Three Friends

Vou ten­tar gra­var e mis­tu­rar um tema ori­gi­nal por mês. A 21 de Feve­reiro colo­quei o Mad­de­line, agora é a vez de Three Fri­ends. Enquanto na pri­meira foi um exer­cí­cio de recu­pe­ra­ção e de “aca­ba­mento”, uma vez que se tra­tava de um tema já ini­ci­ado há mui­tos anos, nesta é tudo recente. Como sem­pre, trata-se de uma gra­va­ção domés­tica e, neste caso, a pri­meira pro­du­zida no Rea­per, com recurso ape­nas a plu­gins VST grá­tis e/ou de domí­nio público.

Se tudo cor­rer bem, em Abril haverá mais…

Maddeline

Mad­de­line was a com­mon young Syrian woman in her early twen­ties. Two years ago she fell in love with a young Euro­pean man wor­king for a non-profit orga­ni­za­tion in Damas­cus. After her loved one retur­ned home they lost con­tact with each other, but the young man never cea­sed to try to reach her again. Unfor­tu­na­tely, late last year he found out that she had drow­ned near the coast of a Greek island.

This is the song he could have written…

(AP Photo/Narciso Contreras)

Portugal, a Europa e os refugiados

Repa­rem bem na foto que ilus­tra este artigo. É deste cená­rio que fogem os refu­gi­a­dos, mai­o­ri­ta­ri­a­mente sírios, que che­gam à Europa depois de terem per­dido famí­lia, bens, estilo de vida e dig­ni­dade. Mui­tos fogem das vio­la­ções e de serem coa­gi­dos a juntarem-se a gru­pos arma­dos. Só ainda não per­de­ram a espe­rança, o que me deixa deve­ras impressionado.

Mui­tos são os que, por essa Europa fora e tam­bém em Por­tu­gal, se opõem ao aco­lhi­mento des­tes seres huma­nos nas res­pec­ti­vas regiões. Creio que muito desse receio tem ori­gem em um ou mais dos seguin­tes factos:

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Este é o sinal em causa.

Dermatologia, IPO e a minha nádega direita

Hoje fui a uma con­sulta de der­ma­to­lo­gia para des­pis­tar um estra­nho fenó­meno cutâ­neo que se desen­vol­veu no meu couro cabe­ludo. Afi­nal, não era nada de pre­o­cu­pante, trata-se de uma ver­ruga sebor­reica. Ou melhor, tratava-se, uma vez que nas 3 sema­nas entre a mar­ca­ção da con­sulta e a mesma a ver­ruga desa­pa­re­ceu! Tudo nor­mal e sem razões para alarme, segundo a médica. Mas, apro­vei­tando a visita, fez-se um exame rigo­roso à pele de todo o corpo e, como não há bela sem senão, descobre-se um sinal na minha nádega direita com neces­si­dade de remo­ção com carác­ter urgente. Passa-se guia de mar­cha para o IPO onde o sinal será remo­vido e o mesmo envi­ado para biop­sia. Den­tro em breve have­rão mais novidades.

Nes­tas coi­sas sou opti­mista por natu­reza e a minha dose de nii­lismo não me deixa pen­sar pro­fun­da­mente nas pio­res pos­si­bi­li­da­des, mas gos­ta­ria de saber se há por aí alguém com expe­ri­ên­cia des­tas coi­sas de remo­ção de sinais.

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Apartidário, mas não apolítico

Den­tro de pou­cos meses vai realizar-se mais uma vota­ção naci­o­nal para ele­ger os depu­ta­dos para a Assem­bleia da Repú­blica para mais um man­dato de qua­tro anos. É altura para reflec­tir e exer­cer o direito de voto con­sa­grado na Cons­ti­tui­ção. Para os par­ti­dos polí­ti­cos é altura de arre­ga­çar as man­gas e ganhar ou con­so­li­dar apoi­an­tes. Mas, comigo, não se safam…

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Through the eyes

Through the eyes of Wis­dom, I see a pea­ce­full, colour­full world
Through the eyes of Greed, I see the shape of an hun­gry man
Through the eyes of Hope, I see flowers growing in a dry land
Through the eyes of Rea­son, I see jus­tice and I see pro­gress
Through the eyes of War, I see misery where there should be art
Through the eyes of Music, I see balance in every writ­ten word
Through the eyes of Love, I see the future as it is meant to be

Through your eyes…

Through your eyes I see your heart

And that’s when I find me.

Sobre a Associação Humanista Secular

No pró­ximo sábado irá ocor­rer um encon­tro entre Huma­nis­tas que irá deba­ter a neces­si­dade e opor­tu­ni­dade de se avan­çar for­mal­mente para a cons­ti­tui­ção de uma Asso­ci­a­ção Huma­nista Secu­lar em Por­tu­gal. Após vários anos com reu­niões infor­mais mas regu­la­res, chega a hora de arre­ga­çar as man­gas e ten­tar por em prá­tica tudo o que se tem vindo a dis­cu­tir ao longo desse período.

Como é sabido, nós por­tu­gue­ses temos um fraco índice de ade­são aos movi­men­tos asso­ci­a­ti­vis­tas. Não pre­tendo neste texto fazer as aná­li­ses his­tó­ri­cas ou cul­tu­rais para esse fenó­meno, pre­tendo, isso sim, apon­tar as razões pelas quais con­si­dero de maior impor­tân­cia lutar con­tra essa rea­li­dade quando se fala de uma Asso­ci­a­ção Huma­nista Secular.

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Vida

Querem-te justa, os incau­tos
Querem-te boa, os sonha­do­res
Mas quan­tos te que­rem ape­nas,
Sem a pre­sun­ção arro­gante de que te terão
Para lá do agora…

Enquanto con­tas em sequên­cias fini­tas o Sol e a Lua,
Trans­for­mas a carne,
Redu­zindo o seu veludo a mero fedor
E trans­for­mas o sonho,
Ele­vando aos céus a obra e o autor

Sejas san­gue, espasmo ou poema
Sê diversa e irre­ve­rente
E impõe-te pela força e cer­teza
Da óbvia pro­ba­bi­li­dade
Que ganha­rás sem­pre o mundo
Mesmo per­dendo o Homem
Ou que ele te perca num por­vir desinspirado

2013/12/04

Tempo

Quero tempo, apenas…

Tempo em ti, para ti
Sem pon­tei­ros nem pra­zos,
Ape­nas o neces­sá­rio, ape­nas o eterno

Tempo é a liber­dade maior.
Per­mite ao dis­po­ní­vel ser arte,
Agi­ganta o pen­sa­mento,
Trans­forma o poema em uni­verso
E ama­du­rece o fruto do ven­tre
Enquanto os espa­ços se redu­zem ao nada

Tempo é a tei­mo­sia rei­nante,
Insen­sí­vel a fados e rezas,
Culpa dos físi­cos incom­pe­ten­tes
Que não lhe matam a line­a­ri­dade,
Privando-nos do que nos per­tence
Ou outrora assim parecera

Sem tempo, tudo é ilu­são.
Só o agora por bre­ves momen­tos se com­pro­mete,
Enquanto o antes se des­va­nece no pos­sí­vel
E o depois se insi­nua no provável

Tempo inqui­eto e regres­sivo,
É tudo o que quero

2013/12/03