, tão negro
Como o tom da vossa mar­cha de ago­nia,
Enquanto as cin­zas irre­me­di­a­vel­mente vos con­quis­tam
E a morte tudo vos suga
Num abraço tão eterno como previsível.

Enquanto o tempo me sobra
E um sor­riso não me basta,
Quero ape­nas vibrar
Nas har­mó­ni­cas da minha certeza.

Ah, que ale­gria…
Não há maior pra­zer que a nossa confirmação!

2013/12/01

Fui

Fui
Brisa quente nas pla­ní­cies de teu ven­tre
Fui
Brisa fresca nas coli­nas de teus seios
Fui
Brisa amena desde a ponta dos teus dedos
Fui
Tem­pes­tade na ponta de teus cabelos

Fui
Luz acesa nos dese­jos de teus olhos
Fui
Luz e beleza nos segre­dos de teus sonhos
Fui
Luz fic­tí­cia desde o fundo de teu peito
Fui
Escu­ri­dão no final de teu suspiro

Fui
E não mais vol­tei…
Nem brisa, nem luz,
Já não sou nem serei

Fui…
Que tonto fui!

2013/10/27